O tabernáculo: uma nova reflexão, um novo caminhar

O tabernáculo: uma nova reflexão, um novo caminhar

Pastor:  Carlos Augusto de Carvalho

Êxodo, capítulos. 25; 26; 27; 36; 37 e 38

 

“E me farão um santuário, e habitarei no meio deles”. Ex.25.8

“... não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” 1°Co.6.19-20

“O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós”. Jo14.17

“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 1° Co.3.16
 

            Quando Deus mandou Israel levantar o Tabernáculo tinha como propósito principal habitar no meio deles. Naquela ocasião o Espírito Santo ainda não havia sido derramado. Ele era enviado por medida sobre algumas pessoas escolhidas por Deus, como por exemplo: profetas; reis e sacerdotes.

            Como Jesus ainda não havia morrido, para com o seu Sangue remir os que se achegam a Deus, não tinha como o Espírito Santo ser derramado, pois este ato só teria cumprimento após a ressurreição de Cristo.

Após cumprir seu ministério terreno, Jesus enviou o Espírito Santo, por ocasião da festa dos Pentecostes, sobre os seus discípulos e a partir daí Deus passou a habitar dentro do seu povo e não mais em um morada construída pelos israelitas.
“Cumprindo-se o dia de Pentecostes... veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa ...e todos foram cheios do Espírito Santo” At.2.1-4

O tabernáculo tinha a forma de um retângulo foi construído com tábuas de madeira de acácia, as tábuas do interior eram cobertas de ouro e unidas por varas do mesmo metal, com a sua base de prata. O lado oriental era fechado por uma cortina de algodão sustentadas por cinco colunas revestidas de ouro.

O interior achava-se separado em duas partes por um véu ou cortina bordada com figuras de querubins  (Ex. 26.36,37). Era o Santo Lugar e o Santo dos Santos (Hb 9.2); no Lugar Santíssimo estava a arca da aliança, que era de madeira de acácia revestida de ouro por dentro e por fora, com uma tampa de ouro, em cujas extremidades estavam colocados dois querubins de ouro, com as asas estendidas voltados um para o outro. A cobertura de ouro da arca era o propiciatório. No Santo Lugar estava o altar de ouro do incenso (Ex. 30.1 a 10); um candelabro de ouro maciço com sete braços (Ex. 25.31 a 39), e uma mesa de madeira de acácia, revestida de ouro, sobre a qual estavam os pães da proposição. (Ex. 25.23 a 30).

Em volta do tabernáculo havia um espaço de cem côvados de comprimento por cinqüenta de largura, fechado por cortinas de linho fino, que se sustentavam por ganchos de prata. Estas colunas eram em número de sessenta, com bases de bronze, tendo três metros de altura cada uma. A entrada era pelo lado oriental, e estava fechada por uma cortina, em que havia figuras bordadas de estofo azul, púrpura , carmesim e linho fino (Ex. 27.9 a 19). Era neste pátio, sem cobertura, que se realizavam todos os serviços públicos do culto e eram oferecidos os sacrifícios. Perto do centro estava o altar de cobre, com cinco côvados de comprimento por cinco de largura, tendo nos seus quatro cantos “chifres”. No átrio, entre o altar de bronze e o tabernáculo, havia uma grande bacia de bronze, onde os sacerdotes lavavam-se antes do culto levítico.
Hebreus 8.5 revela que o Tabernáculo, conforme foi mostrado no monte a Moisés, era figura de coisas celestiais, por isso o Senhor insistiu com ele: ‘”Vê que faças todas as cousas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte”. Ex.25.40.

O Tabernáculo foi construído para que as verdades que seriam reveladas no Novo Testamento fossem compreendidas e cridas. Ele era uma construção profética que apontava para o ministério do Senhor Jesus. Cada detalhe e todos os objetos de sua constituição mostravam características do Senhor e também do seu corpo terrestre que seria construído após sua partida: a igreja invisível.

 


A porta ( Jesus o que realiza sinais)

 

Olhando o Tabernáculo de longe não se podia visualizá-lo com perfeição por causa do deserto e das distorções causadas pelo calor. A pessoa tinha de se aproximar para poder perceber que se tratava de uma construção, todavia para ir dentro dele tinha-se que procurar a porta, única forma de entrar.

Essa porta ficava voltada para o nascente e media cerca de 10 m x 2,5m, ela era lindíssima, pois era tecida de linho fino com estofo[1] de azul, púrpura e carmesim. Essa cores eram proféticas, uma vez que apontavam para a santidade de Jesus, sua divindade, seu ministério de morte e ressurreição e sua descendência real.

Jesus disse:  “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo, entrará  e sairá, e achará pastagem”. Jo.10.9.

A porta era lindíssima e atraía as pessoas que circundavam o Tabernáculo, ela era um atrativo, algo que despertava o desejo de se ver mais de perto, de se tocar, de abrir e entrar.

O texto de João 6.2 diz: ”E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos”.  Outro texto também relatam o mesmo: “E, estando ele em Jerusalém pela páscoa, durante a festa, muitosvendo os sinais que fazia, creram no seu nome.  Os próprios discípulos creram nele porque viram os sinais de seu ministério: “Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele”.

Fica claro pelo texto acima que os sinais são necessários para um ministério vitorioso. A porta do Tabernáculo atraia as pessoas pela sua beleza e essa se revelava no ministério de Jesus pelas curas dos enfermos, libertação dos endemoninhados e pela Palavra poderosa de seu ensino.

A igreja não pode prescindir desse direito uma vez que o próprio Jesus disse que ela faria sinais maiores do que Ele fez. Sem os sinais a igreja não conseguirá dar os frutos em abundância que se espera dela: “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas... se impuserem às mãos sobre os enfermos eles ficarão curados.” Mc.16.17-18. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram...” Mc.16.20. Então Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres, não crereis”.Jo.4.48.  “E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.” “Enquanto estendes a tua mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Filho Jesus.” “E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos.” At.5.12. “E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.” At.6.8. “E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia”. At.8.6 “... ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito.”  “Detiveram-se, pois, muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que por suas mãos se fizessem sinais e prodígios.” “Então toda a multidão se calou e escutava a Barnabé e a Paulo, que contavam quão grandes sinais e prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios. ”Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus; de maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de Jesus Cristo.” Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade.” Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas”. 2º Co.12.12

 As pessoas só entrarão por essa porta se convencidas pelos sinais operados pelo Espírito Santo através do tabernáculo terreno, ou seja, os crentes que formam o Corpo de Jesus na terra. Por isso, da igreja fiel se espera santidade, poder manifesto, exteriorização da realeza divina e testemunho do sacrifício de Cristo.

T.L. Osborn, em seu livro Curai enfermos e expulsai demônios, diz o seguinte: “ sempre me lembro de que Jesus passou mais tempo de seu ministério de três anos e meio curando os enfermos e expulsando demônios, do que realizando qualquer outro tipo de milagre. Há mais casos de cura de enfermos do que de perdão a pecadores. Cada pessoa que Jesus enviou a pregar o Evangelho foi ordenada a fazer exatamente o que Ele havia feito enquanto esteve aqui na terra; a saber, curar os doentes, ressuscitar os mortos, expulsar demônios, limpar leprosos e de graça dar.” Mt.10.1,7,8; Mc. 3.14-15, 6.7-13, 16.15-18; Lc.10.19; Jo.14.12-14, 15.7, 16.18; At.1.8.

 

A oferta que garante o acesso.

 

Oferta de movimento

 

Ninguém podia entrar no Tabernáculo sem trazer uma oferta ao Senhor, o ofertante trazia sua dádiva e o sacerdote a examinava para saber se estava de acordo com a orientação do Senhor.

Para entrar era necessário ofertar, a maior e melhor oblação é o coração, a nossa vida: “Filho meu, dá-me o teu coração...”  Pv. 23.26. Quem não ofertou a vida ao Senhor, aceitando-o como seu único e suficiente Salvador, não poderá entrar, fica de fora apenas olhando outros entrarem e serem abençoados.

Nas três festas reveladas por Deus a Israel, era exigido uma oferta dos participantes: “Três vezes ao ano me celebrareis festa.. três vezes ao ano o homem comparecerá diante do Senhor Deus... Ninguém aparecerá diante de mim de mãos vazias... as primícias dos frutos trarás  à Casa do Senhor.” Ex.23.14-19.

Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei ofertas, e entrai nos seus átrios”. Sl.96.8

O Senhor, logo no início da vida cristã do novo convertido, ensina-o a ser ofertante e dizimista fiel.

 A Palavra registra: “O meu povo perece por falta de conhecimento." Os 4:6.

A única maneira das pessoas serem guardadas do ataque atroz dos demônios destruidores conhecidos como Cortador, Migrador, Devorador e Destruidor é ser fiéis nos dízimos e nas ofertas. O cortador assola o patrimônio comendo todo dia uma parcela da renda; o migrador é aquele que vez por outra passa e come o que deixou o cortador, são as enfermidades que chegam de repente,  a batida do carro, o cano que estoura etc; o devorador vem logo após, destruindo o que ficou, é o agiota que toma a casa, os bens, é o banco que arranca, através de juros altíssimos o pouco que sobrou. Por fim, vem o pior de todos, o destruidor que  fala ao ouvido do desesperado a frase fatal: suicídio é a única saída.

“O que deixou o gafanhoto cortador comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador comeu-o o gafanhoto destruidor... cortada está da casa do Senhor a oferta  de manjares e a libação...” Joel 1.4,9. Essa é a situação de muitos que não ofertam ao Senhor.

Qual então será a proteção contra essa verdadeira tragédia: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa... por vossa causa repreenderei o devorador para que não vos consuma o fruto da terra...” Ml.3.10,11.

A fidelidade do cristão nos dízimos o livra dessas quatro legiões de demônios destruidores.

Lembre-se, o Senhor é Aquele que empobrece e enriquece, abaixa e também exalta. 1°Sm.27. A lei espiritual da oferta garante a contrapartida de Deus, de dar benção àquele que investe na sua Obra: “Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça.”  2°Co.9.10. O que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.  Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que  com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra. 2°Co.9.6-9.

 

O Tabernáculo ungido com óleo.


O óleo da unção.

 

“Então tomarás o azeite da unção, e ungirás o tabernáculo, e tudo o que há nele; e o santificarás com todos os seus pertences, e será santo. Ungirás também o altar do holocausto, e todos os seus utensílios; e santificarás o altar; e o altar será santíssimo. Então ungirás a pia e a sua base, e a santificarás.” Ex.40.9-11

Esta ação exigida por Deus é a primeira providência que Moisés deveria tomar para usar o Tabernáculo: ungi-lo com óleo santo.

 Deus revelou a fórmula do óleo a Moisés que consistia dos seguintes ingredientes: “Disse mais o Senhor a Moisés, também toma das principais especiarias, da mais pura mirra quinhentos siclos, de canela aromática a metade, a saber, duzentos e cinqüenta siclos, de cálamo aromático duzentos e cinqüenta siclos, de cássia quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de azeite de oliveiras um him. Disto farás um óleo sagrado para as unções, um perfume composto segundo a arte do perfumista; este será o óleo sagrado para as unções. Com ele ungirás a tenda da revelação”.  Ex.30.22-26

Nas Escrituras o óleo significa a benção do Espírito Santo para um propósito especial na Obra de Deus. Em toda Bíblia iremos encontrar o óleo sendo usado em várias situações como por exemplo: ungir uma pessoa para o ministério; ungir os enfermos; libertação; comemorações de eventos; confirmação de aliança com Deus e tudo o mais que o Espírito Santo revelar.

“E expulsavam muitos demônios, e  ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam”. Mc.6.13

 Está alguém entre vós doente? Chamem os presbíteros da igreja, e orem sobre ele,  ungindo-o com óleo em nome do Senhor”. Tg. 5.14 (Este texto de Tiago é interessante, pois há os que defendem que a unção com óleo é apenas para os crentes, porém o texto diz: está alguém entre vós doente, logo qualquer pessoa tem o direito de ser ungida com óleo para cura.)

Segundo o ensino do Dr. Tim Bagwell, em seu livro: poder para cumprir o chamado,  a palavra unção origina-se do grego  chrio que quer dizer “ lambuzar ou esfregar com óleo”.

Arão, seus filhos, os reis de Israel e vários sacerdotes foram ungidos com óleo. Conforme exposto acima, todos os utensílios do Tabernáculo foram ungidos.

O nome Cristo significa ungido. Em Eclesiastes 9.8 somos admoestados com a seguinte frase: “...jamais falte o óleo sobre a tua cabeça”.

