O livro do apocalipse: um estudo simplificado

O livro do apocalipse: um estudo simplificado

Por: Pr. Carlos Augusto Carvalho

INTRODUÇÃO

“ Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos o que em breve deve acontecer...”

            O Livro do Apocalipse, também conhecido como o livro da revelação, refere-se as coisas que ainda vão acontecer, levando-se em consideração a época em que foi escrito e os tempos envolvidos na profecia. Apocalipse 17.14 resume todo o Livro: “Então, guerrearão contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os vencerá, pois Ele é o Senhor dos Senhores e o Rei dos reis; e com Ele vencerão todos os eleitos, convocados e fiéis.”

            A palavra grega "apokálupsis" dá origem ao termo apocalipse, ela diz respeito a algo do qual se retira um véu para que se possa ver o que está oculto. Por que as pessoas devem ler este Livro? Qual o motivo pelo qual o Senhor espera que os seus servos não somente o leiam, mas também o estudem com atenção e propriedade?

            Existem dois fortes argumentos como respostas a essas perguntas:

            1-É o único livro de profecias do Novo Testamento que contém algo especialmente revelado por Deus a seu Filho Jesus Cristo que o transmitiu através de seu anjo ao apóstolo João;

            2-É o único livro de toda a Bíblia que promete uma benção especial aos que o lêem, ouvem e guardam a profecia contida nele.

            Nos primeiros três capítulos do Apocalipse, o leitor depara-se com a revelação dos acontecimentos que envolveriam a história da igreja na terra. Este período é conhecido como a dispensação da Graça redentora. Nos capítulos posteriores até o dezenove, é visto a revelação do arrebatamento da igreja, a descrição do trono de Deus e do Cordeiro digno de abrir o Livro que estava na mão do Todo poderoso Criador, transportando o atento leitor, a partir do sexto capítulo, ao tempo mais negro da história da humanidade: a Grande Tribulação.

Nessa ocasião, Deus julgará o povo de Israel e aqueles que recusaram a salvação oferecida por Ele durante o período da Graça, com o propósito de salvação.[JOSE1]       (pelo contexto bíblico, percebe-se um Deus amoroso que deseja salvar todo aquele que invocar o Seu Nome, conforme Joel, todavia não há como se afirmar, com absoluta certeza, se haverá salvação para aqueles que não foram arrebatados).

Do capítulo dezenove até o vinte e dois, o leitor conhecerá as maravilhas que Deus preparou para aqueles que o amam, ver-se-á o período do Milênio, a Nova Jerusalém, o Rio da Vida, o Novo Céu e a Nova Terra, dentre outras coisas maravilhosas. No Livro do Apocalipse não é vista a figura do Cristo humanizado e humilhado como nos evangelhos.

O leitor se depara com um Cristo glorioso, coroado como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, reinando com toda a Glória que recebeu de Deus Pai. Ver-se-á a derradeira investida de satanás contra o Senhor Jesus, em busca de impedi-lo de cumprir a promessa de inaugurar seu reino milenar na terra. O livro mostrará a vitória final de Cristo contra todas essas forças malignas, quando irá castigar satanás e seus seguidores, jogando-os no Lago de fogo e enxofre.

O Apocalipse é um livro que vem desvendar, tirar o véu dos fatos que acontecerão, todavia, este descortinar é para os espirituais que com humildade se colocam aos pés de Jesus, assim como Maria, a irmã de Lázaro, para ouvi-lo e aprender Dele. Deus escondeu estas coisas dos “sábios e entendidos” deste mundo, para revelá-las aos pequeninos que crêem na Sua Palavra.

A linguagem simbólica do Livro só pode ser compreendida por aqueles que gozam de intimidade com a Palavra de Deus e conhecem um pouco da história da humanidade. Mt.11.25/ Sl.25.14

Pode-se afirmar que o leitor de Apocalipse, deparar-se-á no final do livro com uma história de amor que poderia muito bem termina com a célebre frase: “e viveram felizes para sempre”, pois é o desfecho de uma história que teve inicio no Jardim do Éden, com apenas dois seres, criados por Deus, e que terminará com uma multidão habitando uma cidade maravilhosa: a Nova Jerusalém.

A presente obra não tem por objetivo sustentar teses teológicas, defendidas por diversas escolas escatológicas envolvidas na interpretação do Livro. Pretende-se, de maneira simples e leiga, levar ao leitor uma interpretação simples dessa revelação, tendo em vista, que o público evangélico, em geral, de acordo com o ensino do arrebatamento pré-tribulacionista crido pela maioria das igrejas deste país, não está bem esclarecido quanto a volta de Jesus para arrebatar a igreja antes da tribulação e implantar o Seu reino milenar, conforme pode-se constatar a pesquisa abaixo[1]:

Quando Ocorrerá o Arrebatamento da Igreja?

Após a Grande Tribulação      64,63%

Antes da Grande Tribulação      18,29%

Durante a Grande Tribulação  2,44%

A Qualquer Momento            12,20%

Não Sei      2,44%

 

"O meu povo perece por falta de conhecimento." Os. 4:6

 

Esboço 1 de Apocalipse

Capítulo 1- Jesus aparece a João e  manda ele escrever a profecia;

Capítulo 2 -João escreve às quatro igrejas da Ásia;

Capítulo 3 - João escreve às últimas três igrejas da Ásia;

Capítulo 4 - Descrição da visão do Trono de Deus;

Capítulo 5 - O Cordeiro digno de abrir o Livro;

Capítulo 6 - Juízos de Deus caem sobre a terra após a abertura dos selos;

Capítulo 7- Os 144.000  e a multidão de salvos de todos os povos;

Capítulo 8 - Abre-se o 7° selo e toca-se quatro trombetas de juízos;

Capítulo 9 -5ª e 6ª trombetas, a terra invadida por demônios;

Capítulo 10 - João e o livrinho;

Capítulo 11 - As duas testemunhas e o toque da 7ª trombeta;

Capítulo 12 - A mulher e o dragão;

Capítulo 13 - A besta do mar e a da terra;

Capítulo 14 - A ceifa e a vindima da terra;

Capítulo 15 - Os sete flagelos nas mãos dos sete anjos;

Capítulo 16 - Os sete flagelos são derramados na terra;

Capítulo 17 - A prostituta religiosa revelada como uma grande meretriz;

Capítulo 18 - Babilônia é destruída;

Capítulo 19 - Jesus volta com seus exércitos para reinar por mil anos;

Capítulo 20 - O milênio, satanás derrotado e o juízo do Trono Branco;

Capítulo 21 -A descrição da Nova Jerusalém, Novo Céu e Nova Terra;

Capítulo 22- O Rio da Vida e  conclusão.

 

Capítulo um, dois e três

A REVELAÇÃO ÀS IGREJAS

 

No primeiro capitulo do livro, João afirma que Jesus nos ama e que nos libertou  dos nossos pecados por meio do seu sangue, tendo constituído uma nação santa de sacerdotes para servir a Deus. Esta afirmação é de suma importância, uma vez que a revelação que será trazida, só deverá ser entendida por aqueles que já possuem a mente de Cristo, descrita por Paulo com a profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus.

A afirmação contida no versículo sete do primeiro capítulo, traz em si a maior esperança da igreja de Jesus, ao afirmar  que Ele vem com as nuvens e todo olho o verá até mesmo aqueles que o traspassaram, Ele é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o que é, o que era, e o que há de vir, o Todo-poderoso.

Após esta promessa consoladora, João ver o Senhor Jesus no meio de sete candelabros de ouro, com uma veste que chegava aos  pés e um cinturão de ouro ao redor do peito, sua cabeça e seus cabelos brancos como a neve e seus olhos como chamas de fogo, os pés brilhantes como bronze quando sai  de uma fornalha ardente, com uma voz que lembra muitas águas, segurando em sua mão direita sete estrela; diante desta aparição gloriosa de Cristo o apóstolo cai, desmaiado e o Senhor o recompõe e passa a falar com ele.

Nos versículos quatro e cinco, descortina-se a revelação do Deus trino, quando o Senhor diz que Ele é, e que era, e que há de vir, faz  referência direta a Deus-Pai, autor de toda a existência e presente em toda a criação; os sete Espíritos que estão diante do trono é uma alusão ao Deus Espírito Santo, como ensinado em Isaías onze; o texto, ao descrever que estes Espíritos também estão diante de Jesus Cristo, faz alusão ao Deus Filho,  revelado como aquele que escreve às igrejas.

O Senhor não se referiu apenas as sete igrejas que estavam fisicamente na Ásia, mas às igrejas, nomeando-as uma a uma, porque estão profeticamente relacionadas com os períodos futuros. Os seus nomes têm grande importância para esse entendimento.

Em todas as sete cartas, Jesus manifesta uma promessa e uma condição. Diz que ao vencedor será conferido um prêmio pela vitória. Revela a sua noiva as bençãos que estarão reservadas na eternidade àqueles que, como Ele, forem vencedores.

Observa-se nas sete cartas uma admoestação do Senhor para que seus servos, ao cometerem algo de errado, se arrependam e mudem de rumo em suas ações, pois, o Senhor com seus olhos de fogo tudo penetra e tudo vê,  e os está observando e julgará cada um de acordo com suas ações.

As cartas finalizam suas mensagens sempre com uma perspectiva de se alcançar algo no futuro, trazendo ao leitor um vislumbramento da eternidade e tudo o que Deus tem preparado para aqueles que o amam, tornando verdadeiro o que o apóstolo Paulo escreveu, ao afirmar que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. 1º Co.2.9

O Senhor se autodenomina como Alfa e Ômega. No alfabeto grego o Alfa significa o início e o Ômega significa o fim. Este início e fim está vinculado ao cumprimento de todas as coisas em Jesus. Todas as coisas foram feitas por Ele e Nele permanecem e são sustentadas pela Palavra do Seu poder. Jesus é o Criador auto existente, Ele não nasceu apenas há dois mil anos, porém, desde a fundação do mundo.

Os castiçais vistos por João, significam que as igrejas devem, durante sua existência nesse mundo, estar cheias do Espírito Santo de Deus, brilhando no meio das trevas deste mundo tenebroso. Olhando-se o céu em uma noite escura pode-se ver muitas estrelas brilhando, da mesma forma Jesus espera, ao olhar do céu para este mundo coberto de trevas, contemplar  sua igreja brilhando e trazendo luz aos perdidos.

No versículo vinte, Jesus revela a chave para entender o Apocalipse. Esta divisão é descrita por figuras. Pela revelação divina, o leitor pode compreender o que o Livro revela. Todavia, é necessário conhecer bem a Palavra de Deus, e um pouco de História, tando da humanidade como da igreja.

IGREJA DE ÉFESO (Apocalipse 2.1-7)

Do Pentecostes até aproximadamente o ano 100 d.C. (Período apostólico)

Ao escrever às sete igrejas, Jesus dirige a elas uma palavra de elogio e também  de repreensão, relacionados a acontecimentos futuros. Estas cartas cobrem todo o período da história eclesiástica. No período da igreja de Tiatira, Ele manda a igreja conservar o que tem até a sua volta.

