Discipulado: Jesus dá o exemplo

23/04/2013 22:46

Muitas coisas Jesus ensinou aos seus discípulos, a exemplo de suas palavras no sermão do monte. Mas, ele fez mais que transmitir a mensagem do que deveria ser feito. Ele provou que tudo o que ele mandava fazer era possível de ser feito. Para isso, Jesus separou seus discípulos e deu vários exemplos do que se deveria fazer. Antes de ensinar, aprendeu. Antes de mandar curar, curou. Antes de mandar libertar, libertou e assim por diante.

Além de instruir os seus discípulos, Jesus os encorajou, provou-os, enviou-os para um exercício e depois corrigiu as faltas cometidas. Após o treinamento, Jesus tornou a firmar seus princípios e os advertiu que nunca desistissem de sua missão. Tudo isso, nós podemos perceber no capítulo 9 do evangelho segundo Lucas, conforme veremos a seguir.

A separação dos discípulos

“Tendo Jesus convocado os doze...” (Lucas 9:1 RA)

Jesus inicia seu treinamento separando apenas doze discípulos. Certamente, havia muitos homens e mulheres que já o seguiam e desejavam essa honra, mas o fato é que Jesus escolhe quem ele quer e não depende de nenhum tipo de influência ou indicação humana. O evangelho segundo Marcos nos dá melhor visão do modo como foi feita a escolha de Jesus, senão vejamos:

“13 Depois, subiu ao monte e chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele. 14  Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar” (Marcos 3:13-14 RA)

A capacitação

Ninguém, tendo sido chamado por Jesus para uma missão, ficará sem a devida capacitação. Afinal, Deus, além de conhecer os talentos inatos de cada um, sabe que para atuarmos contra o reino das trevas devemos estar devidamente habilitados.

“... deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem curas.” (Lucas 9:1 RA)

O curioso é que eles deveriam crer que estavam revestidos de autoridade e poder sem ter sentido absolutamente nada de diferente em seus corpos. A bíblia não relata em nenhuma das passagens correlatas dos demais evangelhos que tenha havido naquele momento alguma ocorrência sobrenatural que lhes permitissem crer. Mesmo assim, eles deveriam acreditar que estavam plenamente investidos daquela autoridade e poder.


 

As instruções: uma prova de fé e confiança

As instruções de Jesus são verdadeiras provas de fé e confiança em suas palavras. Ninguém questionou as ordens do mestre, apenas obedeceram. Os discípulos não sabiam exatamente o que iriam enfrentar naquela missão, mas deveriam seguir sem amparo em recursos materiais e sem os comuns utensílios que lhes davam segurança no dia-a-dia. Partir dali naquelas condições já demonstraria se eles confiavam, ou não, na palavra de Jesus.

“3  E disse-lhes: Nada leveis para o caminho: nem bordão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem deveis ter duas túnicas. 4  Na casa em que entrardes, ali permanecei e dali saireis. 5  E onde quer que não vos receberem, ao sairdes daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles.” (Lucas 9:3-5 RA)

Além de saírem sem qualquer provisão, nenhuma promessa de recompensa foi-lhes dirigida naquele momento para recompensar aquele esforço. Tudo que eles tinham era uma ordem para seguir às aldeias vizinhas pregando acerca do reino de Deus e curando os enfermos.

“Também os enviou a pregar o reino de Deus e a curar os enfermos.” (Lucas 9:2 RA)

Mas não é só. Após estarem cientes de que aquele chamado era para a satisfação das necessidades dos outros (não as deles) e que naquela missão viveriam na dependência de Deus, já que foram despojados de seus recursos naturais, foram advertidos que haveria rejeição e oposição ao trabalho que estavam empenhados em realizar. Jesus chegou a adverti-los que algumas cidades sequer os receberiam.

“E onde quer que não vos receberem, ao sairdes daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles.” (Lucas 9:5 RA)

O interessante é que nessa instrução Jesus os ensina a seguir em frente mesmo diante da rejeição. Tal sentimento não poderia paralisá-los.

Hora do feedback

Quando os discípulos retornam, Jesus busca ter um momento a sós com eles para ouvir a experiência que tiveram e para retomar com eles o treinamento que havia iniciado.

“Ao regressarem, os apóstolos relataram a Jesus tudo o que tinham feito. E, levando-os consigo, retirou-se à parte para uma cidade chamada Betsaida.” (Lucas 9:10 RA)

Essa é um grande privilégio de servirmos aos propósitos de Jesus. Ele trata em particular com seus discípulos enquanto os treina.

AGORA É A NOSSA VEZ

Sim, agora devemos meditar: fomos chamados? Fomos escolhidos? Temos uma missão a cumprir? Quem é o nosso mestre? Estamos aprendendo e praticando as lições do nosso mestre? Somos os mestres? Estamos em condições de ensinar? Podemos dizer àqueles que nos cercam para imitar as nossas obras?

Que Deus abençoe a todos.

Pr. Sólon Lopes Pereira


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