Se o Tabernáculo foi ungido com óleo por ordem expressa de Deus, quanto mais nós que somos hoje o templo do Espírito Santo devemos sê-lo. Há um mistério envolto nessa ação de ungir, que Deus tem revelado apenas aos espirituais, àqueles que têm se deixado ensinar por Ele. No mundo espiritual existem coisas que têm poder, não em si mesmas, mas porque são ordenanças de Deus, como por exemplo a imposição de mãos e conforme tratado aqui a unção do óleo.

Uma mulher pecadora ungiu o Senhor Jesus e foi elogiada por Ele. Lc.7.37

Em Isaías o Senhor disse que o jugo do pescoço de Israel e a carga que ele trazia sobre si, seriam despedaçados por causa da unção. Is.10.27

Conforme visto, a unção com óleo, cura, liberta e trás alegria.  Na saída do Egito os filhos de Israel passaram do sangue nos umbrais das portas para salvar seus filhos da aniquilação promovida pelo destruidor, que passou à meia noite nas casas egípcias; hoje já não usamos o sangue, pois Jesus já derramou o Seu para nos salvar, então no lugar deste, devemos usar o óleo em substituição, crendo que este ato, no mundo espiritual, tem muita força. Fazer o que Deus ordenou é um ato de fé.

Se Deus quis que se ungisse a casa Dele (o Tabernáculo), nós devemos imitá-lo e ungir a nossa casa e a nossa igreja também, se ele quis ungir os filhos de Arão para o sacerdócio, nós que somos sacerdotes reais devemos ungir os nossos, se Ele mandou ungir os enfermos e atormentados, quem somos nós para nos negarmos fazê-lo?  Alguns, que carecem de fé, usam como desculpa que o ato de ungir era apenas para tempo do Velho Testamento ou para a igreja primitiva e que hoje devemos fazê-lo em “espírito”.

Com que direito vamos “espiritualizar” essa ordenança, pois a Bíblia deixa claro que deve ser feito conforme orientado, ou seja, com o elemento natural chamado óleo ou azeite. Sem unção e sem fogo não há culto. O culto só começou no Tabernáculo depois que ele foi ungido, após desceu fogo do céu.

“...o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros.  Todas as tuas vestes cheiram a mirra e aloés e cássia ...”.Sl.45.7-8

 

A cortina do átrio.

Nossas vestes espirituais.

 

“...o átrio terá cortinas de linho fino retorcido...” Ex.27.9.

            O simbolismo empregado no Tabernáculo também se aplica à vida do crente.  Apocalipse diz que os exércitos celestiais se vestem com linho finíssimo, branco e puro. Revela que a esposa se vestirá de linho finíssimo resplandecente e puro, e também que aos santos foi-lhes dado vestir-se também de linho finíssimo. Ap.19.6,8,14. O livro também declara que essas vestes foram branqueadas no Sangue do Cordeiro. Ap.7.13,14.

            O linho nas Escrituras é um tipo de pureza e santidade. Algo visível ao público externo, que ficava de fora do Tabernáculo, eram as cortinas brancas do átrio, da mesma forma a única coisa que as pessoas que nos rodeiam e que não conhecem o Senhor podem ver são as nossas vestes espirituais (testemunho), daí a necessidade delas estarem em perfeito estado para que não nos tornemos pedra de tropeço aos que não aceitaram ainda o caminho de salvação. “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta”. Hb.12.1

           

            Outra coisa que servia de  testemunho para os de fora eram as colunas de madeira, no total de 60, que estavam assentadas em bases de bronze, com uma cinta de prata por cima que era onde se prendiam as cortinas.

            Essas colunas eram de madeira que foram um dia árvores duras e retorcidas do deserto (acácia), elas foram de lá arrancadas e trabalhadas para fixarem-se perfeitas no Tabernáculo.

            Devemos lembrar que Jesus foi carpinteiro. Na sua época o trabalho de carpintaria exigia que se fosse ao deserto e de lá tirasse a árvore que seria desprovida de suas cascas, aplainadas, lixadas e revestidas para servirem de móveis nas casas.

            Na bíblia os homens são comparados a árvores. o Sl. 1.3

            Jesus é aquele que vai ao deserto desse mundo para de lá retirar as pessoas tão maltratadas pelas intempéries da vida. Ele tira suas cascas, aplaina suas vidas e lixa as imperfeições para revesti-las do poder do Espírito Santo.

            Esse processo é conhecido como cura interior.

            Cura interior baseia-se na seguinte passagem, dentre outras: E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo. 1° Ts.5:23 .          

É um tratamento espiritual que procura levar o paciente a ser tratado diretamente por Jesus sobre coisas ligadas ao passado, antes da sua conversão e que precisam ser superadas, tais como os vícios do velho homem.

Existe também uma operação do Senhor, de cunho psicológico, para livramento de algum cativeiro emocional do qual a pessoas possa ter sido vítima outrora.

As pessoas muitas vezes são portadoras de bloqueios emocionais, de feridas interiores dos quais precisam ser libertadas, do contrário, poderão levar para o resto de suas vidas lembranças ou atitudes pessoais que serão usadas pelo diabo para acusá-las e/ou feri-las.

Por exemplo, uma mulher que no passado vendia seu corpo, se não for por Jesus liberta das lembranças desse tempo poderá sofrer constantemente o ataque acusador do inimigo.

            Talvez a melhor definição de cura interior seja encontrada no livro Cura Interior de Betty Tapscott, onde a autora diz: “Cura interior é a cura de nosso homem interior: da mente, emoções, lembranças desagradáveis, sonhos. É o processo pelo qual, por meio da oração, somos libertos de sentimento de mágoa, rejeição, autopiedade, depressão, culpa, medo, tristeza, ódio, complexo de inferioridade, senso de desvalor, etc.”.

            O crente tratado sistematicamente pelo Senhor, aos poucos vai se tornando apto a ser uma coluna revestida de ouro, as colunas interiores do Tabernáculo, ou seja, revestidas do poder do Espírito Santo para testemunhar assim como o foram os heróis da fé  encontrados na Bíblia e na história da igreja cristã.

            O servo de Deus deve cuidar de suas vestes espirituais não só por causa do testemunho, mas também por causa dos ataques do diabo que, diariamente, procura em sua vida brechas de legalidade (Qualidade ou estado de legal; conformidade com a lei; legitimidade) e/ou permissibilidade (que pode ser permitido; admissível, lícito, permissão de Deus) para agir, pois a ele só é permitido  agir através desses dois meios. At.5.3/ Jó 2.6/Jo.13.27

            Legalidade é aquilo que está revestido de legitimidade. O diabo acha legítimo agir na vida do que está caído espiritualmente, principalmente, se no passado essa pessoa foi seu servidor.

            Jesus disse que um demônio quando é expulso de alguém, anda por lugares áridos e não encontrando morada, chama outros sete demônios mais fortes do que ele para tentar invadir sua antiga habitação de onde foi expulso, ao chegar lá ele não pode achá-la vazia (sem a presença do Espírito Santo), por isso Paulo exorta aos crentes a não apagarem o Espírito Santo em suas vidas, se isso acontecer os espíritos malignos, que porventura habitavam anteriormente nessas pessoas, se julgarão no direito de voltar e elas ficarão muito piores do que antes de se tornarem crente. Mt.12.43-45; 1°Ts.5.19

            As cortinas do átrio tinham que ser constantemente verificadas para ver se não tinham rasgado devido as intempéries do deserto.

            Se porventura, isso tivesse acontecido deveriam ser substituídas de imediato.

             assim deve ser a nossa vida, não podemos deixar nossas vestes espirituais rasgadas, ou seja, que haja em nossas vidas brechas de legalidade e/ou permissibilidade, devemos vigiar e ser prudentes como as serpentes e símplices como as pombas, conforme ensinou Jesus. Mt.10.16

 

Altar de Bronze.

Justiça divina.


            O altar de Bronze refere-se a morte sacrificial de Jesus relacionada a justiça de Deus para remissão dos pecados cometidos pela humanidade.

            Nesse altar, o inocente era condenado no lugar do pecador para que o direito divino fosse estabelecido, uma vez que era um ato profético que apontava para o sacrifício vindouro do Filho de Deus.

            Era um altar quadrado que possuía quatro chifres que se dirigiam para os quatro cantos da terra revelando que o objetivo era alcançar a todos as pessoas do planeta.

Em Apocalipse  5.6, o Cordeiro digno de abrir o livro têm sete chifres, os quais falam do seu poder. Os quatros chifres presentes no altar de bronze apontam para o poder de Jesus para salvar toda humanidade e derrotar os poderes das trevas. Ele disse que todo o poder nos céus e na terra lhe fora dado. Mt. 28.18

 

shofar

Existe um chifre, conhecido por shofar, que é feito para tocar como uma trombeta.
O shofar soava como um alarme para alertar os filhos de Israel. Trata-se de um instrumento de sopro dos mais antigos que se conhecem, feito de chifres de cordeiro ou antílope, ele é tocado ainda hoje nas sinagogas judaicas como chamado para adoração ao Senhor.

 

O rabino Maimônides resumiu a significação do toque do Shofar do seguinte modo: "Apesar de o toque do Shofar em Rosh Hashaná ser um decreto divino, contém em si a seguinte sugestão., Vós, que permaneceis adormecidos, despertar de vosso sono, fortalecei-vos em vossas ações, retomai (ao bom caminho) com arrependimento e tende presente vosso Criador! Os que olvidaram a verdade, submersos em futilidades, e que andaram extraviados durante todos os anos no vazio que não produz benefício nem salvação a ninguém - examinai vossas almas, melhorai vossos atos e vossos propósitos, e abandonei todos os pensamentos maus e os pensamentos que não conduzem ao bem!" .[2]

Uma das convocações dos filhos de Israel era feita por ocasião do culto do holocausto (O holocausto era um sacrifício que deveria ser totalmente queimado. Nada dele era comido, o fogo consumia o sacrifício inteiro.), onde um cordeiro era queimado de manhã e outro à tarde, tocando-se longamente o shofar.

 Hoje há uma convocação, pelo sopro do shofar divino através do Espírito Santo, para que se atentem ao sacrifício feito por Jesus, seja para aquele que ainda não O aceitou, sobre a necessidade de fazê-lo imediatamente, seja para o crente lembrar-se sempre desse ato de amor e não negar o Senhor.

Aguardamos com grande expectativa pelo toque de um shofar especial, em um dia muito peculiar: “...dada a palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta (shofar) de Deus... seremos arrebatados”. 1°Ts.4.16

Segundo o pastor Osmar Luiz, do ministério Monte Sião, o shophar:

- Regula as viagens dos filhos de Israel (Nm. 10:10 e Sl 81:13).

- Convoca assembléias (Nm. 10:2,3,7).

- Acompanha os sacrifícios em dias festivos, cerimoniais e procissões religiosas (Nm 10:10; I Cr. 13:8; 15:24,28; II Cr. 5:13; 15:14).

- Reunir o povo para guerra (Jz. 3:27).

- Proclamam reis (II Rs. 9:13; 11:14).

- Usados nos cultos (II Cr 5:12-13; 7:6). 

- Dar alarma em casos de perigo (Ez 33:2-6).

- Chamar o povo ao arrependimento e ao Jejum (Jl. 2:15).

- Usados na adoração no templo, quando tocados, os sacerdotes não conseguiram resistir ao poder e a glória de Deus (II Cr 5:13,14).

- A Festa das trombetas era celebrada pelo toque delas (Lv. 23:24), este era um momento de grande alegria entre o povo de Deus...  para nós hoje, este dia era o dia de Pentecostes, o dia do derramamento do Espírito Santo sobre os discípulos (At. 2).

 Milagres Ligados ao Toque do Shophar

- Js. 6:20 – A queda das muralhas de Jericó;

- Ex.19:16/20:18 – Ouvidas no monte Sinai quando Moisés recebia as tábuas da Lei;

- Jz. 7:16 a 22 – Produziu confusão no acampamento dos inimigos, e eles começaram a ferir uns aos outros, de maneira que os trezentos homens de Gideão venceram a batalha.”[3]

O altar do holocausto era  feito de madeira de acácia revestido de bronze.          Em Apocalipse, contemplarmos Jesus glorificado, observando que Seus pés são semelhantes ao bronze polido. Ap.1.15.

Muitos estudiosos da bíblia referem-se ao bronze como tipo da justiça divina.

Jeremias 17.10 diz: ”Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os rins; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações”.

A justiça divina se expressa pelo ato d’Ele julgar as ações de todos os seus seres criados. Essa justiça será para salvação ou perdição, dependendo da atitude de cada um para com a Lei divina.

“Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se nela permaneceres; de outra maneira também tu serás cortado”.  Rm.11.22.

Esse versículo fala de duas atitudes de Deus para com suas criaturas: bondade ou severidade. Para o que Lhe ouve as palavras, Deus trata com bondade, porém para com o rebelde: severidade. O altar de bronze apontava para o maior ato de amor que já existiu: Deus se fez homem para morrer pelos homens, humilhou-se e se deixou moer pelos nossos pecados. Daí, ninguém poder dizer que Ele seria injusto em condenar o que Lhe rejeita.

            O Senhor é Aquele que morreu para salvar a humanidade, mas também, é o que virá para tomar vingança dos Seus inimigos.

            “Porque este dia é o dia do Senhor Deus dos Exércitos, dia de vingança para ele se vingar dos seus adversários; e a espada devorará, e fartar-se-á, e embriagar-se-á com o sangue deles; porque o Senhor Deus dos Exércitos tem um sacrifício na terra do norte, junto ao rio Eufrates.” Jr.46.10

            Esse sacrifício junto ao rio Eufrates fala da batalha do Armagedom, quando os inimigos de Deus atravessarão esse rio para destruir Jerusalém e Israel, nesse dia o Senhor voltará com seus exércitos celestiais, juntamente com a igreja que foi arrebatada e com os santos da grande tribulação para pelejar em favor do povo judeu. As vestes de Jesus estarão tintas de sangue por causa do lagar da ira de Deus que será pisado por Ele.

“Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém houve comigo; e os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura”. Is.63.3.

E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso”.  Ap.19.15

“E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus.  E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso. E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores”. 

Percebe-se pelos textos acima que de Deus não se zomba. A sua justiça alcançará a todos, seja para condenação ou salvação. Gl.6.7

 

O fogo que acendeu o altar.

 

“Quando Salomão terminou a oração, caiu fogo do céu e devorou o holocausto e os sacrifícios; e a glória do Senhor encheu o templo”. 2°7.1.

            O fogo que acendeu o Altar de Bronze do Tabernáculo veio do céu assim como aquele que acendeu o altar do Templo de Salomão, porque Deus não aceitava que fosse usado outro tipo de fogo no culto levítico.

             Esse fogo deveria ser conservado para jamais se apagar. Lv.6.12-13: “O fogo que está sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.”

            O texto que confirmar que foi Deus quem acendeu o Altar de Bronze se encontra em Levítico 9.24: “E eis que saindo fogo de diante do Senhor, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar...”

            Isso aconteceu logo após Arão e seus filhos terem sido consagrados ao ministério, conforme relatado nos capítulos 8 e 9 de Levítico, pois o serviço no Tabernáculo só poderia ter início após esse ato. Logo, o primeiro fogo do altar foi esse que saiu de diante do Senhor.

           

            João Batista testemunhou que Jesus é o que batiza com o Espírito Santo e com fogo. Mt. 3.11

            As línguas de fogo que caíram sobre a igreja no Pentecostes, não podem se apagar, pelo contrário devem ser conservadas na vida da igreja, queimando continuamente no altar dos corações dos crentes. At.2.3.

            Cabe aos sacerdotes (pastores) ministrarem sobre o povo de Deus para que o Fogo do Espírito arda continuamente na vida da igreja. A lenha (combustível) deve ser reposta a cada manhã. Esse combustível é a oração, seguida de uma busca contínua e diária.

            Mais uma vez, o Senhor mostra que desde o início da vida cristã o crente deve buscar o fogo do Seu altar e viver em novidade de vida, como bem falou o apóstolo Paulo:” De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte... assim andemos nós também em novidade de vida. Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra”. Rm.6.4; 7.6.

            O mesmo fogo que acendeu o altar de bronze deveria ser usado no altar do incenso e no candelabro, demonstrando que o serviço, seja no átrio ou dentro do Tabernáculo (igreja), deve ser realizado pelo fogo que desce do céu.

            Existem três entendimentos quanto ao fogo do altar: um ensina que o fogo que acendeu o altar, vindo da parte de Deus, era preservado nos incensários (braseiros) dos sacerdotes quando da caminhada no deserto e/ou da manutenção do altar de bronze; outro que o altar, depois de remontado, era aceso novamente pelo fogo que saía da nuvem de fogo que seguia o Tabernáculo e um terceiro advoga que o fogo não era o originalmente aceso por ocasião da consagração do Tabernáculo, mas um outro aceso pelos próprios sacerdotes ao remontarem o  altar. Para efeito desse estudo, cremos que o fogo era aquele originado no dia em que o altar entrou em funcionamento (Lev.9.24), e que ele era mantido aceso, em forma de brasas, nos braseiros dos sacerdotes quando da viagem e/ou manutenção.

 

Os dons ministeriais (charismata), espirituais (charismata)[4] e pessoais devem ser exercidos através do fogo do Espírito Santo, não podemos apresentar fogo estranho diante do Senhor, sob pena de termos prejuízo em nossas vidas e ministério, assim como aconteceu com os sacerdotes Nadabe e Abiú: “E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que não lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor”. Lv.10.1-2

            Quando Davi apresentou uma oferta ao Senhor, pelo pecado, na eira de Ornã, desceu fogo do céu  que consumiu a oferta do rei de sobre o altar. Naquele lugar seria construído o templo de Salomão. De antemão, antes mesmo de existir o templo, o Senhor já demonstrava que em sua Casa não poderia faltar o fogo do Espírito Santo. 1° Cr. 22.26

            Passamos a listar uma série de dons naturais, ministeriais e espirituais relacionados entre si e que devem estar atuantes na igreja. Usaremos uma lista retirada do site  Ministério Comunidade Evangélica[5]:

ADORAÇÃO – Relacionamento com Deus (oração, intercessão, santidade, ofertas, senhorio e majestade de Cristo)

At. 2:47; 12:5; I Co. 16:1; II Co. 8:1; Ef. 1:22; 3:21; 5: 23-25, 27, 29; Fp. 4:15; Cl. 1:18; Hb. 2:12

EVANGELISMO – Relacionamento com os de fora (multiplicação, missões, testemunho, perseguição, sinais e maravilhas)

At. 2:47; 5:11; 8:1,3; 9:31; 11:26; 15:4; 16:5; 20:17; Gl. 1:13; Ef. 3:10; I Ts.2:14; II Ts. 1:4; Ap. 2:11

COMUNHÃO – Relacionamento entre irmãos (aliança, hospitalidade, amor fraternal, igreja nos lares, unidade, ósculo santo)

Mt. 18:17; At. 15:4; Rm. 16:1, 4-5, 16, 19, 23; II Co. 8:24; Gl. 1:2; Fp. 1:2; Cl. 4:15; I Ts. 1:1; II Ts. 1:1; III Jo. 1:6

ENSINO – Relacionamento com a Palavra (discipulado, fundamento, edificação, disciplina, costumes)

Mt. 16:18; 18:17; At. 9:31; 11:26; 16:5; I Co. 4:17; 5:12; 6:4; 11:16; 14:4-5, 12, 23, 26; 34-35

MINISTÉRIOS – Relacionamento com a obra (serviço, dons espirituais, dons ministeriais, dons naturais) At. 13:1; 14:23; 15:22; 15:41; 20:17; 20:28; Rm. 16:1; Ef.4.11; I Co. 4:17;12:28; 14:12,19,23,26,28; 14:4,5; 15:9; II Co.11:8, 28; 8:18,19; I Tm. 3:5; 5:16,17; Tg. 5:14; Ap. 2:1”

            Se os dons que foram acesos pelo Fogo do Espírito Santo, na época da igreja primitiva, estiverem queimando em nossas igrejas e vidas nada poderá impedir o crescimento do reino de Deus e a vitória final sobre o inimigo.

            Hoje percebe-se vários ministérios agindo no meio da igreja. Não confunda ministério da Palavra, aqueles cinco de Efésios 4.11, com ministérios originados pelos dons naturais de cada um, por exemplo:  Ministério de Libertação Espiritual, Ministério de Cura Interior,  Ministério de Música, Ministério para Casais, Ministério com Jovens, Ministério com Adolescentes, Ministério com Crianças, Ministério de Aconselhamento, Ministério de Recuperação de Vidas e outros que por ventura surjam pelo mover do Espírito Santo.

            A bíblia assevera que Deus é um fogo consumidor; sendo um Deus santo toda impureza diante dele é consumida pela sua simples presença. Tudo que não é aceitável por Deus em nossas vidas deve ser consumido pelo fogo do Espírito, devemos nos santificar, afastarmo-nos o mais que pudermos do pecado. Hb.12.28-29/2º Co.6.17

Um dos motivos pelos quais Jesus foi odiado enquanto esteve aqui na terra, era que, sendo Ele luz (fogo), todo pecado em sua presença era denunciado, inclusive o das autoridades religiosas que o condenaram. O poder do crente é conquistado através de um coração limpo, da santificação e busca de um aperfeiçoamento pessoal operado dia a dia pelo Espírito Santo. “Porque cada um será salgado com fogo...” Mc. 9.49

 

As cinzas.


“Está consumado”

 

            Alguns utensílios de bronze que foram feitos para serem usados no altar do holocausto, foram feitos para retirar as cinzas do sacrifício.

            Jesus na cruz, ao cumprir toda a justiça de Deus relacionada ao seu plano de salvação, bradou entregando o espírito:  “está consumado”. Jo.19.30

            O cordeiro que era consumido nesse altar, ao final do fogaréu, dele só sobravam as cinzas, revelando que toda a vontade divina fora cumprida Nele. Jesus consumiu-se por inteiro naquele madeiro, pagando por todos os pecados cometidos e não apenas por alguns.

Todo pecador pode ser perdoado por Ele, pois Nele foram satisfeitas todas as exigências legais para o cancelamento da dívida humana para com Deus. Ele cumpriu em si mesmo toda exigibilidade da Lei. ”Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim cancelar, mas cumprir. Mt 5:17

“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”.     Cl. 2:14

            Logo, as cinzas representam a Obra completa de redenção efetuada pelo Cordeiro de Deus.            

            Cinzas em vários textos bíblicos falam de humilhação ( Jr.6.26/ Jó 42.6/ Gn.18.27 ) e Jesus foi aquele que se humilhou plenamente para nos resgatar da morte: “Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” Fl.2.7-8
A Pia de bronze.

 

            De acordo com o nosso estudo, a pessoa se aproxima de Deus pelo caminho que Ele determinou desde a eternidade. Esse caminho tem início em Jesus que é a porta por onde devemos entrar. A porta fala da decisão de se aproximar de Deus através de Jesus, após essa decisão vem a aceitação do meio provido pelo Senhor para salvação, essa aceitação está verificada no altar de bronze que fala do sacrifício da cruz.

            Após essa etapa, o crente recebe um convite especial para aprofundar o seu relacionamento com Deus, esse só se dará entrando-se no Santo Lugar, para em seguida adentra-se mais e mais até chegar ao Santo dos Santos. Essa etapa é precedida pela  purificação que deve ser realizada na pia de água que se encontra em frente à entrada da Tenda.

            O convite de um maior aprofundamento na presença do Eterno é verificado no ministério de Ezequiel que foi convidado a nadar nas águas profundas do Espírito na descrição do no rio milenial: “Depois disso me fez voltar à entrada do templo; e eis que saíam umas águas por debaixo do limiar do templo, para o oriente; pois a frente do templo dava para o oriente; e as águas desciam pelo lado meridional do templo ao sul do altar. Então me levou para fora pelo caminho da porta do norte, e me fez dar uma volta pelo caminho de fora até a porta exterior, pelo caminho da porta oriental; e eis que corriam umas águas pelo lado meridional. Saindo o homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir, mediu mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos artelhos. De novo mediu mil, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; outra vez mediu mil, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos lombos. Ainda mediu mais mil, e era um rio, que eu não podia atravessar; pois as águas tinham crescido, águas para nelas nadar, um rio pelo qual não se podia passar a pé.” Ez.47.1-5

Falamos acima que a pia de bronze servia para purificar os que iam ministrar dentro do Tabernáculo. A água colocada dentro da pia é tipo da Palavra de Deus que nos santifica. “...Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra.” Ef.5.25

A pia feita dos espelhos das mulheres também nos remete à Palavra, conforme ensina Tiago: “Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural...” Tg.1.23

            A bíblia é como um espelho para nós, onde podemos nos olhar, ver as nossas imperfeições e corrigirmo-nos.