Tendo em vista que as cartas foram endereçadas a sete igrejas, pode-se dividir este período histórico em sete partes ou períodos que guardam uma grande identidade com as sete parábolas de Mateus 13,  que será analisado mais à frente.

Com relação as parábolas de Mateus 13, alguns fazem ligação com Israel e outros com a igreja. Neste trabalho será feita uma comparação com o período da igreja.

Éfeso, significa desejável ou desejada. O nome está ligado ao que o Senhor estava sentido e esperando naquele momento da sua  igreja, pois, a Palavra diz que Ele veria o fruto do seu penoso trabalho e ficaria satisfeito. Esta igreja é o fruto inicial desse árduo trabalho e o desejo  do Senhor era que ela desse início ao  cumprimento da sua  ordem de evangelizar o mundo. Is.53.11/ Mc. 16.15

O período de Éfeso inicia-se no Pentecostes e vai até por volta do ano 100 d.C., quando, atendendo a ordem de Jesus de ir por todo o mundo pregando o evangelho, a igreja começa o trabalho de missões;  inicialmente com Filipe, que leva a palavra até Samaria e Azoto, depois com Paulo e Barnabé que se dirigem aos confins da terra.

Este ardor Evangelístico tem afinidade com a primeira parábola de Mateus 13, sobre o semeador que saiu a semear. É a época da semeadura, da organização da igreja e do levantamento de grandes evangelistas que irão, mundo à fora, lançando a semente que encontrará solos preparados e não preparados. A parábola  mostra a luta de satanás para impedir a propagação do evangelho. Ele tenta fazer com que os corações das pessoas não venham a reter o ensino da Palavra. Desde então, Jesus revelava que poucas pessoas andariam no caminho da salvação, uma vez que ao dividir o campo em quatro partes, apenas uma  estaria preparada para reter o Seu ensino, ou seja  vinte e cinco por cento, um quarto do mundo.

A palavra de admoestação  para a igreja de Éfeso, começa com uma advertência contra os falsos apóstolos. “Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho”. “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências”. At.20.29/ 2ºTm.4.3

A igreja desejada mostra-se perseverante, disposta a suportar provas por causa do nome de Cristo. O Senhor a adverte para que não abandone o seu primeiro amor.  Alguma coisa o Senhor achou no primeiro período dessa igreja que o desagradou,  por isso veio a admoestação para ela voltar à prática  das primeira obras.  Observando-se a história desse período, descobre-se que Jesus se referiu a uma parte da igreja que começava a se desviar. Esta tendência se verificará em todas as cartas, todavia, encontrar-se-á sempre a presença  de um remanescente fiel.

Dentre os simpatizantes do falso ensino, encontram-se os judaizantes que ensinavam  os cristãos a cumprir todas as cerimônias exigidas pela Lei dos judeus, caso quisessem salvar-se. Também nesse período, serão encontrados os praticantes do Gnosticismo (Gnose= conhecimento; possessão de certos segredos que servem para unir a alma com Deus), que consistia em uma mistura de crenças cristãs, judaicas e pagãs que visava confundir a sã doutrina.

O Senhor  elogia a igreja de Éfeso por condenar a prática da doutrina detestável dos nicolaítas, originada  com o ensino de Nicolau de Antioquia (supostamente um dos sete  de Atos 6:5).

O termo nicolaíta parece estar associado ao termo hebraico Balaão, sendo assim uma alegoria que apontava para a prática do ensino desse falso profeta que levou  o povo de Israel a praticar idolatria e pornografia, trazendo sobre eles a ira divina.

O período de Éfeso constitui-se caracteriza-se também pelo envio de missionários a várias partes do mundo, como: Barnabé, Paulo, Priscila e Áquila. Como fruto desse trabalho, várias igrejas foram abertas na Ásia Menor, Palestina, Síria, Macedônia, Grécia, Roma,  Itália, Alexandria, Malta, dentre outros muitos lugares.

 

 

A igreja desse período se constituía de uma pequena comunidade que se reunia de casa em casa, no meio de uma sociedade pagã e idólatra. Quase todos eram pobres, alguns escravos, todavia, já existiam cristãos nas classes ricas e poderosas da sociedade romana e esses se distinguiam dos povos pagãos por práticas que logo ficariam conhecidas na sociedade, como por exemplo, o tratarem-se por irmãos, cuidarem dos órfãos, viúvas, doentes e desamparados, ajudando-se uns aos outros com as ofertas e coletas auferidas pela igreja.

Não havia distinção entre senhores e escravos, todos eram um no Senhor. Regozijavam-se em conhecer a Deus, na comunhão do pão na Ceia do Senhor, no amor fraternal, desconhecendo desse modo a desesperança e tristeza que caracterizava os povos pagãos que os rodeavam.

Essa maneira de viver dos cristãos primitivos, fez com que muitos paganistas se achegassem para o evangelho em busca de uma vida com mais esperança de dias melhores.

A igreja desse período cultivava uma vida de santidade, por crerem que em breve o Senhor viria buscá-los. O sentimento da volta iminente de Jesus precisa sempre ser lembrado a igreja, em qualquer época, porque é este sentimento que a motiva a viver segundo os padrões do evangelho.

A doutrina dos apóstolos só ficará consolidada a partir do segundo século. A igreja primitiva terá como forma de credo ou declarações de fé, o que aprenderam pela tradição oral dos primeiros pais da igreja. Criam em Deus, o Pai; em Jesus, O filho de Deus e Salvador; no Espírito Santo, a fonte do  poder da igreja; no perdão dos pecados e na volta iminente de Cristo. 

A base do seu ensino era o amor de Jesus por todos os homens. Aguardavam a volta iminente de Jesus. Viviam a simplicidade da vida cristã baseada no amor fraternal e na prática das boas obras.

Jesus finaliza este período com a promessa de que o vencedor comerá da árvore da vida plantada no paraíso de Deus, uma forma clara de lembrar a igreja que ela deve continuar se alimentando da sã doutrina.[2]

IGREJA DE ESMIRNA  (Apocalipse 2.8-11)

De Nero até aproximadamente o ano 300 d.C. (Perseguição)

 

Esmirna, significa Mirra que é um dos presentes ofertados ao menino Jesus e  faz parte dos ingredientes do óleo da unção. Pela sua característica perfumosa conseguida pelo esmagamento de suas folhas, esta planta profeticamente apontava para o sacrifício  do Senhor Jesus e também dessa igreja, perseguida  pelo império romano.

Nesse período, o império romano alcançou a sua maior extensão, todavia, começava a apresentar sinais de fraqueza, revelando dificuldade de controle por parte do governo central. A opressão e a corrupção começaram a tomar conta do império. A escravidão se espalhou e seus efeitos desastrosos passaram a corromper toda a sociedade romana.

Por volta do reinado de Constantino a igreja vai alcançar um crescimento vertiginoso, espalhando-se por todo o império romano para, por volta do ano 300, ser a religião mais influente da Ásia Menor .

O Senhor fala da tribulação que a igreja estava passando e sua aparente pobreza exterior, confortando-a ao dizer que ela era rica por causa das usas boas obras. Uma severa perseguição iniciou-se contra Esmirna. A palavra do Senhor era para ela não temer e suportar os ataques. Lembrando-a que Ele também tinha sido morto, mas que voltou a viver. Por vencer, ela receberia uma coroa da vida e  não sofreria o dano da segunda morte. Não há palavra de repreensão para ela, só de elogio, uma vez que, pelo simples fato de ser seguidor de Jesus nessa época, corria-se perigo de morte. Os falsos crentes, ante a perseguição, passavam ou retornavam facilmente para o paganismo, por isso  Jesus os comparou como sinagoga de satanás.

Nessa época a adoração ao imperador chegou ao seu apogeu, todos deveriam se ajoelhar e adorar o César romano, com punição de morte caso se recusassem a fazê-lo. A igreja de Esmirna negava-se a participar dessa adoração e por isso a perseguição contra ela se tornou atroz. O governo romano permitia a prática de todas as religiões, com exceção do Cristianismo, porque este se mostrava diferente por não se submeter ao culto ao imperador. A igreja  recusa-se a colocar César acima de Jesus.

Os cristãos foram acusados de traidores da pátria, de arruaceiros, de ateus e presunçosos. O governo  os hostilizava  e considerava o cristianismo  uma ameaça ao Estado.  Provavelmente, a perseguição de dez dias, sobre a qual  Jesus falou, a respeito de Esmirna, estivesse vinculada as dez  grandes perseguições feitas por dez imperados romanos, desde Nero até Constantino. Foi durante o reinado de Nero que Roma foi incendiada e a culpa desse incêndio foi creditada aos cristãos. Por esta ocasião, segundo a tradição,  Pedro foi preso e martirizado, assim como também o foi o apóstolo Paulo. Outros imperadores continuariam com a perseguição, como no caso: Dominiciano, Trajano, Marco Aurélio, Sétimo Severo, Máximo, Décio e  Deocleciano.

Uma grande perseguição deu-se no governo de Décio (249-251 d.C.) e prosseguiu através de seus sucessores até o ano de 260 d.C. O pior momento foi vivido sob Deocleciano, que reinou de 303 a 312 d.C., quando determinou que as igrejas fossem destruídas e todas as cópias da Bíblia fossem queimadas; inclusive matou parentes seus por serem cristãos e pessoas ligadas ao seu governo por professarem a fé cristã.

Perseguiu tão intensamente a igreja e, de tal maneira a atacou que, pensando ter acabado com ela, mandou levantar um monumento comemorando o fim do cristianismo. Todavia, a igreja, dada como morta, passaria a se reunir em catacumbas, principalmente em Roma.

Essas catacumbas eram verdadeiros labirintos de túneis que permitiam a igreja se reunir em paz e escapar a perseguição; nelas também, os crentes falecidos  eram enterrados e muitos sinais e desenhos feitos nas suas lápides mortuárias louvam o Senhor Jesus por sua salvação. Esses epitáfios e as figuras feitas neles, ainda que ante a morte, emitiam sinais de felicidade e esperança, muito diferentes dos túmulos dos pagãos que, em sua maioria, gravavam sinais de desesperança e desgosto por terem morrido.

O império romano usou de todos os meios malignos imagináveis para perseguir e destruir a igreja, muitos crentes foram lançados vivos aos leões nas arenas, juntamente com seus filhinhos. Outros foram queimados em postes para iluminar as estradas, porém, para cada cristão morto, em média, outros cem cidadãos do império se convertiam ante o testemunho desses crentes fiéis, que iam para a morte, louvando o nome do seu Salvador.

 

Dentre muitos testemunhos dessa época, verifica-se o martírio de  Inácio de Antioquia, que com oitenta anos de idade se recusou a negar o nome de Jesus, proferindo a seguinte frase: “ Eu tenho crido em Jesus desde a minha mocidade até hoje e Ele nunca me traiu nem por uma vez, como posso traí-lo agora?”.  Por conta disso foi aprisionado na Síria e levado a Roma para ser jogado aos leões no Coliseu, de onde escreveu a sua igreja o seguinte:” Esforçai-vos por viver uma só doutrina no corpo de Jesus nosso Salvador, unidos em seu sangue...”

Todos os apóstolos, com exceção de João morreram como mártir:

Durante os três primeiros séculos, o testemunho dos cristãos se tornaria inalterável, o que fazia com que muitos continuassem a se unir a igreja. A estratégia de satanás para parar o seu crescimento não estava dando resultado e ele precisava mudar de método. 

Em 311, apareceria um Édito de tolerância para com a igreja, publicado por Galério, no qual dizia não ter fundamento perseguir os cristãos. Desse Édito nasceria mais tarde um outro, o de Milão, onde o imperador Constantino estabelecia a liberdade religiosa para todos, inclusive para os cristãos, dando fim a perseguição desse império ao cristianismo. Mais adiante verificar-se-á que o que parecia ser uma benção para igreja vai se transformar em uma grande dificuldade para ela se manter pura e fiel, pois, com o Édito de Milão, muitos falsos crentes oriundos do paganismo viriam penetrar em suas fileiras visando corrompê-la.

Das parábola de Mateus 13 relacionadas a esse período, a do joio semeado entre a boa semente que o semeador plantou é que está relacionada a este tempo. Ouve, segundo a parábola, um cochilo por parte da igreja e nesse momento o inimigo colocou em seu campo o joio, que se parece muito com o trigo, mas que não dá frutos.

O joio, ou seja gente não convertida, será plantado na igreja, nos intervalos das perseguições, rebaixando assim o nível moral dos cristãos. Esta tendência será fortemente verificada logo após o Édito de Milão, no período seguinte ao de Esmirna, ou seja o período de Pérgamo.

IGREJA DE PÉRGAMO 

(Apocalipse 2.12-17) Do ano 300 d.C. até aproximadamente 800 d.C.

Essa época ficará marcada na história da igreja como um tempo de uma aliança mundana da igreja com o Estado.

A palavra Pérgamo, significa casamento pervertido. Essa união começa a consolidar-se logo após o Edito[3] de Milão. O imperador  converte-se ao cristianismo, segundo a tradição, porque teve uma experiência durante uma peleja em que via um sinal da cruz no céu, e uma voz que lhe dizia: “Com este sinal vencerás”.

O cristianismo, que antes de Constantino sofreu tremenda perseguição, passaria a dominar o  mundo de então. Constantino passa a usar o cristianismo para unificar os povos do império, fazendo generosas ofertas para a construção de templos e manutenção do clero que começava a se corromper. O Estado envolve-se completamente nos negócios da igreja, mas ainda não torna o cristianismo como religião oficial do Estado. Todavia, com seu apoio, o cristianismo deu um grande passo para que isso se concretizasse num futuro próximo.

Constantino usa a igreja para atrair os povos pagãos, dominados pelo império. Estes vão  trazer para dentro da igreja a idolatria pagã e o culto a ídolos.

O Senhor lembra Pérgamo que Ele tem a espada afiada de dois gumes para combater o  paganismo.  Nesta igreja, encontravam-se os sustentadores da doutrina de Balaão que ensinavam os irmãos a se envolverem com a prostituição e com a idolatria. Eram os joios plantados por satanás no período anterior e que começavam a crescer.

A igreja de Pérgamo sofreria um ataque dissimulado de satanás, que ao perceber que com perseguição e morte não poderia parar os crentes verdadeiros, de levarem adiante a Obra de Deus, muda de estratégia. Os remanescentes fiéis da igreja continuaram lutando para observar os preceitos verdadeiros do Evangelho, deixados como testemunho pela igreja de Esmirna.

 

O Senhor  lembra-lhes o martírio de Antipas que finalizou o período anterior e também que a igreja de Pérgamo não havia negado a sua fé, conservando sobre si o nome do Senhor.

Não obstante, irá repreendê-los por tolerarem o ensino de Balaão e também o ensino dos nicolaítas. Prometendo que os combateria com a espada da Sua boca. A fornicação espiritual que começara na igreja precisava ser combatida, principalmente, por causa do envolvimento com a religião babilônica, que será revelada no capítulo dezessete, onde  mostrará sua terrível face.

O Senhor sempre preservará um remanescente fiel que não se deixa enganar pela conversa da serpente, e promete dar um maná escondido.  Esse maná é Ele próprio, o pão da vida que nunca faltará na mesa dos fiéis.

O Senhor promete dar uma pedrinha branca aos vencedores com um novo nome escrito. Essa pedrinha lembra uma pedra branca que os juízes dos tribunais gregos apontavam para o réu, quando o tinha como inocente; da mesma forma os que crêem em Jesus serão absolvidos pelo Justo Juiz.

Apesar de todas as advertências proferidas pelo Senhor, muitos ensinos malignos começaram a ser praticados pela igreja casada com o Estado, como por exemplo: a reza pelos defuntos, culto aos santos e anjos, a missa, culto à virgem, uso de roupas sacerdotais, doutrina do purgatório, adoração a relíquias, uso de água bento e muitas outras invencionices.

Nenhuma dessas doutrinas têm base bíblica e foram aceitas simplesmente para agradar aos pagãos que eram obrigados a se batizarem na igreja pelo imperador romano. Nessa época a Bíblia começou a ser retirada da mão do povo e criou-se a figura do clero. Antes, todos podiam ser ministros de Cristo agora, com a oficialização da igreja, gradualmente, isso foi mudando, dando a ela feições políticas, separando os bispos, presbíteros e diáconos do povo comum.

Para piorar a situação,  o ministro cristão passou a ser um sacerdote que intermediava o homem com Deus. No próximo período, se verá o mal que este tipo de ensino nicolaíta fará a igreja que, depois de passar por tantas provações, decidirá se acomodar politicamente em uma situação perigosa, Todavia ainda se verão os remanescentes fiéis do tipo de  Antipas.

A parábola de Mateus 13 para esse período é a do grão de mostarda.

Muitos vêem esta parábola como sendo uma coisa boa; o reino que começa pequeno e cresce acolhendo muitos necessitados, mas, observando-se melhor, percebe-se que a parábola está se referindo a um mal começado no período anterior com o joio plantado no campo da pregação do Evangelho.

O Cristianismo, que começou com um pequeno grupo de doze homens, cresceu assustadoramente, fazendo com que as aves do céu viessem a se aninhar em seus ramos. (Lucas 6.12-16)

Aves, na Bíblia, geralmente significam coisas ruins. No capítulo 19.17,18, há um convite para as aves comerem as carnes dos cadáveres na guerra do Armagedom. Conclui-se que as aves vistas na presente parábola se referem a espíritos malignos aproveitadores que vieram fazer ninhos dentro do cristianismo, objetivando o seu desvirtuamento. Basta analisar a história do cristianismo, principalmente no período que se seguirá, ou seja, o de Tiatira.

IGREJA DE TIATIRA  (Apoc. 2.18-29 )

Do ano 800 d.C. até 1517 d.C. (Idade Média)

Nas três cartas anteriores, o Senhor falara à igreja em sua totalidade. Nas cartas seguintes, o Senhor já não esperará ser ouvido pela totalidade da igreja, mas apenas por um remanescente fiel.

Em conseqüência do período anterior, a igreja sofrerá subdivisões, uns se dirão Católicos Romanos, outros a Ortodoxos orientais, ainda outros Protestantes e também alguns sectários.

Vão ser achados os cristãos verdadeiros e  nominais.  O joio e o trigo continuam crescendo juntos, todavia, o destino profético deles será diferente, uns irão ser recolhidos ao celeiro do Senhor (o trigo), o outro será recolhido para ser queimado (o joio).

Tiatira significa sacrifício contínuo, ou seja algo que deveria ser eliminado do meio da igreja  por ordem do Senhor, mas, que  continuará a ter franca atuação como um sacrifício continuado, fruto de uma posição de desobediência e falta de temor por parte de uma parcela da igreja.

A parábola de Mateus 13, para este período é a do fermento que uma mulher colocou em uma massa de três medidas. O fermento que essa mulher (falsa religião) colocou na medida levedou toda a massa, ou seja, fez o cristianismo inchar. Parte da igreja não guardou o seu compromisso de noivado com o Senhor, antes casou-se com o Estado,  com o interesse mundano, com a política. O fermento, tipo do pecado, foi proibido de ser colocado no pão da proposição usado no Tabernáculo. A massa de três medidas, tipifica a Obra do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que o diabo tentará sutilmente estragar, utilizando o fermento da mentira, da religião, da política, do mundanismo e da sensualidade  carnal.

Outras doutrinas, serão introduzidas nesse período, tais como: celibato sacerdotal, dogma da inefabilidade papal, venda de indulgências, transubstanciação, proibição da leitura bíblica por leigos, ave Maria, doutrina do purgatório e outras.

 
 

Com certeza, a presença tolerada de uma falsa profetisa chamada Jezabel (versículo 20 e 1° Reis 18.4), ensinando e seduzindo a igreja na prática do nicolaísmo trouxe muitos prejuízos. Há uma relação estreita entre esta mulher  a  mulher de Mateus 13:33, que semeou o fermento no meio da igreja, ambas seduziram os cristãos a praticarem atos condenados por Deus.                           

O período da igreja de Tiatira é de aproximadamente 700 anos, que somados a partir do ano do casamento pervertido feito pela igreja de Pérgamo com o Estado, por volta do ano 300, perfaz mais de mil anos de corrupção doutrinária. Nesse tempo a bíblia foi, praticamente, tirada das mãos do povo, que só recebia o ensino doutrinário vindo da boca de sacerdotes não confiáveis. As trevas vieram, não somente sobre a igreja, mas também sobre às Artes, Ciência e Literatura. Todo conhecimento científico e filosófico ficou restrito ao ensino maligno que promulgava que tudo produzido pela mente humana deveria rodar em torno de Deus (Teocentrismo), mas que, na verdade, girava em torno do pai da mentira, satanás que escravizou a terra usando a igreja déspota, dominadora do mundo de então, conhecida como Igreja católica romana.

Satanás introduziu heresias na massa de três medidas. A idéia do sacerdócio toma força nesse período, e o bispo passa a ter um poder político muito forte. A ousadia desses tais cresce tanto que arrolam para si o direito de perdoar pecados. Nasce uma centralização de poder que dará origem ao papado.

O papado se tornou o grande usurpador e déspota do mundo. Reis e imperadores teriam de se curvar sob o seu domínio e o destino da humanidade passou a ser decidido por Roma. Durante séculos a doutrina católica foi seguida à risca por todos, sob pena, de o infrator ter de enfrentar uma inquisição dura e desprovida de misericórdia. Conforme, foi escrito por Ellen White em a História do Protestantismo: “o meio–dia do papado foi a meia-noite do mundo.

A maioria das pessoas dentro desta igreja eram mundanas, oriundas do paganismo por força de um ato imperial que tornou o cristianismo religião oficial do império romano. A moral e o conceito bíblico de vida caiu muito e o paganismo afetou de tal maneira o culto cristão que para agradar a grande massa oriunda dele, certos bispos aceitaram batizar alguns santos cristãos com nomes de ídolos pagãos.