Fez também a pia de bronze com a sua base de bronze, dos espelhos das mulheres que se reuniam e ministravam à porta da tenda da revelação.” Ex.38.8

Deus escolheu os espelhos das mulheres que ministravam junto ao Tabernáculo, tendo em vista que essas eram fiéis e amavam a obra redentora.      Não seria qualquer espelho de qualquer mulher, mas daquelas que buscavam ao Senhor que tinham prazer em estar junto Dele no Tabernáculo.

            A bíblia relata a história de algumas mulheres dignas de nota, tais como: Miriã que juntamente com Moisés e Arão conduziu o povo no deserto. Mq.6.4

A profetisa Ana, filha de Fanuel, que não deixava o templo, adorando de dia e de noite em jejuns e oração  e que teve o privilégio de ver o menino Jesus e proclamá-lo como o messias a todos em Jerusalém. Lc.2.36-37

            Destacamos ainda, Maria Madalena que teve seu nome citado no Novo Testamento doze vezes e que permaneceu junto à cruz do Senhor, assistiu seu sepultamento e ao madrugar junto ao seu túmulo teve o privilégio de O ver ressurreto antes de qualquer outro. Jo.20.1-6

            Existiam muitas outras mulheres que se esforçaram em participar do mover do Espírito em seu tempo, tais como as que ajudaram o apóstolo Paulo nas aberturas de novos trabalhos e igrejas: Priscila; Trifena; Trifosa; Pérside dentre outras. Rm 16.3,12/ Fl.4.3-4

            Desse tipo de mulheres foi que o Senhor requisitou os espelhos para fazer a pia de bronze, mulheres que participavam ativamente do serviço levítico.

            A pia de bronze é um verdadeiro mistério quanto a sua forma e, também, como eles faziam para transportá-la, pois não há indicação dela possuir argolas.   A única indicação que se tem é que ela tinha uma base;  como faziam para colocar a água e tirar é outro mistério.

            Os servidores do Tabernáculo deviam lavar as mãos e pés para servirem dentro da Tenda, talvez fosse mais fácil um lavar os pés do outro por causa do equilíbrio. Esse ato, lembra-nos do que Jesus fez ao lavar os pés dos discípulos.    Lavou apenas os pés porque, conforme Ele mesmo disse, todo o resto estava limpo, e quem não os lavasse não tinha parte com Ele. Para servir no Corpo de Cristo temos que, diariamente, lavar os nossos pés (nosso caminhar), purificando-nos da sujeira resultante da caminhada nesse mundo tenebroso. Jo.13. 1- 38

 

Próximas etapas.

 

       Após passar por todas essas etapas, ainda restavam outras três para chegar ao santíssimo:  Comunhão junto à mesa dos pães; Intercessão junto do altar do incenso e Plenitude do Espírito Santo junto ao Candelabro, para ir além do véu e ficar face a face com Deus entronizado entre os querubins.

É necessário dar todos esses passos, na verdade é uma carreira que está proposta por Deus para nós, não podemos parar nesta caminhada sob pena de ficarmos para trás com relação ao mover do Espírito Santo.

Existem alguns que ficam satisfeitos em alcançar apenas parte dessa carreira, porém o desejo de Deus é que o vejamos face a face como acontecia com os servos do passado.  Gn 32:30. E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva. At 20:24 Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus...2° Tm 4: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Hb. 12:1 ... e corramos com paciência a carreira que nos está proposta.”

 “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne.”  Hb. 10.19-20

Quem quiser alcançar realmente o santíssimo, deve cumprir em sua vida,  este texto do livro de Hebreus que resume em si todo ensino que Deus revelou através das figuras do Tabernáculo.

Antes de mais nada devemos ter ousadia para entrar no santuário (Santo dos Santos).

         Segundo o Aurélio, ousadia é:  coragem, destemor, arrojo, audácia.

O caminho já foi traçado por Jesus, é como alguém que entrando em uma densa floresta abriu a golpe de facão o caminho para os que viriam atrás. Todo o trabalho já foi feito por Ele, basta-nos ter confiança em seguir os seus passos por essa trilha, confiando como uma criança no pai que a conduz pela mão.

O caminho foi consagrado, ou seja foi dedicado gratuitamente a nós para podermos entrar na presença magnífica da sala do trono de Deus.

Foi consagrado pelo véu rasgado de cima para baixo, que veremos mais a frente quando estudarmos o Santo Lugar, ou seja, o corpo de Jesus foi rasgado por Deus para que pudéssemos ser aceitos na presença dos querubins e serafins em adoração ao Eterno.

 

O início da jornada rumo ao Santo dos Santos.

 

Após passarmos pela pia de bronze nos deparamos com o local do serviço (Santo Lugar) daqueles que são chamados a exercerem os seus ministérios, vistos anteriormente, e darem vazão aos dons que Deus os deu.

 

"Então entraram Moisés e Arão na tenda da congregação... e a glória do SENHOR apareceu a todo o povo... fogo saiu de diante do Senhor, e consumiu o holocausto e a gordura, sobre o altar; o que vendo todo o povo, jubilaram e caíram sobre as suas faces." (LV 9:23-24)

Ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que te ordenar para os filhos de Israel”. Ex. 25.22

Vejam que maravilha é ir mais além. A glória do Senhor apareceu a todo povo, porque? Porque Moisés e Arão entraram antes. Vejam que a vontade expressa de Deus é vir até o seu povo para falar com ele.

O Tabernáculo, como uma figura da igreja, revela-se como o lugar onde Deus quer falar e se manifestar ao seu povo. É com este entendimento que devemos nos reunir quando vimos a igreja, porque esse é o plano divino para o culto.

Devemos orar para sentir a presença divina, para termos visões celestiais e para que o ministério dos anjos se realize no nosso meio. Devemos buscar com esforço está no meio dos querubins, pois é ali que a Glória divina se manifesta: “do meio dos querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo...”

Devemos levar a igreja a orar e se preparar para a reunião do culto, para isso lançamos mão do louvor e da adoração. Esse encontro da igreja com o Senhor não pode ser apenas uma rotina, mas um momento único e especial, onde com alegria devemos levar a igreja a entrar no Santíssimo, pois uma vez lá dentro, ante a visão maravilhosa das peças de ouro, do fogo, do cheiro do incenso sagrado e dos pães frescos não há quem não quebrante:”... jubilaram e caíram sobre as suas faces”. Lv.9.24

O mover do Espírito Santo hoje, leva a igreja a uma adoração mais espontânea (que quebra com a tradição puritanista[6] dos americanos e que a igreja brasileira acabou por herdar) com palmas, usando quaisquer instrumentos, danças, teatro e um cântico novo: “Batei palmas todos os povos, celebrai a Deus com vozes de júbilo”. “ Louvai-o ao som da trombeta (shofar)...” “Cantai ao Senhor um cântico novo.” “entoando e louvando de coração ao Senhor, com hinos e cânticos espirituais...”  “ louvando-o ...com dança”. “Então a virgem se alegrará na dança...” Sl.47.1/ Sl.150.3/ Sl.96.1/ Ef.5.19/ Sl.150.4/ Jr.31.13

O nosso louvou e adoração deve ser a resposta à presença do Senhor no coração da igreja. A manifestação presencial do Eterno deve ser cultivada dia a dia, deixando de lado toda tradição humana e religiosa que impede o verdadeiro e liberto louvor.

Os levitas devem estar dispostos a penetrar no santíssimo e deixarem-se gastar nesse processo, com jejuns, orações, santidade, adoração e dedicação ao Senhor.

Ser sacerdote é ter intimidade com o Senhor é ser separado e treinado pelo Espírito Santo para o serviço sacerdotal.

O sacerdote deve buscar uma vida de santidade, de separação dos pecados mundanos, a sua veste deve estar limpa, pois Deus não compartilha Sua glória e benção caso haja pecado ou ações pecaminosas em nossas  vidas.

Os dons espirituais também devem estar disponíveis na igreja, pois são instrumentos de liberação de benção para o povo.

É necessário romper com as tradições humanas, deixar todo fermento da religião, e tomar posse das bênçãos advindas do céu, onde o verdadeiro Tabernáculo se encontra.

As bênçãos são nossas por direito, mas estão no céu em forma de promessa, precisamos trazê-las para a terra, para a nossa vida, para nossa igreja, apossemo-nos delas, pois Cristo já nos abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais, deu autoridade à igreja, dons aos homens, despojou o inferno e triunfou sobre satanás, a armadura de Deus está a nossa disposição. Ef. 4.8/ Ef.1.3/ Mt.28.18-20/ Cl.2.13-14/ Ef.6.10-17

Jesus já fez a sua parte, agora cabe a nós entrar, crer e ver acontecer esse mover maravilhoso do Espírito. Temos que tomar posse da herança que nos foi designada. “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa...”  1° Co.5.7

Quem está disposto a ser o primeiro a ir à frente do povo, para que esse o siga para dentro do Santo dos Santos, como aconteceu com os sacerdotes levitas que levavam a arca na época de Josué?

A igreja precisa ser desafiada, a maneira de Deus fazer o Corpo de Cristo andar é desafiando os mais fiéis a abrirem caminho para os mais fracos, indo na frente, dando exemplo.

O povo só entrará se os sacerdotes entrarem antes. “E sucedeu, ao fim de três dias, que os oficiais passaram pelo meio do arraial; E ordenaram ao povo, dizendo: Quando virdes a arca da aliança do Senhor vosso Deus, e que os sacerdotes levitas a levam, partireis vós também do vosso lugar, e seguireis. E falou Josué aos sacerdotes, dizendo: Levantai a arca da aliança, e passai adiante deste povo. E quando ... os seus pés se molharam na beira das águas (porque o Jordão transbordava)...Pararam-se as águas, que vinham de cima; levantaram-se num montão, e as que desciam ao mar das campinas, que é o Mar Salgado, foram de todo separadas; os sacerdotes, que levavam a arca da aliança do Senhor, pararam firmes, em seco, no meio do Jordão, e todo o Israel passou a seco, até que todo o povo acabou de passar o Jordão. Js.3.3-17

 

Na entrada do Santo Lugar.

As cinco colunas (Ex. 26:36-37).

 

Os principais sacerdotes que Deus tem colocado à frente da igreja, para conduzi-la com a ajuda dos demais levitas, estão revelados nas cinco colunas de ouro que se encontram na entrada do Santo Lugar.

São eles: Apóstolos; Profetas; Evangelistas; Pastores e Mestres.

E Ele mesmo concedeu uns para Apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres.”  Ef.4.11

Cada  coluna tinha uma coroa de ouro : " Com as suas cinco colunas e os seus colchetes; e as suas cabeças e as suas molduras cobriu de ouro; e as suas cinco bases eram de cobre." Ex. 36:38

Os líderes da igreja em Jerusalém foram chamados de colunas: “...Tiago, Pedro e João que eram reputados colunas...”Gl.2.9

Esses receberam o ministério da Palavra, que é a mão de cristo agindo na igreja como parte do governo divino.

Se olharmos para uma mão podemos ver que o dedo principal é o polegar (apóstolo), seguido do indicador (profeta), do médio (evangelista), do anular (pastor) e do mínimo (mestre).


O apóstolo (polegar) é aquele que une os outros ministérios, que dá firmeza na instituição da doutrina e do trabalho de missões; o profeta (dedo indicador) é aquele que aponta a direção a seguir através da palavra profética; o evangelista  (dedo médio) é aquele que vai à frente como missionário para abrir obras novas; o pastor (dedo anular) é aquele que está compromissado com o rebanho para tratar dele, cuidar de suas feridas e levá-lo às águas de descanso; o mestre (dedo mínimo) é o que fundamenta e explica a doutrina pelo uso das Escrituras sagradas, tem facilidade para ensinar e doutrinar.

Esses cinco ministérios devem estar presentes na igreja, por isso mesmo, o mover do Espírito Santo hoje, tem mostrado a necessidade de ser ter mais de um pastor no rebanho, como era na igreja de Antioquia (“Havia na igreja de Antioquia pastores e mestres...” At. 13.1),  para que esses ministérios estejam presentes em todas as ações ministeriais no corpo de Cristo.

O ministério da Palavra é o mais importante para a igreja, por isso Deus os demonstrou logo na entrada. Eram pilares revestidos de ouro. Os pastores devem estar revestidos do poder de Deus para com ousadia entrar no Tabernáculo, conduzindo as suas ovelhas para dentro, levando-as a alcançar o Santo dos Santos e participarem de todo serviço da Tenda.

Em Apocalipse 21.14 vemos que nos fundamentos da Nova Jerusalém estão escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro, demonstrando que o que eles ensinaram (doutrina) constituía-se em peça fundamental para a edificação da igreja.

Desde o início o diabo tentou desvirtuar o ensino doutrinário do Espírito Santo na igreja, Paulo teve que se defrontar com os sabatistas que eram fariseus convertidos, pois eles alegavam que os irmãos tinham que guardar a Lei e se circuncidarem para serem salvos. A questão foi decidida no concílio de Jerusalém em favor de Paulo e dos gentios. At. 15. 1-29

Os Pais da Igreja Primitiva (Inácio, Policarpo, Clemente, Barnabé, Didaquê dentre outros) ensinaram e defenderam o Cristianismo, contra as heresias que surgiam no primeiro século visando desvirtuar a tenra igreja. A única autoridade para a qual apelaram foram as Escrituras Sagradas.

“O uso extensivo da Escritura pelos pais da Igreja Primitiva desde o início é observado nos seguintes fatos: Irineu: Conheceu a Policarpo, que foi discípulo do Apóstolo João. Viveu entre 130 e 202 d.C. Citou vinte e quatro dos vinte e sete livros do Novo Testamento, tomando mais de mil e oitocentas citações somente do Novo Testamento. Clemente de Alexandria: Viveu entre 150 e 215 d.C. Citou todos os livros do Novo Testamento, exceto Filemom, Tiago e a Segunda Epístola de Pedro. Ele faz cerca de duas mil e quatrocentas citações do Novo Testamento. Tertuliano: Ele viveu entre 160 e 220 d.C. Fez cerca de sete mil e duzentas citações do Novo Testamento. Orígenes:  viveu 185 e 254 d.C., tendo sucedido a Clemente de Alexandria na escola Catequética em Alexandria. Fez aproximadamente dezoito mil citações do Novo Testamento. Ao fim do terceiro século, a inteireza do NT poderia ser virtualmente reconstruída a partir dos escritos dos Pais da Igreja.” [7]

Percebe-se a importância do ministério da Palavra no meio da igreja, uma vez que o diabo constantemente a ataca com heresias diversas, buscando confundir os santos. “Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministérios da palavra.” AT.6.4

A Palavra é a espada do Espírito Santo e o principal meio pelo qual Ele revela a vontade de Deus e desvenda os mistérios do mundo espiritual, essa espada tem que estar afiada para uso imediato contra as ciladas do diabo. Ef.6.17

Por entre as cinco pilastras de ouro, tinha a cortina de linho fino, estofo azul e fios de ouro, demonstrando a presença de Jesus entre seus ministros. Sem essa presença o ministério está destinado ao fracasso.

Jesus, na igreja, se move entre esses cinco ministérios, agindo ora como pastor, ora como apóstolo, evangelista, doutor ou profeta, de acordo com a necessidade em cada situação surgida no meio do rebanho.

Ainda com relação ao número cinco, lembramo-nos da parábola dos talentos de Mateus 25.15-20.

Os talentos foram distribuídos levando-se em consideração a capacidade de cada um, adquirida pelo serviço desenvolvido na igreja (tabernáculo). Quem recebeu cinco deve, hipoteticamente, pelo menos gerar outros cinco tendo em vista sua capacidade; o que recebeu um, de acordo com a parábola, não poderia ter enterrado o seu, tendo em vista a sua condição, por isso o Senhor não teve por inocente o negligente.

Não existe melhor maneira para administrarmos os talentos que Deus nos tem confiado, do que está diante Dele no Santo dos Santos, ouvindo as suas orientações e ensinamentos, em meio a uma atmosfera de louvor, adoração e comunhão.

 

As cortinas de proteção.

Cobertura espiritual.

 

Havia quatro coberturas sobre o Tabernáculo, a mais interior e também a mais bela de todas era a linho fino torcido, e azul, púrpura, e carmesim; com querubins bordados; sobre ela estava uma outra feita de pelos de cabra e em cima dessa outra de peles de carneiros pintadas de vermelho e por último sobre todas as três uma de pele de texugo (a mais exterior).


[8]

Essas cortinas falam da cobertura espiritual que necessitamos em nossas vidas cujo tabernáculo habita o Espírito Santo.

O que vem a ser cobertura espiritual? É a proteção que desfrutamos por estarmos em obediência e por vivermos de acordo com os ensinos de Cristo. “Se andarmos na luz... temos comunhão uns com os outros e o Sangue de Jesus nos purifica...”1° Jo. 1.7

A idéia de cobertura espiritual aparece, pela primeira vez na Bíblia, no segundo versículo de Gênesis 1. O Espírito Santo cobria a terra que estava sem forma e vazia.

 

Em Êxodo 13.21, vemos Deus indo adiante do povo cobrindo-o com uma nuvem durante o dia e à noite em uma coluna de fogo.

Paulo confirma a idéia de cobertura ao escrever: “...nossos pais estiveram sob a nuvem... tendo sido batizados assim na nuvem como no mar.” 1° Co.10. 1-2

O sangue nos batentes da porta dos hebreus também fala de cobertura, esse ensino mostra que devemos andar cobertos pelo Sangue de Jesus que nos purifica de todo pecado.

Após a ressurreição do Senhor, a primeira cobertura desfrutada pelo povo santo é a do Sangue do Senhor Jesus por andamos em comunhão uns com os outros; a segunda é da igreja como corpo vivo de Cristo para nos mantermos em santidade; a terceira é a do pastor que Deus colocou como orientador da nossa vida; a quarta a do ministério dos anjos que se acampam ao redor dos que herdarão a salvação, juntamente com a oração e intercessão dos irmãos por nós.

 “Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra.” Ap. 7:15

“...quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas,...” Mt.23.37

Cobertura espiritual é segurança, é saber que não estamos sozinhos, largados no mundo, fazendo o que bem entendemos e desorientados.

A cobertura espiritual nos mantém sob disciplina e ordenados por aqueles que têm autoridade espiritual sobre nós.

Paulo e Barnabé ao saírem para o trabalho de missões, foram sob a cobertura espiritual da igreja que os enviou, Antioquia.

“Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo. Enquanto eles ministravam perante o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, depois que jejuaram, oraram e lhes impuseram as mãos, os despediram.” At.13.1-3

  

Paulo e Barnabé estavam debaixo da liderança da igreja de Antioquia que, ao enviá-los, dera-lhes a devida cobertura espiritual para a obra missionária.

Da mesma maneira, Pedro e João quando foram enviados a Samaria e Silas e Judas à Antioquia: Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os de Samaria haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João.” “Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a igreja escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens influentes entre os irmãos. At. 8.14; 15.22

A primeira cobertura vista por fora do Tabernáculo era a de pele de texugo, uma pele forte que oferecia resistência às intempéries do deserto, porém sem formosura. Essa resistência é símbolo do trabalho incessante de Jesus durante o seu ministério terreno, pois olhavam para Ele e não viam Nele formosura nenhuma, pois era um homem de dores, acostumado ao trabalho duro, sua pele era queimada pelo sol causticante do deserto, seus cabelos secos e seus pés rachados de tanto caminhar na poeira quente em busca das melhores madeiras para o trabalho de carpintaria. Is.53.2/ Mc.6.3

Assim, devemos buscar dia a dia sermos “endurecidos” pelo Espírito Santo na luta diária contra satanás; curtidos pelo sol (lutas e provações) não iremos esmorecer e nem desmaiar na hora do combate: “Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum”. Is.53.3

 A segunda cobertura era de peles de carneiro tingidas de vermelho.                   Revela o carneiro (Jesus) que foi morto e com o Seu Sangue nos purificou de todo pecado e nos escondeu do olhar do adversário. O poder do sangue de Jesus garante o perdão, destrói as acusações do diabo, livra-nos da opressão, conforma a nossa vida com a palavra de Deus, reafirmando nossa adoção e união com o Pai. Rm.8.33/ Rm.8.15

A terceira cobertura era a de pêlo de cabras. Pelos brancos que falam da santidade da qual devemos estar revestidos. O sumo sacerdote usava uma lâmina de ouro sobre a testa onde estava escrito santidade ao Senhor.

Quando estamos vivendo em santidade o diabo não nos toca e o nosso ministério prospera diante de Deus e dos homens.
  A santidade é uma chamada de Deus para que todos os seus filhos conquistem intimidade com Ele, pois a Sua intimidade é somente para aqueles que O temem e buscam. Quanto mais nos relacionamos com Deus, mais absorvemos o Seu caráter. Como  disse o apóstolo Renê de Araújo Terra Nova: “isso não é uma opção (a santificação) é um requisito do Pai”.

“Portanto, santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o SENHOR vosso Deus”. Lv. 20:7 - “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá a Deus ”. Hb 12:14

Por fim a última e mais interior de todas as coberturas, era a mais linda de todas, pois é o resultado das outras três anteriores, é o resultado de uma vida de lutas e vitórias, de uma vida coberta pelo Sangue de Jesus, de uma vida em santidade.

Havia nessa cobertura, a mais interior, bordado azul (fala das coisas celestiais, do amor divino), de carmesim (cor daquele que está totalmente coberto pela vida de Jesus) e púrpura (a cor que os reis no passado usavam), o tecido era bordado com Querubins (os que assistem diante de Deus), demonstrando que aquele que está coberto por essa cortina goza das mais profundas intimidades com o Criador. Dentro do Tabernáculo, só quem entra no santo lugar pode ver essa cobertura, os que ficam de fora não conseguem ver toda beleza e glória que há em Jesus.

 Pedro, João e Tiago, por desfrutarem da companhia intima de Jesus, puderam subir o monte com Ele e ver a Sua glória. “Seis dias depois tomou Jesus consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou à parte sós, a um alto monte; e foi transfigurado diante deles...” Mc. 9.2-8

Assim como os israelitas no Egito, foram cobertos pelo sangue do cordeiro passado nos umbrais de suas portas para proteção, os crentes e a igreja devem estar cobertos, escondidos do olhar furioso do adversário. Não existe melhor lugar para estarmos escondidos do que debaixo da cobertura do Tabernáculo, dentro do Santo lugar ou do Santo dos Santos, na presença gloriosa de Deus.

A cobertura de Deus sobre os hebreus no deserto garantiu a sobrevivência deles ao atravessarem aquele deserto terrível; não havia onde se conseguir alimento, água e conforto para mais de três milhões de pessoas viajando a pé naquele lugar quente como água escaldante.

 

Tornando-se intimo de Deus.

Caminhando no  Santo Lugar.

Lembre-se a partir desse ponto, só os sacerdotes têm permissão para no Lugar Santo.

Somos sacerdotes de Deus por chamado e promessa e, também, precisamos sê-lo por posse: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido...” 1°Pd.2.29

“Eis aqui o Senhor teu Deus tem posto esta terra diante de ti; sobe, toma posse dela, como te falou o Senhor Deus de teus pais; não temas, e não te assustes”. Dt. 1:21

Pelo versículo acima, percebemos que a terra já pertencia a eles por promessa, mas precisavam se apossar dela para fazer cumprir o juramento do Senhor.



[9]A Mesa dos pães.

 

 “Também farás a mesa de madeira de acácia; terá o comprimento de dois côvados, a largura, de um côvado, e a altura, de um côvado e meio...” Ex. 25:23

            “Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.”  Sl. 23:5

 

“Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.” I Co. 10:21

 

Ninguém consegue ficar sem se alimentar. Se uma criança não for bem alimentada nos primeiros anos de vida, dificilmente chegará a ser um adulto de estatura normal. Alguns se alimentam mais de cinco vezes ao dia, não ficam sem um lanche pela manhã, um almoço, outro lanche, janta e um lanchinho antes de dormir.

Assim como o nosso corpo carnal precisa de alimento, também o nosso corpo espiritual. Deus demonstra essa necessidade logo na entrada do Santo Lugar, pois não há como um sacerdote caindo de fome espiritual ministrar.

Quais seriam os alimentos essenciais para o corpo espiritual? Aproveitaremos o trabalho do professor Marcos Barbosa de Almeida da igreja Metodista  de Itapoã, como exemplo:

“1. O alimento Universal - Pão.

a) Pão é o alimento universal, ou que representa todos os demais alimentos vitais para o ser humano - Mt 6.11

b) Jesus tipificou o pão como Seu CORPO oferecido no calvário - Mt 26.26; At 20.7; 1Co 11.23,24

c) Jesus disse de Si mesmo como O PÃO VIVO que desceu do céu - Jo 6.33,35

d) "NEM SÓ DE PÃO viverá o homem". Fala do pão material.