 

A igreja ficou eivada de idolatria por todos os poros do seu corpo, apenas uma pequena parte continuou a lutar contra esse estado de coisas. Jesus faz uma promessa a esses que em futuro próximo teriam autoridade sobre as nações. A virada nesta guerra contra as forças malignas, que anilharam-se nos ramos da igreja, começará a acontecer no período a seguir, o da Igreja de Sardes.

IGREJA DE SARDES  (Apocalipse 3.1-6)

Do ano de 1517 a aproximadamente 1730 d.C. (Reforma)

Sardes era uma igreja que vivia das lembranças e conquistas do passado, o seu nome significa: Aqueles que escaparam ou restos que estavam para acabar. A parábola de Mateus 13, sobre esse período, revela um tesouro escondido no campo. Seria preciso a quem o encontrasse vender tudo  que tinha para adquiri-lo.

A igreja de Sardes, quase morta, precisaria se livrar de tudo o que ela achava precioso e voltar-se para o seu Senhor, sob pena de se acabar por completo, tal o seu envolvimento com os interesses mundanos da época. Mais à frente, ficará claro que a igreja precisava se reencontrar com a Palavra de salvação que tinha perdido, pois durante o período de Pérgamo, começaram a pregar que a salvação era conseguida por meio das boas obras e compra de indulgências, contrariando o ensino Bíblico que  apregoa ser  a salvação  adquirida por meio da  Graça, mediante a fé: esse era o tesouro. O homem que o descobriu o tesouro, deu início a Reforma Protestante.

A igreja de Sardes, apesar de ser mundialmente conhecida e admirada pelos homens, para Cristo estava morta. O Senhor determinou que ela consolidasse os que estavam para morrer. Havia um pequeno remanescente tentando respirar em meio a um mar de lodo e sujeira que imperava no ceio dessa igreja oficial, que exigia que todos seguissem o seu dogma, sob pena de irem para a fogueira da Inquisição, caso se recusassem.

O tesouro oculto precisava ser encontrado. O campo tipifica o mundo. Jesus, para comprar esse tesouro oculto do campo, ou seja, a humanidade oculta sob o pecado, precisou vender tudo o que tinha, despojar-se de sua glória celestial, nascer como homem comum e morrer numa cruz como um malfeitor. Esse foi o preço pago por Ele para adquirir o tesouro: a multidão dos salvos. Da mesma maneira, Deus fez com que um homem  também se despojasse de tudo  para achar um tesouro que também estava oculto no campo (mundo), um tesouro  maravilhoso escrito e revelado em Romanos 1.17, onde se lê:  “O justo viverá por fé.”  O homem que encontrou esse tesouro maravilhoso, a Palavra de Deus revelada (Rhema), foi Martinho Lutero. Esse encontro fez com que o mundo se libertasse do fardo da mentira da igreja oficial.

 

Martinho Lutero (1483-1546), nasceu em Eisleben, na Saxônia Alemã. Tornou-se monge, entrando para o Convento dos Agostinhos, sofria de grave dúvida sob a sua salvação, foi um ardente leitor da bíblia, coisa que em sua época era feito por poucos. Tornou-se doutor em teologia em 1512, na universidade de Wittenberg. Ao visitar Roma, se escandalizou com a luxúria e devassidão do clero. Ao voltar para sua cidade,  deparou-se, durante a leitura de Romanos, com a chave que iria abrir a porta da verdade para muitos corações: “O justo viverá por fé”. Vislumbrou essa verdade que durante tanto tempo vinha procurando, escondida pela igreja oficial que ensinava ser a salvação obtida pelas obras. Passou a pregar essa verdade na Universidade onde lecionava, atraindo para si as garras impiedosas de Roma. Vendeu tudo o que tinha, sua cadeira universitária, seu ministério monástico, sua vida privada e através de um ato ousado, feriu de morte a igreja oficial, ao afixar na porta da igreja de Wittenberg, suas 95 teses que combatiam a venda das indulgências. 

Lutero afirmou, por meio das suas teses, que a igreja não era mediadora entre Deus e os homens e sim Jesus Cristo. Provou serem as indulgências nulas para remover pecados e para tirar alguém do “purgatório”, pois, o perdão dos pecados cometidos pelos cristãos vinha diretamente de Deus. O papa Leão X, intimou Lutero a ir a Roma para ser julgado pela Inquisição, o que significaria morte certa para o monge. Porém, o duque da Saxônia escondeu-o num castelo. Para piorar a sua situação perante Roma, afirmou que o Papa não tinha poderes celestiais, que não era o representante de Cristo na terra e que não era infalível, como ensinava a igreja apóstata.

Lutero provou, pelo ensino de Pedro (2° Pd. 2.5 e 2.9) e por outras passagens bíblicas, que o povo de Deus, ou seja, todos os cristãos, são sacerdotes, tendo acesso direto a presença do Pai, mediante a fé em Jesus. Negou que apenas o Papa poderia interpretar as Escrituras Sagradas, alegando que todo crente fiel pode interpretá-las pela inspiração do Espírito Santo. Fundou uma igreja na Alemanha com o apoio do Imperador alemão, reformada e independente de Roma.

Traduziu o Novo Testamento e mais tarde participou da tradução de toda a Bíblia, colocando a Palavra de novo nas mãos do povo, uma vez que  não conseguiam ler as Escrituras, por serem apenas traduzidas para o latim. Foi excomungado e a bula de excomunhão determinava que qualquer simpatizante de Lutero se retratasse dentro de sessenta dias, caso contrário seria preso e executado como herege. Todavia, o movimento já tinha se infiltrado por toda a Alemanha e os senhores feudais, cansados de serem expropriados pelo sistema papal, resolveram apoiar esses irmãos. Estava consolidada a REFORMA PROTESTANTE.

Apesar de todos os erros cometidos, Lutero conseguiu, através da iluminação do Espírito Santo, fazer com que a vontade de Deus se cumprisse; o tesouro foi comprado, e todos poderiam dispor dessa bênção, por gerações e gerações. A igreja legalista, tradicional, hierárquica, ritualista e  conservadora, que era governada pelo princípio da autoridade humana foi ferida de morte. O Senhor veio contra ela, preservou umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andaram de branco com Ele, pois, eram dignas. Dentre essas, pode-se relatar aquelas que deram as suas vidas em favor da verdade do evangelho, tais como: J. Wiclef; os Valdenses; os Hugenotes; João Huss; Jerônimo; Maria de Bohorques; Luís de Berquim; Tyndale e muitos outros, perseguidos, mortos e desterrados de suas pátrias. 

Não havia mais nada que os romanistas pudessem fazer, por toda a Europa homens e mulheres de Deus se levantaram pregando a Verdade e anunciando em alto e bom som que o Papa era o anti-cristo, denunciando todo aquele sistema maligno. Há pouco tempo a própria igreja católica reconheceu como erradas muitas atitudes que tomou nessa época[4]. A verdade triunfou pela boca de muitos, principalmente, por esses líderes principais: Martinho Lutero (1483-1546); João Calvino (1509 – 1456 ); Thomas Cranmer ( 1489 – 1556); João Knox (1505 – 1572); Roger Williams (1603 – 1683, primeiro pastor batista da América), apenas para citar alguns.

Fica claro, pelos acontecimentos desse período que existiam dois partidos digladiando-se entre si:  o partido dos que tinham nome de vivos, mas estavam mortos e o partido dos remanescentes fiéis, lutando para sobreviver. Fé e obras andam de mãos dadas, enquanto que obras sem fé são mortas. Essa era a grande diferença entre esses dois partidos, os que tinham fé e os que não a tendo, queriam ser salvos praticando “boas” obras. “...Pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa; (1 Ts 5:2,4 )”. “...se não vigiares, virei a ti como o ladrão de noite”. Jesus alerta sobre sua vinda repentina, que pegará de surpresa os infiéis.

IGREJA DE FILADÉLFIA  (Apocalipse 3. 7-13 )

Do ano de 1731 até o arrebatamento (Missões).

O período de Filadélfia é considerado o do arrebatamento,  porque essa igreja é tipo da igreja fiel que será arrebatada.  Jesus inicia a carta dizendo que viria sem demora e aconselha a igreja a não perder o que já tinha conseguido. Filadélfia significa amor fraternal.

O senhor se identificou como Aquele que tem a chave de Davi e que colocou diante dela uma porta aberta a qual ninguém poderia fechar. Ele estava se referindo ao período das missões evangelísticas que iriam varrer o mundo com a pregação do evangelho, através de servos dedicados e cheios do Espírito Santo, assim como foi no início  do período de Éfeso. A igreja, conforme Mateus 13, pelo mover do Espírito Santo, saiu para negociar boas pérolas e encontrar a  de grande valor.

A pérola é formada nas conchas dos moluscos de forma lenta e gradual, da mesma forma a igreja fraterna estaria crescendo a partir do movimento missionário que envolveu o mundo todo. O Espírito Santo é aquele que negocia boas pérolas. Ele deu início ao processo com a Reforma protestante que continuou por todos os continentes,  não se limitando apenas à Europa.

A Pérola de grande valor que será oferecida ao mundo é Jesus, revelado através do seu corpo,  sua igreja que foi tirada no mar do mundo e que deve brilhar como testemunho a todos os povos. O período das missões foi aquele em que, como diz o apóstolo Paulo, os missionários esmurraram seus corpos e os reduziram à escravidão para pregar aos outros (1°Cor.9.27). Eles passaram a viver como no período da igreja primitiva, onde se lê:  “Muitas vezes em trabalhos e fadigas, em prisões, em açoites, em perigos, em jornadas, em vigílias, muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes e preocupado com as igrejas..." (2° Co 11:23-28).

 Isso se verificar na vida dos irmãos Wesleys que pregaram a partir da Inglaterra. O pastor Márcio Valadão informou em um estudo, que  John Wesley acordava todos os dias às quatro da manhã, e raramente dormia mais do que cinco horas por noite. Viajou 360.000 km no lombo de um cavalo. Deixou uma igreja com mais de 100.000 pessoas, quase 10.000 células quando morreu. Deus usou Wesley, mas Wesley também estava disposto a ser usado por Deus.

Esse é o caráter observado nos crentes de Filadélfia, o despojamento e desprendimento da vida material a fim de colher almas para o Reino do Messias Eterno. Essa igreja  pregou o evangelho com amor, permitindo que seu coração sentisse o mesmo que o coração de Deus, ao ver a humanidade caminhando para o inferno. O evangelho foi pregado até mesmo no interior da China, um país extremamente fechado.

Foi criado o movimento Metodista e o Exército da Salvação, grandes avivamentos eclodiram na Suíça, França, Países Baixos, Escócia e Inglaterra. Grandes pregadores se levantaram evangelizando o mundo, como por exemplo: Charles Thomas Studd; James Hudson Taylor; Adoniram Judson; Charles Wesley; Wiliiam Carey; Myer Pearlman; Patrício da Irlanda; William Tyndale; Charles Finney; Mary Jones; Charles Haddon Spurgeon; William Booth; Fanny Crosby; George Whitefield, culminando com nomes como: Aimée Semple McPherson (Igreja Do Evangelho Quadrangular); Gunnar Vingren e  Daniel Berg (Assembléia de Deus no Brasil); Manoel de Mello e muitos outros anônimos denominados  heróis da fé.