1. No deserto, ao ser tentado pelo diabo, Jesus disse destas palavras para destacar que muito mais que pão material, o homem precisa do pão celestial - Lc 4.2-4

2. O pão material por ser transitório, é insuficiente para saciar a fome espiritual.

2. O alimento Desejável - Mel

a) A Palavra de Deus é doce como mel - Sl 19.10; 119.103

b) A doçura do mel envolve sabor, assim a Bíblia tem sabor agradável na vida espiritual.

c) Israel saiu para uma terra onde "mana leite e mel", isto é, que tinha abundância e paz – Ez. 3.8; Dt. 8.8

d) O Egito amargo pela doçura de Canaã; o mundo amargo pela doçura das moradas celestes - Jo 14.3

e) Mel simboliza prazer, doçura, felicidade, alimento e saciamento - 2Sm 17.29

3. O Alimento Básico - Leite

a) Outro alimento básico para o organismo - Ct 4.11

b) Leite é símbolo de alimento básico para fazer desenvolver a vida

c) A Palavra de Deus é leite oferecido sem dinheiro - Is 55.1

d) É o primeiro alimento para o recém-nascido - o novo convertido - 1Co 3.2; 1Pe 2.2.

e) O "leite racional" é próprio para aqueles que não tem condições para ingerir alimentos mais sólidos - 1Jo 2.14; Is 40.31.

4. O Alimento Sólido

a) A mudança de alimentação acontece conforme o crescimento e desenvolvimento espiritual para alimentos sólidos (mais pesados).

b) Um crescimento adulto deve se alimentar de alimentos para adultos, não de recém-nascidos - 1Co 3.2” sic.

A mesa dos pães ficava à direita da entrada do Tabernáculo. Os pães que nela eram servidos foram feitos sem fermento (tipo do pecado), era um alimento próprio para suportar a vida seja, do corpo, da alma ou do espírito.
 

Candelabro.

A luz que alumia o caminho.


Ex.25.31-40

 

O candelabro (Menorá) deveria ser mantido aceso continuamente, ele ficava do lado esquerdo de quem entrava no Santo lugar. Lv.24.1-4

 A palavra Menorá é um acróstico retirado do versículo de Zc. 4.6: “Não por força nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos”.[10]

Esse versículo fala do domínio que o Espírito Santo deve ter na vida do crente. “Não mais vivo eu mas Cristo vive em mim...” Gl.2.20

Dominados por Ele, entenderemos que a Obra de Deus não se faz pela força do nosso  braço, do nosso intelecto ou do poder humano, seja qual for.

O candelabro era todo de ouro e tinha seis hastes moldadas em seu caule central. O número seis na Gematria bíblia é representativo do homem e o um de Deus. O homem não pode fazer nada se não estiver em Jesus. Nós somos a vara fixada na videira celeste. Unidos com o Eterno somamos sete que é um número tido como perfeito. Nosso serviço só será perfeito se feito no Senhor, na dependência total Dele: “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.”  Jo.15.5

O candelabro também nos ensina sobre o mover do Espírito.

Ao analisarmos as profecias chegamos a conclusão que estamos vivendo o grande e último mover do Espírito Santo antes do arrebatamento da igreja.              Entendemos como mover do Espírito Santo a estratégia usada por Deus para um momento profético, no nosso caso é  a proximidade do arrebatamento da igreja, onde Ele deseja retirar o máximo de pessoas possíveis.

 
Jesus falou que vinho novo só deve ser colocado em odres novos (corações ungidos). Mc.2.22

 Se o vinho novo for colocado em odres velhos haverá um vazamento, um prejuízo que fará com que a unção do Espírito Santo vaze pelas fissuras.

Vinho novo não pode ser retido em odres velhos. Estruturas antigas não podem suportar o novo mover do Espírito.

Ele se movimenta com agilidade entre as gerações, pois sempre haverá por parte do Senhor uma estratégia nova para ganhar-se almas para o Seu reino.                  É necessário rompermos com as velhas estruturas estabelecidas em nossas mentes. O odre novo deve ser flexível, se nossa mente for inflexível, certamente, teremos dificuldade para reter e entendermos novas revelações por parte do Senhor. Isso aconteceu com os primeiros discípulos, oriundos da seita dos fariseus, pois diziam: “...é necessário circuncidá-los e determinar que observem a lei de Moisés.”  At.15.5

As velhas tradições religiosas dos judeus estavam impedindo que os novos convertidos gentios tivessem uma nova e verdadeira experiência com o Senhor. Era necessário, urgentemente, romper com os velhos padrões judaicos para abraçarem um nova forma de vida em Cristo.

O pastor Anésio Rodrigues de Souza da Comunidade Carisma de Osasco, diz: “Olhando para a história da igreja vemos que há uma tendência: quem participou do último mover, passa a perseguir o novo. Ficamos tão acostumados com uma determinada maneira de Deus agir que, se vemos algo diferente, logo rejeitamos: Mas, não foi assim conosco! Ou, no meu tempo não era assim! A verdade é que o coração já se envelheceu, e sua teologia já colocou Deus dentro de uma caixa, e em sua mente não dá mais liberdade de Deus fazer de outra maneira ainda que no seu espírito, no profundo do seu ser, ele ainda clame por algo mais, mas a sua ideologia e personalidade o sufoca!”"Melhor é um jovem pobre e sábio, do que um rei velho e insensato, que já não se deixa admoestar" Ecl. 4:13. “Rei nos lembra governo. Rei velho fala de lideranças engessadas, que acham que já sabem tudo, por que viram o mover anterior.” 

“Lideres que não são flexíveis a mudanças. Pastores que já não se deixam ser mais admoestados, aconselhados ou corrigidos.”[11] Grifo nosso.

A luz que irradia do candelabro revela Jesus como luz do mundo, brilhando através de sua igreja fiel.  Ele disse que aquele que Lhe segue não andará nas trevas, pelo contrário terá a luz da vida. Jo.8.12

A luz que brilha hoje sobre a igreja convida-a para um novo avivamento, um novo relacionamento, uma adoração mais íntima.

O derramamento do Espírito profetizado por Joel teve início no dia do Pentecostes quando a igreja foi batizada com o Espírito Santo.

Naquele dia foram vistas, línguas de fogo caindo sobre os irmãos, esse é o avivamento necessário para os últimos dias; uma igreja que ora e que está cheia do Espírito prega a plenos pulmões: Ele vem. At.1.4/ Jl.2.28-29/At.2.16-18

Pedro escreveu que a benção do batismo com o Espírito Santo é para todos aqueles que o Senhor chamar. Não foi apenas para a primeira igreja, é para nós e para todos os convertidos, por isso mesmo, deve ser buscada.  At. 2.39

“Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido, para o candelabro, para que haja lâmpada acesa continuamente.” Ex. 27:20

O Espírito Santo em nossa vida nunca pode se apagar, temos que zelar diariamente pelo fogo do nosso candelabro como nos ordena o Senhor através de Sua Palavra. “Não extinguais o Espírito.”  1° Ts.5.19

“Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para alumiar defronte dele.”

Nós somos a luz do mundo conforme escreve Mateus 5.14.

Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.

Quando em uma noite escura olhamos para o céu e vemos as estrelas brilhantes, nos alegramos.

Da mesma maneira, Deus se alegra quando do céu olha para esse mundo tenebroso e ver nossas vidas brilhando no meio da escuridão do pecado.
O candelabro também tinha três tipos de ornamentos: Taça; Botão e  Flor. No alto de cada braço deveria haver uma lâmpada, um pequeno recipiente para conter o azeite e o pavio.

Quando o sacerdote enchia as sete lâmpadas da Menorá (candelabro) de azeite à tarde, colocava a mesma quantidade de azeite em cada uma. Na manhã seguinte, seis das luzes se haviam consumido, mas a luz do meio estava acesa. Então ele utilizava a luz do meio para acender as outras seis luzes e apagava a luz do meio para depois tornar a acendê-la. Pela tradição dos judeus, Deus, milagrosamente, mantinha constantemente acesa a luz do meio. Por isso Samuel diz que antes da luz se apagar no templo o Senhor o chamou. 1°Sm. 3.3-4

Era dispensado todo um cuidado especial ao candelabro, os sacerdotes deviam manterem-se atentos.

Jesus comparou as sete igrejas da Ásia de Apocalipse com sete castiças pegando fogo, deixando claro que Ele passeia no meio das igrejas que estão acesas pelo Espírito Santo. Apoc. 1.20

As sete tochas do candelabro, também nos lembra dos sete Espíritos de Deus relatados por Isaías, que se referem ao próprio Jesus Cristo, ao profetizar que sairia do tronco de Jessé o Messias, e que esse teria essas sete características: “Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.”  Is. 11:1-2

O candelabro era enfeitado com coroas e flores, revelando a beleza de seus elementos, demonstrando que há coroas destinadas àqueles que mantém a sua Menorá queimando e que, em conseqüência de uma vida espiritualmente avivada, recebem os diversos dons, advindos do Espírito Santo para o exercício de seus ministérios.

Poderemos receber a coroa da vida - Tg.1:2; Ap.2:10; a coroa da justiça - 2° Tm.4:7,8; a coroa da glória – 1° Pe.5:4; a coroa incorruptível – 1° Co.9:25-27 e a coroa da alegria. 1° Ts. 2:19,20; Fl.4:1.

“E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.”  1°Co 12:28

Caso o Candelabro apagar-se, nada poderia ser visto dentro do Santo lugar e do Santo dos Santos, se nossa vida espiritual estiver apagada não há como vermos a bela Obra que o Espírito Santo está realizando.

Segundo a tradição o Candelabro tinha um pavio que precisava ser cortado diariamente para que não criasse crosta. Esse borrão impedia a oxigenação perfeita da chama e, em conseqüência, diminuía a luz da Menorá. Essa poda era necessária e devia ser diária.

 Jesus falou que devemos lavar diariamente os nossos pés para andarmos com Ele; disse que o nosso corpo já está lavado, o que significa, que ao caminharmos, as poeiras (pecados) vão impregnando-se e por isso temos que confessar diariamente o nosso pecado e deixá-lo. É um cuidado diário que deve ser feito com esforço, determinação e criteriosamente, pois a vida do crente precisa estar ajustada pelo cinto do Espírito Santo. “... tendo cingidos os vossos lombos com a verdade...” Ef.6.14b

Pavio com crosta, também fala de coisas passadas que não têm mais valia no atual mover do Espírito, não podemos viver de pão bolorento, temos que nos alimentar todo dia com o pão fresco que desce do céu.

Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra, e luz para os meus caminhos”

Sl. 119.105
O altar do incenso.


Oração, adoração.

Ex. 30.1-10

 

O altar do incenso é a última peça do Santo Lugar e fica em frente ao Santo dos Santos, agora descortinado e com livre acesso para os crentes depois que Jesus abriu o novo e vivo caminho pelo Seu Sangue. Hb.10.19-22

O Senhor orientou a construção deste altar para queimar incenso nele, era feito de madeira de acácia coberta de ouro. Como visto anteriormente a madeira é símbolo do homem e o ouro tipifica o poder de Deus do qual devemos estar revestidos. O desejo de Deus é que sejamos poderosos na oração e na adoração.

O altar do incenso foi chamado de santíssimo, porque tipifica o próprio senhor Jesus que intercede por nós diante do Pai. “Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” Rm. 8:34/ Is.53.12

No Salmo 141.2, Davi ora: “Suba à tua presença a minha oração, como incenso”.  No livro do Apocalipse, também vemos o incenso como tipo de oração e adoração: -  “E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.” Ap. 5:8 “E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. Ap. 8:3 “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus.”  Ap. 8:4 

Zacarias viu um anjo quando ministrava à direita do altar do incenso. Muitos querem ver anjos, mas quantos estão ministrando junto a esse altar? Quantos estão levantando de madrugada para orar, quantos oram sem cessar como recomenda a bíblia? Quantos estão dispostos a adorarem o Senhor em todo tempo  e lugar?

O incenso era composto de substâncias odoríficas e de bom cheiro, revelando o desejo de Deus em sentir as nossas orações e adoração perfumadas pelo nosso testemunho e dedicação, que sobem como fruto de um coração quebrantado e cheio de amor pelo Senhor. “Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde”. Sal 141:2 / Ex.30.34-38

Etimologicamente, a palavra adoração no hebraico significa: inclinar-se.

Na língua grega, na qual foi escrito o Novo Testamento, significa: prestar honra.

Neemias escreveu que todo o exército dos céus adora Deus. Ne. 9.6

Em Ap. 14.6, o anjo conclama aos moradores da terra para darem glórias ao Senhor.

O ensino bíblico nos mostra que a adoração a Deus deve ser em espírito. Os humanos são divididos em três partes: corpo, alma e espírito. Devemos buscar sempre a santificação dessas três partes: “O mesmo Deus da paz, vos santifique em  tudo; e o vosso espíritoalma e corpo seja conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.  1° Ts. 5.23

Vejamos o quadro abaixo que é um comparativo do nosso tabernáculo espiritual.

 

Os que ficam apenas no pátio, estão acomodados, não podem ver o interior, os que avançam até o Santo Lugar depositam ali o seu coração e suas emoções, quebrantados e ansiosos por penetrarem mais na intimidade do Senhor. Os que conseguem entrar no Santo dos santos, experimentam a doce presença do Eterno, recebem revelações, visões e mistérios provindos diretamente do Seu trono real.

Deus formou o homem do pó da terra e soprou nele o espírito e esse passou a ser alma vivente, passando a ter consciência de si mesmo através de seu intelecto e sentimentos presentes pela sua alma (vida).

A bíblia diz que se há corpo natural (carne e alma), também há corpo espiritual. 1° Co.15.44

Nosso espírito têm uma forma que se adequa ao nosso corpo natural.                 Paulo disse que conhecer um homem que fora arrebatado ao céu e que não sabia se isso tinha acontecido no corpo ou fora do corpo. 2° Co.12.2-4

Esse versículo demonstra que o espírito pode se separar do corpo físico.            Há muitos relatos de pessoas que estavam em coma e que viram seus corpos sendo tratados pelos médicos, e alguns relatam que viam isso de cima, como se flutuassem.

Hebreus 4.12 afirma que a Palavra pode separar a alma e o espírito.

Adão e Eva antes da queda podiam ser relacionar com Deus e com o mundo espiritual, porque conseguiam fazer uso do seu corpo espiritual sem a barreira do pecado, eles tinham uma percepção perfeita das coisas espirituais.

Suas vontades (alma) podiam controlar tanto os seus corpos físicos como o seus corpos espirituais.

Para nos relacionarmos com Deus temos que está em espírito porque Ele é Espírito. O homem natural não consegue fazê-lo porque seu espírito está morto (por não ter aceitado Jesus como salvador) ou sufocado (nesse caso, alguns crentes que se envolvem tanto com a carne que sufocam o espírito). Jo.11.25/ Rm.8.10/ 1°Ts.5.l9

“Mas a hora vem em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade... Deus é Espírito e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” Jo.4.23-24

Reparem que nesse versículo existe a palavra espírito grafado em maiúsculo e minúsculo. O que é escrito em minúsculo refere-se ao espírito do homem, e o maiúsculo o de Deus.

Fica claro que somente através do nosso espírito podemos ter comunhão, ou seja, comunicarmo-nos com Deus que é Espírito, mediante o auxílio do Espírito Santo.

Quando Adão caiu essa comunicação que se processava de forma natural foi cortada, e o homem a partir de então tem que se esforçar muito para fazer morrer a sua natureza carnal e ficar o máximo possível em espírito, porque o espírito está pronto mais a carne é fraca. Cl.3.5/ Rm.8.5/Mt.26.41.

Nosso corpo espiritual é a ligação entre nós e o mundo espiritual, só sentiremos a presença divina se estivermos no espírito, só veremos os anjos, que também são espíritos, se estivermos nessa posição.

Através do Espírito Santo o nosso espírito é capacitado a ter comunhão com Deus e dessa forma poder adorá-lo como convém.

Só voltaremos a ter o controle consciente de nosso espírito, como era no início com Adão, depois de recebermos o nosso corpo incorruptível pela ressurreição. Enquanto isso devemos lutar diariamente para vencermos a carne e os pensamentos contrários à vontade de Deus, para que o nosso homem espiritual cresça e prevaleça sobre o homem carnal. Cl.3.5-17/Gl.6.1/1°Co.3.1

Após essa pequena análise podemos entender o quanto é difícil ao homem ter comunhão com Deus, a sua carne não se conforma em ficar alguns minutos ou,  para os mais perseverantes, algumas horas, em espírito. Mais temos que nos exercitarmos diariamente nesse processo. “exercita-te a ti mesmo em piedade...” 1° Tm.4.7
            O que é adoração?

A palavra hebraica para adoração é shachach[12] que significa o ato de ajoelhar-se, abaixar-se, curvar-se, dobrar-se, ou prostrar-se diante daquele que é objeto de adoração, no grego é proskyneo  que significa, praticamente, a mesma coisa.

Adoração é uma honra que prestamos a Deus pelo que Ele é, e pelo que significa para nós.

Adoração está ligada a maneira como nos comportamos e agimos diante de Deus baseado em  nossas ações, pois adorar é agradar.

            Os irmãos da Igreja do Evangelho Quadrangular da 215 sul, em maio de 2005, listaram algumas palavras que definem o que eles entendem como adoração: prestar louvor, render graças, tocar o coração de Deus, humilhar-se ante o Todo Poderoso, agradar a Deus, venerar o Senhor, admirar o Eterno, amar ao Pai, ter gratidão, obedecer ao Eterno, fazer a vontade do Senhor.      

A Bíblia dá a entender que desde o início dos tempos houve adoração, ou seja, desde quando foi criado todo e qualquer ser, seja no céu ou na terra.

Aliás, o grande pecado de lúcifer foi querer ser adorado como Deus, ele usurpou aquilo que era de direito do Eterno.

            A batalha que se seguiu no céu foi com relação a adoração, porque os anjos que se negaram a adorar tão somente a Deus, foram expulsos juntamente com lúcifer. A adoração é devida apenas àquele que detém todo poder, e só existe um Todo Poderoso, Jeová, logo a luta foi para usurpar Deus do seu trono.

            Quando Deus fez o homem colocou nele o desejo de adorá-Lo, e não apenas nos homens, mas também em toda criação. Sl.19.1-5

            Todo ser humano tem necessidade de adorar, daí haver grande quantidade de religiões no mundo. O diabo usa essa necessidade para levar o homem a irritar a Deus, fazendo-o adorar a criatura e a criação e não o Criador.

            Se queremos avivamento, temos que adorar, levar a igreja a se inclinar diante do Senhor em constante súplica. “Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas...” 1° Tm.2.8

            A adoração não deve ser apenas em espírito, mas também em verdade, quem é a verdade: Jesus.

            Adoramos o Pai através do Filho, do que Ele ensinou para nós como igreja e corpo divino. A adoração verdadeira tem tudo a ver com o ato de dar alguma coisa a Deus. Este algo não pode ser qualquer coisa. Devemos dar o nosso melhor, assim como Abel que deu sua melhor oferta. Gn.4.4

            No altar do incenso, está revelado o sentido da oração que deve ser carregada do bom perfume de Cristo que é o nosso intercessor diante do Pai. Lc.22.32

            Jesus nos ensinou o dever de orar sempre sem desanimar; orar pelos perdidos; orar para não entramos em tentação; para nos regozijarmos nEle; orar pelos nosso inimigos; orar como ações de graça e toda e qualquer petição de caráter geral. Lc.18.1/Mt.9.38/Mt.26.41/Jo.16.24/Mt.5.44/Mt.6.9-13

            A oração deve ser destinada ao Pai em nome de Jesus.

             A oração é a maior arma na guerra espiritual, onde não há oração a glória de Deus não se manifesta, é pela oração que movermos o coração de Deus.                      Devemos ser como criança que deseja muito algo e insistir com o Senhor em oração até conseguir, lógico, desde que seja da vontade Dele conceder."Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis, batei, e abrir-se-vos-á". Mt.7.7

            Há poder no nome de Jesus! Essa é a maior arma de que dispomos na batalha espiritual: Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? Mt. 7:22  E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios... Mc. 9:38. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas. Mar 16:17

            Quando a igreja ora os poderes do inferno são abalados e não prevalecem.      Em Atos 12.5, encontramos um exemplo da força da oração de uma congregação. A igreja orava por Pedro que estava preso por ordem Herodes e Deus enviou o anjo para tirá-lo de lá.

            O catecismo de Westminster[13] diz que oração é: um santo oferecimento dos nossos desejos a Deus, por coisas conformes com a Sua vontade, em nome de Cristo, com a confissão dos nossos pecados, e um agradecido reconhecimento das suas misericórdias.  Sl 10.17; 145.19; 1Jo 5.14; 1.9; Jo 16.23-24; Fp 4.6.

 

Qual é a nossa posição no Tabernáculo?

O véu rasgado.

Entrando no Santo dos Santos.

 

            “ ...mas depois do segundo véu estava a tenda que se chama o santo dos santos". Hb.9.3

            Com a morte de Cristo o véu de separação que existia no Tabernáculo foi rasgado, deixando livre o acesso aos filhos de Deus que, a partir de então, viessem a crer em Jesus como o verdadeiro Messias.

            Porque os homens só podiam ir até o Santo Lugar? Porque Deus não suportaria o pecado deles.

            Apenas o sumo sacerdote podia entrar no Santos dos Santos, uma vez por ano, não sem sangue, para fazer expiação pelo povo.

           

            O sumo sacerdote era tipo do Senhor Jesus. Este sim, o verdadeiro sumo sacerdote que entrou no Santos dos Santos que se encontra no céu e abriu o caminho para que todos, cobertos pelo Seu Sangue, entrem. "...o véu se rompeu de alto a baixo, eis que o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo; a terra tremeu, as pedras se fenderam. Mt. 27.51-52/Hb.9.24

            O Santos dos Santos e o lugar da intimidade de Deus, nós podemos entrar e gozar dessa intimidade, pois ela é para àqueles que O teme.Sl.25.14

            Dentro do Santíssimo poderemos oferecer uma adoração perfeita, pois o verdadeiro adorador é o que consegue apresentar para o Eterno atos e palavras que demonstram um amor extremo, incondicional. Há satisfação e prazer em se estar diante do Criador do universo.

            A palavra contrária a intimidade é distanciamento.  A distância de alguém próximo de nós é geralmente traduzida como falta de interesse e, às vezes, indiferença. Esse distanciamento nos faz sentir desvalorizados e nos submete a uma sensação desconfortável.

            Carecemos de intimidade com as pessoas que amamos. Também é assim com Deus. Da mesma forma que desejamos ser amados, aceitos e valorizados, assim  também, o Senhor o deseja.

            Certo é que precisamos muitos mais Dele do que Ele de nós.

            Quantas vezes nos sentimos frágeis precisando do aconchego dos braços divinos.

            O homem no princípio gozava dessa intimidade reconfortante dos braços do Pai. Deus, todo dia ao entardecer, vinha ter intimidade com o primeiro casal, no Jardim do Éden. Gn.3.8

            Por causa da queda, a presença de Deus passou a ser evitada por Adão e Eva. A desobediência trouxe o medo, a vergonha e a culpa, destruindo a intimidade. Gn.3.10

            A conquista da intimidade perdida é possível, pois Jesus restaura a relação rompida, como intermediador entre Deus e os homens. 1°Tm.2.5

            Graças a Ele, Deus vem ao nosso encontro e não sentimos medo, como os israelitas sentiram quando foram chamados a  terem um encontro de Deus.

            Temos garantido o perdão, a aceitação e acolhimento nos braços do Pai.           Nesse encontro temos o desejo de adorá-Lo cada vez mais pela sua grandeza, santidade, poder e capacidade de nos aceitar como somos.

            Pela intimidade que Jesus nos dá com o Pai, não apenas deixamos de fugir de Sua presença, como passamos a buscá-la com determinação e alegria.

            Entrar no Santo dos Santos é adentrar a sala do trono do Altíssimo.

            João entrou e o que ele viu foi fabuloso: “E logo fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono.  E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda.  E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro. E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus. E havia diante do trono um como mar de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás. E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre. Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas. Ap.4.1-11

            Na sala do Trono a adoração acontece em um nível de maior proximidade e intimidade para com Deus. Esta é a dimensão maior da adoração, onde o Espírito Santo nos leva a uma intimidade mais próxima do Pai.

            O louvor nos prepara para entrarmos em uma atmosfera de adoração perfeita. Todavia, há pessoas que se dão por satisfeitas apenas com o louvor e ficam aquém do véu, não adentram à sala do trono, para estarem juntas dos querubins e serafins adorando ao que se assenta ali. É preciso ir além do louvor para alcançar a verdadeira adoração: “... verdadeiros adoradores que o adoram em espírito e verdade”.

            É do Lugar Santo para o Santo dos Santos, que se processa o êxtase da comunhão com Deus.

            Quando adoramos, estamos ministrando exclusivamente ao Senhor Jesus que é digno de todo louvor e adoração, esquecemos de nós mesmo para lembrar tão somente Daquele que pagou os nossos pecados.

            Na adoração, só importa a Pessoa do Pai pelo que Ele é e não pelo que Ele poderá fazer por nós, deixamos de pedir e suplicar, para apenas adorar, agradecer e render louvores.