João Wesley foi um dos primeiros pastores a incluir a mulher no rol de colaboradores missionários e lembrou, durante o sepultamento de sua mãe, que ela chegou a liderar igrejas com mais de duzentos membros. Wesley percebeu, logo cedo, que não adiantava só evangelizar as pessoas, mas também ensinar a Palavra aos novos convertidos, de tal maneira que esses não enfraquecessem na fé. Ministrava a Palavra todos os dias, iniciando às cinco horas da manhã, durante a reunião de oração. Foi um dos primeiros homens de seu tempo a defender a pregação na igreja por leigos. Mais tarde, ficaria claro que a pregação leiga se transformaria na grande força do avivamento na Inglaterra e da penetração do Evangelho no mundo novo.

Com a fé renovada pelo fogo do Espírito Santo, João e seu irmão Carlos, juntamente com o amigo George Whitefield, propagaram a Palavra de Deus por toda a Inglaterra, junto aos pobres, operários, classe média e aos  também aos ricos. Quando João Wesley faleceu, a igreja Metodista, fundada por ele, contava, como dito, com quase cem mil membros. Certamente, o Espírito Santo fez uma grande obra na vida desse homem, que não mediu esforços para observar a Palavra de Jesus e sua promessa: “...guardaste a minha Palavra e não negaste o meu nome...porquanto guardaste a Palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir  sobre o mundo inteiro (A grande tribulação), para experimentar os que habitam sobre a terra”. Grifo nosso.

A mensagem evangelística busca redimir o mundo com Deus, transformando-o, impactando-o e confrontando-o com a verdade. Se as pessoas sem Jesus não perceberem isso, a missão da igreja fracassará, a evangelização não estará acontecendo, daí a importância das Missões evangelísticas espalhadas pelo mundo.

A igreja nunca mais poderá perder a visão de missão, lembrando o que Paulo escreveu em Romanos: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito Quão formosos são os pés dos que anunciam cousas boas !" Rm 10.14-15.

Os crentes são enviados, Cristo os acompanha nessa cruzada, seus recursos sempre estarão disponíveis para a grande missão de pregar o evangelho . Qual tem sido a sua resposta a esse chamado do Senhor? Você é chamado para dar testemunho, dos acontecimentos daquela sexta feira quando crucificaram o Autor da Vida! Vivendo assim, em breve, num abrir e fechar de olhos será tirado deste planeta e estará para sempre com Ele, Jesus.

 

IGREJA DE LAODICÉIA

 Últimos dias (Apostasia) / Ap. 3. 14-22

 

A igreja que será arrebatada por Jesus é a que vive em fidelidade, esta igreja não se identifica por placas e nomes e sim por um grande número de pessoas que crêem em Jesus e vivem conforme os seus ensinamentos. Nessa multidão, um sinal será visível para o Senhor na hora de tirá-los: a marca do Espírito Santo.

A Bíblia relata: “Andou Enoque com Deus...e Deus o tomou para si”.  Andar com Deus é uma condição para o crente se levado para o céu. Andar com o Criador exige comprometimento, que alguns não estão dispostos a ter, como por exemplo: Servi ao Senhor em detrimento de suas convicções e vontades.                                                             

A palavra Laodicéia significa direitos humanos e em nome desse direito alguns têm apostatado da fé por darem ouvidos a ensinos de demônios: “...Mas o Espírito, expressamente, diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios.”  1° Tm.4.1.

Esse pretenso ”direito” tem levado alguns cristãos nominais, adotarem atitudes e práticas contrárias à Palavra de Deus, como por exemplo: o sacerdócio de pessoas sodomizadas, que blasfemam contra Deus. Como o apóstolo Paulo, muito bem anteviu: “semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.”  Rm.1.27.

A igreja deve se manter como um baluarte da verdade e não tem sucumbir ante o peso da mídia, principalmente a televisiva, e os ventos de  pensamentos “liberais”, que como um furacão sopram sobre si.

Jesus, ao observar a liberalidade licenciosa da igreja infiel, diz que está a ponto de vomitá-la da sua boca. A atitude de uma igreja que se diz rica e abastada, que não precisa de coisa alguma, faz com que o Senhor não a deseje como noiva, chamando-a de infeliz, miserável, pobre e nua. Todavia, pelo seu amor infindável, Ele a aconselha a comprar Dele o ouro refinado pelo fogo (Poder do Espírito Santo), vestes brancas (santidade) e colírio para ver (Rhema - Palavra revelada).

Apesar da forma desagradável dessa igreja se portar, que poderá contribuir para surgir de dentro dela o falso profeta, a operação do erro e a apostasia, o Senhor demonstra seu amor ao dizer-lhe que repreende e castiga a todos quantos Ele ama. O Senhor lhe dá esperança: caso se arrependa e confesse o seu pecado, poderá sentar-se com Ele no seu trono.

Laodicéia é qualificada como uma igreja pior que as do período de Tiatira e Sardes, uma vez que nesses períodos o Senhor pôde achar um remanescente fiel, porém, em Laodicéia só houve repreensões, não se vislumbra a figura de fiéis no meio da apostasia. Maior diferença será verificada quando comparada com a de Filadélfia, uma vez que para Filadélfia não há repreensões e para Laodicéia não lhe falta reprimendas por parte do Senhor.

A parábola da rede de Mateus 13, guarda grande afinidade com os maus modos de Laodicéia. A conseqüência da sua apostasia, sem dúvidas, será ser lançada fora como peixe ruim. Os anjos no final dos tempos, ou seja, após o arrebatamento e a grande tribulação, antes de Cristo dá início ao seu reino milenar, jogarão fora esses maus peixes.

Sem dúvidas, da apostasia surgirá o falso profeta que, juntamente com o anti Cristo, devastarão a terra com  mentiras e enganos, ou seja, a operação do erro mandada por Deus. A igreja de Jesus entra nesse período histórico em uma fase decisiva, onde não se vislumbra mais postergações. O momento torna-se decisivo, uma vez que, o Senhor a qualquer momento descerá nas nuvens para arrebatar os seus fiéis, não há mais oportunidade para se viver na mornidão de uma vida religiosa, não há mais como viver um cristianismo nominal, o momento é de vigilância para ouvir a trombeta de Deus, chamando os seus filhos para as Bodas do Cordeiro.

Necessário se faz abrir um parênteses nessa parte do estudo, para se observar as diferenças que existem entre o Arrebatamento da igreja e a Segunda vinda de Cristo. Na lição de Thomas Ice e Timothy Demy, no livro Profecias de A a Z  lê-se o seguinte: “No arrebatamento todos os crentes são arrebatados; os santos transformados vão para o céu; a terra não é julgada; o acontecimento é iminente, sem sinais; não é mencionado no Velho Testamento; envolve apenas os crentes; é antes do dia da ira; não há nenhuma referência a satanás; Cristo vem para os seus; Ele vem nas nuvens; Ele toma para si a noiva; somente os crentes O vêem; dá-se início a Grande Tribulação.

No evento da Segunda vinda de Cristo:  não há arrebatamento; os santos transformados voltam à terra; a terra é julgada e a justiça é restabelecida; seguem-se os sinais preditos e definidos, inclusive a Grande Tribulação; esta é predita várias vezes no Velho Testamento; afeta todos os homens; conclui o dia da ira; satanás é acorrentado; Cristo vem para os seus; Ele vem até a terra; Ele vem com a noiva;  todo olho O verá; começa o reino milenar.”

Logo, a segunda vinda de Cristo se divide em duas fases: na primeira fase Ele vem  nas nuvens para arrebatar sua noiva (1º Ts.4.13-17) e na segunda, Ele desce de modo visível a todos. (Zc.14.4)

 

Capítulo quatro

“Sobe para aqui.”

Os três primeiros capítulos do Apocalipse mostraram a história da igreja. Desde o seu início glorioso, quando saiu para semear a terra com a Palavra de Deus, até o derradeiro período da graça.

Percebe-se que esse período chega ao fim no momento em que o apóstolo João, inicia o quarto capítulo com a frase: “DEPOIS DESTAS COISAS...”. Que coisas? Certamente, as coisas que se passaram nos três primeiros capítulos, ou seja, o período do evangelho da graça pregado pela igreja. João recebe ordem de subir para o céu, percebe-se nesse ato um tipo do arrebatamento da igreja. João aqui é um tipo a ser analisado. João vem do hebraico Yehokhanan, que significa – Deus é Gracioso.

Durante mais de dois mil anos, Deus derramou da sua graça sobre os homens na pessoa de seu Filho Jesus, porém, chegada é a hora em que o Pai manda a igreja partir.  Nesta ordem recebida por João, para subir aos céus, está contida uma promessa: “Te mostrarei o que deve acontecer depois dessas coisas”, ou seja após o arrebatamento da igreja. Imediatamente em espírito, João viu armado no céu um trono com alguém sentado e ao redor desse trono, vinte e quatro anciões em outros vinte e quatro tronos, todos coroados e  com vestiduras brancas.

A Bíblia ensina que apenas humanos salvos serão coroados (a coroa da Glória, a da vida, a da justiça e a incorruptível) após o julgamento do tribunal de Cristo (Bema), pelo qual a igreja passará para receber recompensas ou para perdê-las, conforme as suas obras e vida cristã. Tg.1.12/ Ap..10/ 1°Pd.5.2-4/2°Tm.4.8/1°Co.9.25-27)  1°Cor.3.10-15 / 2° Cor.5.10

Por não se encontrar no ensino bíblico, anjos com coroas de vencedores e assentados em tronos com roupas brancas por terem sido julgados e aprovados, deduz-se que o período desse capítulo quatro é o da igreja arrebatada e presente nos céus, julgada e premiada pelas suas ações. “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor , justo juiz , me dará naquele dia ; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”.   2° Tm. 4.8 - “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” . 2° Cor. 5.10 – “...Nós compareceremos perante o tribunal de Deus.” Rm 14.10

É de suma importância observar esse fato, pois comprova que a igreja não passará pelo período da grande tribulação,que terá início somente no capítulo seis do livro de Apocalipse.

A Bíblia também ensina que o Espírito Santo será retirado para que a operação do erro tenha plena liberdade para operar nos dias da Grande Tribulação, tendo em vista que nós somos templo do Espírito Santo, não há como o mesmo ser retirado sem que nós, igreja, também o sejamos.. 2º Ts. 2.7[5]

A igreja, como visto no início do capítulo quatro, encontra-se no céu, arrebatada, coroada, com vestes celestiais e sentada em tronos (os 24 anciões), cumprindo-se desse modo a promessa feita pelo Senhor no período da igreja de Filadélfia, quando disse: “Porque guardaste a Palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro...” Apoc. 3.10. “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo”.1° Ts. 5.2.