            A bíblia diz que devemos beijar o Filho, não podemos beijar alguém de longe, temos que tocar com nossos lábios. Só beijamos quem nos é intimo, entrar no Santo Lugar e subir ao trono para beijar o rosto Daquele que se assenta ali é apenas para nós, filhos de Deus.Sl.2.12

            Em resumo, adoração é uma rendição total ao Senhor.

            O adorador tem uma profunda sede de ser fiel e santo ao Senhor, há dentro de si uma vontade de fazer somente o que agrada a Deus. O adorador vive somente para agradar a Deus, pois quem ama vive para agradar a pessoa amada. Assim, se amamos a Deus, vivemos para agradá-lo, entramos na sala do Trono, onde o Pai eterno está entronizado e beijamos a Sua face em espírito.

            Os pastores deveriam fazer com que o povo dedicassem mais tempo nos cultos à adoração do que à pregação.

            Quando penetramos na atmosfera divina somos curados de todas as nossas ansiedades, doenças e imperfeições, o Espírito Santo nos envolve e não queremos mais sair da sala do trono.

            Conforme ficou claro anteriormente, os sacerdotes devem ir à frente do povo, motivando-o a se aproximar mais e mais do Santo dos Santos, uma vez que depois que Jesus abriu o caminho pelo Seu Sangue, todo crente fiel pode entrar e não apenas o Sumo Sacerdote, como era no  tempo em que foi escrito o Velho Testamento.

 

SANTO DOS SANTOS.

A SALA DO TRONO.

 

            Como já foi escrito, não existe mais o véu de separação entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Jesus o removeu pela Sua morte e ressurreição.

            “Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo: tremeu a terra, fenderam-se as rochas.” Mt.27.51

            Jesus está à direita do Pai como o Sumo Sacerdote de nossa confissão:”Porque Cristo não entrou em santuário feito por mão humanas, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus”. “... Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus. Hb.9.24; 10.10-12 

            O Santo dos Santos é a Sala do Trono de Deus conforme visto em Apocalipse 4.

            Nesta sala João viu vinte e quatro anciões assentados, representando a totalidade dos salvos que, após regenerados pelo  Sangue de Jesus, obtiveram o direito de assentarem-se junto ao trono do Senhor, pois tornaram-se filhos. “Vindo, porém a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, pra resgatar os que estavam sob a lei, a fim de recebêssemos a adoção de filhos”. “Estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo – pela graça sois salvos, e juntamente com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus”. Gl.4.4-5/ Ef.2.5-6

            No Santo dos Santos encontrava-se a Arca do concerto, cuja tampa  é o Propiciatório.  A Arca era de madeira revestida de ouro e o Propiciatório de ouro puro batido.

            “Abriu-se no Céu o templo de Deus e a arca do Seu concerto foi vista no Seu templo.” Ap. 11:19

            A arca continha as duas tábuas de pedra, sobre as quais se achavam inscritos a lei de Deus dada por intermédio de Moisés.

            Quando se abriu o templo de Deus que se encontra no Céu, foi vista a arca do Seu testemunho. 

            Dentro do santo dos santos, no santuário celestial, acha-se guardada a lei divina que foi pronunciada pelo próprio Deus em meio dos trovões no monte Sinai, e escrita por Seu próprio dedo nas tábuas de pedra; esse é o testemunho.

            A arca também continha a vara de Aarão florescida e uma porção do Maná que comeram no deserto.

            Como vimos, o tabernáculo hoje somos nós e os objetos colocados no interior da arca nos fazem refletir sobre o que deve está dentro de nossa habitação: 1- o maná foi o alimento que Deus enviou para o povo no deserto, conhecido como pão do céu, Jesus comparou-se ao maná. Dentro de nós deve está sempre a doce presença de Cristo, pois não existe outra maneira de se estabelecer a aliança com Deus. Só podemos nos aproximar do Pai celestial por intermédio de Jesus. Desta maneira, assim como o maná sustentou o povo no deserto, Jesus é o sustento para as nossas vidas. Só Nele encontramos verdadeira satisfação; 2- as tábuas da lei foram colocadas dentro da arca porque os mandamentos constituíam a Palavra de Deus. Em Colossenses 3.16, Paulo escreveu que a Palavra de Cristo deve habitar abundantemente em nossos corações; 3- A vara de Aarão era um pedaço de amendoeira, que, segundo a tradição, era o tipo de madeira usada pelos pastores como cajado. Deus fez essa vara brotar e dá flores e frutos.Nm.17.8.  Isso revela o poder de Deus sobre nós e a ação do Espírito Santo dentro de nosso ser, fazendo acontecer o impossível e maravilhas. A vara revivida fala do poder da ressurreição. Um dia teremos nossos corpos revestidos de incorruptibilidade. A vara deu flores e frutos, pois devemos ser cheios do Espírito Santo e deixar brotar em nossas vidas os dons e o fruto do Espírito Santo. Os dons do Espírito são: a) profetizar, ministrar, exortar, contribuir, presidir e exercer misericórdia. Rm.12.6-8; b) apóstolos, profetas, evangelistas, pastores-mestres. Ef.4:11-16; c) palavra de sabedoria, palavra de conhecimento, fé, dons de curar, operações de milagres, profecia, discernimento de espíritos, variedade de línguas, interpretação de línguas. 1° Co. 12:4-10; d) apóstolos, profetas, mestres, operadores de milagres, dons de curar, socorros, governo, variedades de línguas. A vara de Aarão também revela o ministério que cada um de nós deve assumir no reino de Deus para ganhar almas.

            Tudo que se encontrava dentro da arca fala de experiências, conhecimentos e compromissos interiores de um coração que vive em sintonia com Deus. É a Sua presença  invisível dentro de nosso ser, pois a vida cristã é antes de tudo uma experiência interior. É como a vida contida dentro de uma semente que na estação própria dá o seu fruto.

            A presença de Deus em nós, embora invisível, ultrapassa os limites do coração, e se manifesta nos frutos que damos como uma boa árvore. A semente no tempo certo se rompe e a vida que não pode ser contida se revela e nós nos tornamos testemunhas vivas do Deus todo poderoso.

            Que possamos transbordar toda a plenitude de Deus contida dentro de nós, que nosso tabernáculo seja cheio da glória celestial, para que todos saibam que o poder do Criador habita no meio do Seu povo, e assim possam recorrer a nós para se verem livres de suas aflições.

            Os Israelitas levavam a Arca consigo quando saíam para as guerras e nas suas andanças pelo deserto.

            “Então, chamou Josué, filho de Num, os sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca do concerto; e sete sacerdotes levem sete buzinas de chifre de carneiro diante da arca do Senhor. E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado passe adiante da arca do Senhor.”  Js.6.6-7

            Desse modo, a Arca também fala de guerra, da peleja que devemos travar diariamente contra o inimigo de nossas almas, o diabo.

            A igreja deve levantar a Arca nos ombros e marchar como um exército vitorioso rompendo as fileiras demoníacas e retirar deles as almas aprisionadas.

           
            Nossas armas para essa guerra espiritual são:

a – O sangue de Jesus – 1° Jo. 1.7/ Ex 12.23/ Hb. 9.18-22;

b – O nome de Jesus e a oração – Mc. 16.17-18/ Lc. 10.19/ Jo 14.14;

c – Os anjos de Deus – Sl. 34.7/ Sl 91.11/Hb 1.14;

d – A Unção com óleo – Mc 6.13/ Is. 10.27;

e – A armadura de Deus ( Capacete da salvação;Couraça da justiça; Calçado com a preparação do Evangelho da Paz; Escudo da Fé;Espada do Espírito (Palavra de Deus) ;O cinto da verdade ). Ef. 6.13-17;Is 52.7; Sl. 5.12; 7.10; 18.2; 18.30; 28.7; 84.11; 89.18; 91.4; 115.9; Lc. 4.1-13; Hb. 4.12; Ap. 19.15;Ap. 1.16; Pv. 6.16-19; Cl. 3.9; Jo 8.44; Ef 4.25; Jo 8.44.

            Apocalipse 4.5 diz: “Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e diante do trono ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus.”

            A voz de Deus proclama a Sua vontade, Seus propósitos, Seus julgamentos, Suas promessas, advertências e ordens para todas as Suas criaturas, Igreja e Israel. " Então o Senhor vos falou do meio do fogo; a voz das Suas palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes figura alguma." “... quando caiu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Passou de ti o reino... até que conheças que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer." "Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: Eu sou o Alfa e o Ômega ...” Dt. 4:12/Dn. 4:28-32/Ap 1:10-18

            O versículo de Apocalipse dá a entender que o local da sala do trono de Deus é  um ambiente vivo, cheio de energia e movimentos. Por isso Jesus disse que o Pai trabalha constantemente. “Meu Pai trabalha até agora e eu trabalho também”. João 5:17

            A glória de Deus, chamada pelos judeus de Shekinah, está fortemente presente em um ambiente dos mais propício, pois as criaturas presentes o envolvem com seus louvores constantes, ante a visão maravilhosa do Trono divino.

            Shekinah também significa habitação ou presença de Deus, como forma de descanso do Eterno entre Seu povo.
            Os rabinos ensinam que o Shekinah aparece no meio de adoradores quando eles oram na congregação, e de dois ou mais judeus quando se ocupam do estudo da Lei, ou em um homem quando ele recita uma benção.

            Os antigos Rabinos ensinaram que o Shekinah apareceu a Moisés na Sarça ardente, no Tabernáculo no Deserto no dia da sua dedicação, e no Santo dos Santos do Templo em Jerusalém, e iluminará a felicidade dos habitantes da Nova Jerusalém. Existe um ditado judaico que diz: " Onde quer que o povo judeu vá, o Shekinah o segue ".

            A glória (Shekinah) entrava no Santo dos Santos, e a sua presença se manifestava sobre o Propiciatório, entre os querubins; depois que o sangue  fora aspergido pelo Sumo Sacerdote.

            Jesus disse que ele era a glória de Deus, Paulo ensina que essa glória passa a habitar em nós quando aceitamos a Cristo. Daí, a necessidade de buscarmos cada vez mais o Senhor, para que sua glória (Shekinah) brilhe em nossos rostos assim como brilhou no de Moisés, para sermos testemunhas vivas. 1° Co.3.16/ 2° Co.6.16/ Ex.34.29

            Quando o povo de Israel experimentava a glória do Senhor eles louvavam e  adoravam o Senhor, sentiam Sua bondade e misericórdia. Multidões desciam a Jerusalém para adorar o Deus dos judeus nas cinco festas anuais em louvor a Ele.

            Hoje a igreja celebra em seus cultos o Senhor, as pessoas devem serem atraídas pelo Shekinah que deve está presente nessas reuniões. Israel no passado era o portador dessa presença maravilhosa, hoje quem  a porta é a igreja fiel. Se permitimos, seremos como o candelabro queimando e brilhando a glória do Eterno. At.2.5-6

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”


Cora Coralina

 

            Agradeço aos irmãos da Igreja do Evangelho Quadrangular da 215 sul, pela realização deste trabalho, fruto gerado nas aulas participativas sobre o assunto realizadas na escola bíblica.

 

“Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; pôr-me-á sobre uma rocha.”

Sl.27.5

 


[1]             Tecido, em geral lavrado, de lã, seda, algodão, etc., usado especialmente para decoração.

[2]          Fonte: Mazchor de Rosh Hashaná

 

[3]           https://www.montesiao.pro.br/louvoradoracao/shophar.htm

[4]           A lista de alguns carismata (Rm. 12.6-8/ 1°Co. 12.4-11,28-30/ Ef.4.7-12) – Novo Dicionário da Bíblia J.D. douglas, pag. 444.

[5]           https://www.mce.org.br/igrejaemlaurodefreitas/estudos.asp

[6]                      1. Diz-se do membro de uma seita de presbiterianos mais rigorosa que as demais, e que pretendia interpretar melhor que ninguém o sentido literal das Escrituras. Fonte: Aurélio Eletrônico

[7]           https://www.cacp.org.br/cat-solapais.htm

[8]           figuras tiradas do site https://www.domini.org/tabern/outrcovr.htm

[9]           https://www.adoracao.com.br/php/artigos/view.php?codigo=31&secao=17&colunista=7

[10]          Mário Moreno/ Símbolos judaicos. Pag. 19

[11]          https://www.comunidadecarisma.com.br/estudos/vinhonovo.html

[12]                    Ron Owens - https://www.revistaimpacto.com/arauto/an19n3/an19n3a.htm

[13]                    Assembléia que se reuniu em 1643, em Londres, para definir as doutrinas da igreja inglesa.

 

 


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