Assim como Noé e Raabe foram resgatados antes da ira, a noiva de Jesus  também  será. O julgamento da Igreja terá lugar entre o seu arrebatamento e a volta de Jesus em glória. É o cumprimento da Parábola dos Talentos de Mateus 25.14-19, onde o Senhor cobrará de cada um o serviço prestado através desses talentos que lhe foram confiados.

O julgamento se baseará em três premissas:

1. O cristão será julgado pelo seu trabalho no corpo de Cristo, que demonstrará como ele administrou a Obra do Seu Senhor;

2. Será julgado pela maneira como se conduziu enquanto estava nesse mundo. Trata-se do procedimento de cada um, se procedeu bem ou mal, se envergonhou o Nome do Senhor ou se o honrou. “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito, por meio do corpo”;

3. O cristão será julgado pelo tratamento dispensado a seus irmãos de fé. 1°Co 3.8,14,15/ 2° Co 5.10/2 Co 9.6/ Rm 14.10/ Mt 18.23-35

A Grande Tribulação é também conhecida por: Última semana de Jacó; Angustia de Jacó; Ira futura; Tempo de destruição; Tempo de trevas; Tempo de castigo; Tempo de choro; Tempo de aflição; Dilúvio de açoites; Hora da provação; Fogo do seu zelo; Indignação; Dia da vingança. Dn. 9.24-27/ Jr. 30.7 / Sf. 1.15/ 1° Ts.1.10; 5.9/ Ap. 6.16-17/ 1° Ts. 5.3/ Am. 5.18/ Is. 2620 / Ez.20.37-38/ Am.5.16-17/ Is. 28.15-18/  Sf.1.18/ Mt 24.21/ Ap.4.10/ Is.34.8

Esse período é o cumprimento literal da última semana de anos de que falou o profeta Daniel, que começará a se cumprir logo após o arrebatamento da igreja. Dn.9 –24-27/ 2° Ts. 2.6-7

Serão três anos e meio de falsa paz (cavalo branco do cavaleiro de Apocalipse 6.2) e três anos e meio de Grande Tribulação como nunca houve. Ap. 13.5/ Dn. 9.27 b

Antes de prosseguir, faz-se necessário um adendo sobre a SEGUNDA VOLTA DE CRISTO. Na lição do professor J. Dwight Pentecost, em seu livro intitulado: Manual de Escatologia, esse lente famoso esclarece que a segunda volta  de Cristo se dará em duas etapas distintas quais sejam: O arrebatamento da igreja e A aparição gloriosa quando todo o olho o verá. Nesse trabalho, Pentecost, ensina: “1) O arrebatamento compreende a retirada dos crentes, enquanto o segundo advento requer o aparecimento e a manifestação do Filho. 2) No arrebatamento os santos são levados nos ares, enquanto na segunda vinda Cristo volta à terra. 3) No arrebatamento Cristo vem buscar Sua noiva, enquanto na segunda vinda Ele retorna com a noiva. 4) O arrebatamento resulta na retirada da igreja e na instauração da tribulação, enquanto a segunda vinda resulta no estabelecimento do reino milenar. 5) O arrebatamento é iminente, enquanto a segunda vinda é precedida por uma multidão de sinais. 6) O arrebatamento traz uma mensagem de conforto, enquanto a segunda vinda é acompanhada por uma mensagem de julgamento. 7) O arrebatamento está relacionado ao plano para a igreja, enquanto a segunda vinda está relacionada ao plano para Israel e para o mundo. 8) O arrebatamento é um mistério, enquanto a segunda vinda é prevista em ambos os testamentos. 9) No arrebatamento os crentes são julgados, enquanto na segunda vinda os gentios e Israel são julgados. 10) O arrebatamento deixa a criação intacta, enquanto a segunda vinda implica uma mudança na criação. 11) No arrebatamento os gentios não são afetados, enquanto na segunda vinda são julgados. 12) No arrebatamento as alianças de Israel não são cumpridas, enquanto na segunda vinda todas as alianças são cumpridas. 13) O arrebatamento não tem relação particular com o plano de Deus para o mal, enquanto na segunda vinda o mal é julgado. 14) É dito que o arrebatamento ocorrerá antes do dia da ira, enquanto a segunda vinda se segue a ele. 15) O arrebatamento é apenas para os crentes, enquanto a segunda vinda tem efeito sobre todos os homens. 16) A expectativa da igreja em relação ao arrebatamento é “perto está o Senhor” (Fl. 4.5), enquanto a expectativa de Israel em relação à segunda vinda é “o reino está próximo” (Mt.24.14). 17) A expectativa  da igreja no arrebatamento é ser levada à presença do Senhor, enquanto a expectativa de Israel na segunda vinda é ser levado ao reino. Essas e outras contraposições que poderiam se apresentadas apóiam a alegação de que se trata de dois planos diferentes que não podem ser unificados num só.”

Do capítulo cinco até o dezenove, não se visualiza mais a figura da igreja. A noiva não é vista presente na terra, logo, conclui-se que a mesma já está no céu, longe da Grande Tribulação.

Os que serão salvos  após o arrebatamento, não o serão mais pela pregação do evangelho da Graça, mais sim pela pregação das duas testemunhas, dos cento e quarenta e quatro mil e do anjo que tem um evangelho eterno para pregar a todos os povos da terra. A pregação nesse período textual é do evangelho do Reino que virá, com a volta visível do Messias Jesus e de sua igreja que casou-se com Ele no céu. Ap.11.3/ Ap.7.1,8/ Ap.14.1-5/ Ap.14. 6-7/ Mt. 25. 31-40/ Mt.22.1-13.                         

Nesse capítulo, também observa-se a descrição do trono de Deus com a presença de todos os seres celestiais que servem diante do Seu trono, prestando-Lhe culto.

Entre o período do capítulo quatro e o onze, acontecerão coisas predeterminadas por Deus, com relação ao retorno de Cristo para reinar na terra, que estão revelados na Septuagésima semana de Daniel 9, versículo 24. A última semana dos anos restantes que ficou “congelada” durante o período da igreja gentílica e que agora volta a contar, durante o período da Grande Tribulação.

Esta última semana de anos, diz respeito ao período em que Deus voltará a tratar diretamente com Israel para sua salvação. Os israelitas convertidos a Ieshua ha Massiach, serão os grandes evangelistas do mundo de então, principalmente os cento e vinte e quatro mil que foram redimidos dentre os homens. Ap.14.1-4/ Ap. 7.14

 

No período da Grande Tribulação o Espírito Santo será afastado.  em  2° Tessalonicense 2.7. Nas melhores traduções e versões, esse verbo, no original, significa AFASTADO(A Bíblia Sagrada de Almeida, edição revista e atualizada, 1969 / Bíblia Sagrada, nova versão internacional, 2000 / A Bíblia de Jerusalém, 2000 / Bíblia Sagrada na linguagem de hoje, 1999/ Bible: King James Version,1997.

O Espírito Santo será afastado por um momento para o antiCristo agir livremente durante a Grande Tribulação. Lembre-se que não se pode, segundo a hermenêutica, fazer doutrina de apenas um versículo isolado, essa nasce de um contexto e não de um texto. Daí muitos errarem ao analisar esse versículo. Desejam, com um único versículo, fazer uma doutrina e não se trata de uma doutrina simples, mas de um ensino que pode prejudicar toda exegese[6] de um ensino importante e fundamental. Não se pode tirar um versículo de seu contexto. É preciso mais do que simplesmente olhar para uma seqüência de versículos isolados. Ninguém ler um romance ou um livro de história, por exemplo, tirando pedaços daqui e dali para formar um todo e entender a idéia central da obra.

Em João 3 capítulo 5 e 6, Jesus ensina  Nicodemos que nascer de novo é obra do Espírito Santo. Em João 8 é dito que a missão do Espírito Santo é convencer o homem do Juízo, do pecado e da justiça, logo, ninguém pode aceitar Jesus como salvador se não for por obra do Espírito Santo, inclusive os judeus que O aceitarão no período da grande tribulação. Como isso poderia ser possível sem a presença do Espírito Santo?

Alguns teimam em afirmar que somente os Israelitas serão salvos nessa ocasião. Mesmo que fosse correto esse ensino, (contrariando os melhores estudiosos das Escrituras que afirmam o contrário)[7], os judeus só seriam convencidos de que Jesus é o Messias (ha Machia) através do Espírito Santo. Conclui-se, pois, que o Espírito Santo não pode estar fora da terra durante esse período, mesmo porque Ele é Onipresente.

Ainda com relação a salvação de gentios (não judeus) no período da tribulação é necessário observar o que a Palavra de Deus diz em Joel 2.32, onde trata sobre o período da tribulação: “acontecerá que todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo”.

 

O texto não diz que todo judeu que invocar o Nome do Senhor será salvo, mas toda e qualquer pessoa, pois, Jesus morreu para todos, inclusive para os gentios da grande tribulação. O sacrifício de Jesus justificará desde Adão até o último salvo que estiver sobre essa terra. “O meu Servo, o Justo, justificará a muitos”. ”eles o venceram pelo sangue do Cordeiro”.  Is.53.11/ Ap.12.11

A Palavra diz: “Crer no Senhor Jesus e serás salvo...”. Ela não diz: “ Crer no Senhor Jesus até o dia do arrebatamento e serás salvo. Uma coisa é arrebatamento outra é salvação. Ap.7.14/ Ap.14.4/ Joel 2.32/ Atos 16.31/ Atos 2.21/ Mt.19.25 /Mt.24.13/ Jó 22.29/ Is.33.22/ Is.35.4/ Lc.9.24/ 1° Tm.4.16

Um cuidado obstinado pelo ensino correto da Palavra de Deus deve ser buscado, incansavelmente, pelos que a ensinam. “Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.”  2°Pd.2.16

Neste trabalho é adotado o princípio cronológico dos fatos revelados a João.  A partir do momento em que o Senhor falou ao apóstolo, revelando-lhe sobre o que ia acontecer no futuro, não há como defender a idéia de que os fatos que acontecerão em seguida não sejam cronológicos. Deus não é de confusão (1° Cor.14.33).

Paulo, em Colossenses 2. 17, ensina que os cerimonialismos da Lei eram sombras de coisas futuras, nesse aspecto muitos fatos bíblicos que ainda não aconteceram foram tidos como já cumpridos ou em cumprimento por aqueles que o vivenciaram.

Por exemplo, há os que confundiram, no tempo dos Macabeus, o rei Selêucida Antíoco Epifánio com o anti Cristo, devido as atrocidades cometidas por este homem vil. Há ainda os que confundiram o cerco de Jerusalém, no tempo de Josefo (70 d.C.), pelo general Tito, com o cerco profetizado por Jesus em Lucas.21.20 e por Zacarias 14.2, todavia este fato só se dará durante a Grande Tribulação. Esses eventos eram e são sombras de fatos que ainda acontecerão. Não se pode dizer que já aconteceram baseado tão somente nas semelhanças dos fatos. A razão de não se considerar o elemento “sombra de coisas futuras” de que trata Colossenses, têm induzido muitos ao erro de análise temporal ou cronológica.

 

 

Outro problema que tem causado dores de cabeça em muitos leitores do Apocalipse é a tipologia. Para uma melhor compreensão, na medida do possível, esse estudo dará preferência pelo aspecto literal quando estiver envolvido o tempo dos fatos tratados ou, por conseqüência da análise, o uso do tipo trouxer um pensamento dúbio.

Com a devida vênia, o escritor tomou o chamado de Deus dado a João no capítulo 4 como sendo literal para a igreja, entendendo que da mesma maneira como João foi arrebatado, logo após os sete períodos da igreja demonstrados nos três primeiros capítulos, os crentes também serão e isso antes da Grande Tribulação.

O autor também considera necessária uma palavra explicativa sobre Mateus 24, uma vez que muitos defendem que a igreja passará pela Grande Tribulação por causa do que está contido nesse capítulo da Palavra de Deus.

Em primeiro lugar, Jesus, nessa passagem, não faz alusão ao arrebatamento, o Senhor está respondendo a pergunta formulada pelos discípulos sobre o dia da Sua volta e do fim dos tempos (vers.30). Conforme lição anterior, baseada na lição de Pentecost, a volta de Jesus se processará em duas etapas distintas: o arrebatamento e a volta gloriosa quando todo o olho o verá. Os discípulos, como judeus que eram, estavam querendo saber quando Jesus viria para inaugurar o seu reino milenar e remir  Israel, ou seja, eles queriam saber dos sinais da vinda gloriosa do Messias, não estavam perguntando pelos sinais do arrebatamento, mesmo porque, para a igreja primitiva, esse assunto só seria melhor esclarecido anos depois pelo apóstolo Paulo em suas epístolas.

Quando Jesus falou sobre aquele que perseverar até o fim ser salvo, se referia aos que perseverassem até o fim da sua vida ou da Grande Tribulação. Ele não estava se referindo à perseverança que os crentes têm em serem fiéis até o  Arrebatamento.

Os apóstolos sempre se esforçaram em afirmar que o arrebatamento da igreja poderia ocorrer a qualquer momento, independentemente de sinais exteriores, sejam eles nos céus ou na terra. Se eles assim não o considerassem, certamente, os seus ensinos seriam diferentes, por que  bastaria tão somente a igreja identificar o dia da assinatura do tratado de paz assinado pelo anti Cristo e Israel, para saber que o arrebatamento se daria dentro dos próximos sete anos. Os que ensinam que os acontecimentos de Mateus 24, confirmam a passagem da  igreja pela tribulação, erram por não considerar as sombras das coisas futuras[8]. Muitos eventos que atualmente estão ocorrendo e que são semelhantes aos contidos ali, na verdade são apenas preparatórios, e se cumprirão de fato, tão somente durante o período da Grande Tribulação.

Os discípulos queriam saber sobre os sinais da vinda de Jesus e dos eventos que se seguiriam. Jesus ensinou primeiro sobre os acontecimentos dos primeiros três anos e meio da tribulação, falou sobre a apostasia, a chegada dos falsos profetas que conduziriam o povo ao erro, dos falsos cristos, da iniqüidade, o amor se esfriando de quase todos por causa da apostasia, das guerras causadas pelo cavaleiro vermelho do segundo selo; sobre os santos da tribulação que seriam odiados, traídos e martirizados. Por fim, que evangelho seria pregado entre todas as nações. (Esse último sinal é equivocadamente ensinado como pré-requisito para o arrebatamento da igreja, quando na verdade ele é uma condição para a vinda do fim, como fica bem claro no versículo 14 de Mateus 24).

A partir do versículo 15 de Mateus 24, Jesus fala sobre os últimos três anos e meio da tribulação, quando o anti Cristo, exigindo ser adorado como Deus, construirá uma estátua para sua adoração. Sutilmente, o falso profeta levará alguns a crerem que o anti Cristo é o próprio Cristo.(Ap.13.14-18)

O sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes do céu serão abalados, tudo isso culminando na Guerra do Armagedom, onde os abutres se ajuntarão[9], conforme a parábola, no vale de Josafá, para comer as carnes dos guerreiros dos exércitos mundiais que vierem contra Israel. Jesus disse que a geração dessa época não passaria sem ver acontecer todas essas coisas.

Se estes sinais estão mais relacionados com a volta de Jesus para Israel, por que então prega-se Mateus 24 para alertar a igreja sobre o arrebatamento? Novamente, alude-se ao ensino, contido em 2º Tessalonicenses., sobre sombra das coisas futuras. Os eventos que estão relacionados com Israel, servem para orientar a igreja. Israel é o relógio de Deus, que marca a aproximação da volta do Seu Filho. Se a volta de Cristo, só acontecerá após o arrebatamento da Igreja, deduz-se que, os sinais vinculados a nação judaica para o vinda do Messias, servem como bússola para a igreja se orientar quanto o momento iminente do arrebatamento.

Como visto, Mateus 24 é um resumo profético de todo o período da Grande Tribulação, especialmente com os eventos relacionados a Israel  e Jerusalém.

Capítulo cinco

 O Cordeiro

Observar-se nesse capítulo, um livro em forma de rolo, selado com sete selos na mão direita do Todo Poderoso Deus. Percebe-se um problema para se iniciar o período seguinte desta dispensação, que se dará tão somente quando esse livro for aberto e os seus selos desatados. O anjo com um brado pergunta quem pode abri-lo e desatar os seus selos. Depois de uma busca infrutífera no céu, na terra e debaixo da terra, João lamenta por não ver ninguém digno para proceder o ato.

Por que João lamenta? Talvez, porque se o livro não for tirado da mão daquele que se assenta no trono e aberto, não se pode iniciar o período seguinte. Que período? O da última semana de anos da qual falou o profeta Daniel (Dn. 9.20-27), que será tratado com mais detalhes no capítulo13. Se esse período não tiver início, Israel e os demais moradores da terra não poderão se salvar, daí o desespero do apóstolo. Grande parte do que se encontra neste rolo, está relacionado com a salvação dos que ainda se encontram na terra. Jesus se apresenta como um Cordeiro que havia sido morto, não somente para resgatar os que viveram e morreram até o arrebatamento, mas também para salvar todos os que ainda habitarão a terra até os confins dos tempos. “Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação...”.

Alguns, de forma equivocada, afirmam que esse livro seria o livro da vida (Fp. 4:3; Ap.  3:5; 13:8; 17:8; 20:12,15; 21:27) ou o livro do Cordeiro (Ap.21.27/ Ap.13.8). Esse é um livro no qual se encerra a vontade final de Deus que não está oculta, uma vez que se encontra escrita por dentro e por fora dele, mesmo porque muitos dos eventos que se seguirão estão revelados em muitos livros do Velho Testamento e também do Novo. A vontade de Deus para esse período será cumprida com o desatamento dos selos; sua vontade é salvar, mesmo que pela dor e pelo desespero da Tribulação.

Ninguém era digno de abrir o livro e desatar-lhe os selos porque o único que morreu e ressurgiu dos mortos para conceder a salvação é o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi, o Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo. Um Cordeiro com sete chifres revela o poder perfeito do Senhor Jesus para salvar. Em vários textos bíblicos, chifre tipifica força e poder. Os sete olhos do Cordeiro tudo penetram, olhando com amor  os que ainda estão sobre a terra após o arrebatamento, por isto Ele se apresenta para salvá-los.

Capítulo seis

Abrem-se os selos

Os selos, que serão abertos pelo Cordeiro, são juízos que virão e objetivam levar os homens ao arrependimento. Quando Jesus abre o primeiro selo, um dos seres viventes anuncia a primeira séria de julgamentos que ocorrerão durante a Grande Tribulação.

No mundo antigo, os selos eram usados para lacrar os pergaminhos e documentos, só os investidos de autoridade poderiam abrir documentos oficiais; o lacre, aberto nesse momento, por aquele que tem autoridade para fazê-lo, dará início aos eventos da Grande Tribulação..

Vem! Foi a ordem dada a um ser que monta um cavalo branco. Esse cavaleiro vem para conquistar o mundo, traz uma coroa na cabeça e em sua mão um arco sem flechas. O  fato dele estar montando um cavalo branco, da mesma maneira que Cristo no capítulo 19.11, demonstra que ele tenta imitar o verdadeiro Cristo com a intenção de enganar as pessoas que habitam a terra.

Esse primeiro cavaleiro é o anti Cristo que, no início da tribulação, vem para conquistar o mundo sem uso de força, como fica bem evidenciado pelo arco sem flechas que ele tem na mão. De início, o anti Cristo dominará pelo uso do engano, da lisonja e da sedução política. Ele tentará explicar o arrebatamento da igreja com mentiras que já estão sendo preparadas desde agora[10], e implantará uma falsa paz, iludindo os moradores da terra de que os problemas sociais e políticos mundiais serão resolvidos por ele. Usando de estratégias políticas e democráticas enganará a muitos.

O anti Cristo será o grande inimigo de Cristo. Esse termo só é usado por João (1°Jo. 2.18,22 / 4.3 / 2° Jo. 7), referindo-se a um ser que será fruto da operação do erro presente no mundo, essa ação se dará através da ação política, financeira e pela religião ecumênica e esotérica, através de organizações tais como os Illuminatis[11], o Banco Internacional, A Opus Dei, a Maçonaria, O Movimento Nova Era, a Máfia, o Clube de Roma e a Apostasia de igrejas mortas na fé. Dessa união demoníaca surgirá a igreja mundial com seu líder (O Falso Profeta) e o governo mundial com o seu líder (O anti Cristo). Em conseqüência do aparecimento do anti Cristo, acontecerá uma grande guerra mundial, que trará  fome, miséria e morte, como será visto mais adiante.

Este cavaleiro, montado no cavalo branco de Apocalipse 6, não é o Senhor Jesus presente no capítulo 19. Veja as seguintes diferenças, baseadas na revista Os quatro Cavaleiros, Editora Chick Publications, de 1994:

Apocalipse seis

Apocalipse dezenove

No versículo um, o cavaleiro de branco saiu de um dos selos que foi aberto por Jesus;

No versículo onze, o Cavaleiro sai do céu;

No versículo dois, o cavaleiro não tem título próprio;

No versículo dezesseis, Jesus tem o título de Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

No versículo dois, o cavaleiro tem um arco sem flechas, não tem armas; seus seguidores lutam por ele.

No versículo quinze, Jesus tem uma espada para ferir as nações;

No versículo dois, o cavaleiro tem uma coroa que lhe foi dada;

No versículo doze,  Jesus tem várias coroas (diademas);

Do versículo quatro ao oito, a destruição e o inferno seguem esse cavaleiro;

No versículo quatorze, os exércitos de Deus seguem a Cristo;

Concluindo: Esse cavaleiro é o falso Cristo, “O antiCristo”.

Concluindo: Esse Cavaleiro é o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

 

 

 

Quando o segundo selo for aberto surgirá um cavaleiro montado em um cavalo vermelho, que tem autoridade para tirar a paz do mundo. A cor vermelha na bíblia é tipo do pecado (Is.1.18). O arrefecimento do amor no mundo, gerará uma guerra mundial sem precedentes. A cor vermelha também é usada como símbolo do ateísmo, pregado durante muito tempo pelos comunistas das antigas repúblicas soviéticas e seus satélites. Esses ateus sempre sonharam com um governo mundial. Essa guerra dará início a segunda etapa da Grande Tribulação. Dn. 9.26b

Quando o terceiro selo for aberto, surgirá um cavaleiro montado em um cavalo preto, levando uma balança em suas mãos. Balança significa controle e lembra do equilíbrio mundial que deve haver nas finanças e na economia. 

Em conseqüência, da desordem causada pela guerra provocada pela ascensão do anti Cristo, surgirá uma tremenda carestia mundial nunca antes vista. Por força da destruição, causada pela guerra mundial que virá, diminuirá assombrosamente a oferta de alimentos; o mundo experimentará uma  onda de fome  como nunca existiu.

Quando o quarto selo for aberto, surgirá um cavaleiro montando em um cavalo amarelo chamado morte, o inferno o seguirá e ele receberá autoridade para matar a quarta parte da população da terra.

Levando-se em consideração que o mundo contava em 2007 com uma população em torno de seis bilhões e seiscentos milhões de pessoas, esse cavaleiro mataria, nesta época, mais de um bilhão e meio de pessoas, sem levar em consideração os animais, pois, o texto diz que ele veio para matar a terra, não se referindo apenas aos humanos.

O seu poder para matar é pela espada, pela fome, por pragas (doenças) e pelas feras da terra. Os oito milhões de mortos da Primeira Guerra Mundial e os cinqüenta e cinco milhões da Segunda, não seriam nada comparado a esse morticínio terrível. Conforme será visto mais adiante, outros seres serão levantados para causar mais mortes e destruição na terra, além das provocadas por esses quatro cavaleiros. Ap. 8.1; 9.15

Parece que os acontecimentos relacionados aos seis primeiros selos estão relacionados com os fatos que ocorrerão durante a primeira metade da Grande Tribulação. A segunda metade terá início com a abertura do sétimo selo no capítulo oito.

 

O aparecimento do anti Cristo ocorrerá no início da Grande Tribulação, mas a consolidação total do seu poder só se dará nos últimos três anos e meio. O anti Cristo é identificado na Palavra de Deus com vários nomes, quais sejam: homem da iniqüidade; filho da perdição; o iníquo; a besta; homem vil; o assolador; pastor inútil; rei arrogante; príncipe que há de vir; rei de duro semblante; pequeno chifre; Gogue; príncipe maior de Meseque e Tubal. Dn.7.8;8.23;9.26,27;11,36/ Mt.24,15/ 2°Ts.2.3;2.8/ Ap.11.7;13.1;14.9;15.2;16.2;17.3,13,19.20;20.10/ Zc. 11.16-17/ Ez.39.1;3/ AP.13.5

Entende-se que o poder do anti Cristo surgirá de uma confederação de dez nações (Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão...Dn 7 24), (Vi uma besta que saía do mar. Tinha dez chifres e sete cabeças, com dez coroas... Ap. 13.1. O texto dá a entender que o anti Cristo se firmará pela força, aplicando um golpe sobre três reis que podem tê-lo traído ou lhe feito oposição.(...Vi  outro chifre, pequeno, que surgiu entre eles e três dos primeiros foram arrancados para dar lugar a ele..., ...E depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis.  ...Foi-lhe dada autoridade para agir quarenta e dois meses.). Ap.7.8/ Dn. 7.24/ Ap.13.5

O arco que o anti Cristo tem na mão, símbolo do seu poder lisonjeador, será tirado por Cristo.  Ez.39.3. O nome deste iníquo sugere que ele fará tudo para se opor ao verdadeiro Cristo, usará de lisonjas e falsos milagres para enganar se possível os próprios escolhidos.

Por isso Jesus adverte em Mateus que a sua aparição será como um relâmpago que sai do oriente e se mostra no ocidente; as pessoas da época do anti Cristo, se levarem em conta essa advertência do Senhor, não serão enganadas pelos muitos anti Cristos que surgirão na terra durante o tempo da Grande Tribulação. Mt. 24.24;26

O apóstolo Paulo ensinou que o homem da iniqüidade será uma pessoa normal como qualquer outra, todavia, a característica desse indivíduo é que ele se levantará contra tudo o que se chama Deus ou objeto de culto. Sua petulância crescerá tanto que se autodenominará Deus; ele não é satanás mas será usado segundo a eficácia dele e, logo após, ferido de morte, ressuscitará totalmente possesso por satanás. 2° Ts. 2.9 / Ap.13.2, 3/ Dn.11.36/ 2°Ts.2.4. Ele é o derradeiro desafio de satanás para se apossar do reino de Cristo. Algumas visões do Apocalipse apontam para a luta final entre o bem e o mal, entre a Verdade e a mentira, entre o Deus verdadeiro e o “deus” deste mundo.

Não é propósito desse trabalho apontar quem é ou será o anti Cristo, mas tão somente reconhecer que será alguém levantado por satanás com o propósito anteriormente referido, ou seja, opor-se de todas as formas a Deus.

Eduardo Mastral em o Filho do Fogo 2, pág. 232, relata algo muito importante a respeito do anti Cristo, trata-se de uma palestra proferida pelo líder da church satan (igreja de satanás) americana, proferida há cerca de quinze anos, onde se lê: “ o anti Cristo não será como Jesus que veio para os seus e esses não o receberam, o anti Cristo será espetacularmente bem recebido, todos os olharão e o aceitarão plenamente como solução para os seus anseios mais profundos. Ele falará muito do homem, da natureza humana, pregará o respeito á essa natureza, e aos desejos dela. E justamente por defender a essência humana é que convencerá a todos de que o mal que existe na sociedade precisa ser extirpado de uma vez para sempre e este mal é o Cristianismo, a origem de tudo o que é pernicioso, tudo o que vai contra os mais profundo anseios da raça humana. O anti Cristo trará plena liberdade e toda falsa moralidade será banida! Tudo o que for de Deus deixará de existir e será completamente esquecido. O anti Cristo mostrará que tudo o que gira em torno do Cristianismo é nocivo e contrário a uma sociedade plena, saudável e gloriosa. Então virá o momento tão esperado: dar-se-á início novamente à perseguição dos cristãos e desta vez será sem precedentes. Jamais a humanidade presenciou tal massacre, será um tempo de completa assolação até que se cumpra o propósito para o qual ele foi enviado. Isto é: destruir por completo e aniquilar tudo o que se chama pelo nome de Deus, tudo o que for sinal e resquício destes inomináveis cristãos. E, finalmente, lúcifer confrontará e derrotará o Cristo no Armagedom, destruí-lo-á  completamente!...mas para que tudo isso aconteça dentro do previsto, temos, cada um de nós satanistas, fazer a nossa parte. Tudo começa a nível regional, e quais são os principais passos regionais a serem percorridos? 1° - infiltrar as igrejas evangélicas, a fim de que estas sejam contaminadas e tornem-se inoperantes; 2° - assumir o domínio político, isto é, ocupar cargos e posições de liderança a fim de manipular a sociedade; 3°- é necessário que as bases da educação sejam afetadas. Afinal é através das escolas e faculdades que a mente das gerações será preparada e moldada para aceitar o anti Cristo e servir aquele que governará por trás dele. A mente de uma sociedade não se prepara do dia para a noite e nem com passes de mágica. Só o tempo faz o serviço completo e perfeito”.

 

Na abertura do quinto serão vistos os primeiros mártires santos do primeiro período da Grande Tribulação, que serão mortos pelo “crime” de se declararem seguidores de Cristo. As vozes desses mortos clamarão debaixo do altar pela justiça de Deus sobre os moradores da terra. Deus pedirá que eles esperem até completar o número daqueles que ainda hão de morrer pelo mesmo motivo. Esses primeiros mártires serão pessoas de todas as nações, tribos, povos e línguas.

Observa-se que o período que se inicia é um momento de batalha da luz contra as trevas, a batalha da verdade contra o engano. No momento em que densas trevas caírem sobre os moradores da terra, o Senhor sempre longânimo e compassivo se levantará. Ele, através de um povo fiel, como no princípio da igreja que foi arrebatada, lutará contra essas  trevas e pela segunda vez o mundo verá a profecia de Isaías se cumprindo: “O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão Resplandeceu a luz”. (Is.9.2).

Esta luz, que brilhou com o nascimento de Jesus, poderá ser vista nesta ocasião como a luz das testemunhas mártires que estarão sendo mortas na terra, e iluminará o caminho para a salvação dos que não seguirem o anti Cristo.  

Na abertura do quinto, o clamor dos mártires cujas almas embaixo do altar clamam por justiça será ouvido. Esse clamor só será atendido no capítulo 16 por ocasião do terceiro flagelo, onde se lê: “Tu és santo Senhor, tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas cousas (as cousas que estavam acontecendo durante a tribulação), porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber...”. AP.16. 5-6. (Grifo nosso). Os mortos foram aqueles que se recusaram a receber a marca da besta.

Após a abertura do sexto selo pelo Cordeiro, acontecerão coisas fantásticas sobre a terra, começando por um grande terremoto, tão extraordinário que todos os montes e ilhas serão movidos dos seus lugares. Esse tipo de terremoto, segundo os geólogos, é impossível de acontecer, a não ser se o globo for sacudido e é exatamente isso o que acontecerá, a terra sairá do seu eixo normal[12] , o sol se tornará negro, a lua da cor de sangue e as estrelas do céu cairão na terra (uma grande chuva de meteoros). O mundo presenciará o começo do fim do reinado usurpador de satanás. Is.24.20

Será que os santos da tribulação serão atingidos por esses cataclismos?   a resposta está no capítulo 7. 3: “ ...Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos em suas frontes os servos do nosso Deus”.  Este selo colocado nos santos da Grande Tribulação pelo Espírito Santo, através dos anjos, será necessário por causa da ira do Cordeiro e da cólera de Deus. O selo deve garantir alguma forma de proteção aos seus possuidores.“...Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa  dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela. Matai a velhos, a moços e a virgens, as crianças e as mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal não vos chegueis...” Ez. 9. 4-6.

Pelas coisas fantásticas que aconteceram, durante a abertura do sexto selo, João ficou ansioso e angustiado ante a iminência da abertura do sétimo selo, porém, houve um intervalo de tempo, que no mínimo soa curioso, uma vez que a Palavra diz que os seres angelicais louvam dia e noite o Todo-poderoso, sem cessar, mas agora há um intervalo, um silêncio no céu de meia hora, ante a expectativa das coisas que acontecerão em seguida. No capítulo  esses acontecimentos serão melhor explicados. Ap.8.1

Capítulo sete

Os 144.000 Selados -  A visão dos glorificados

Na última semana de anos da profecia de Daniel nove, Deus levantará 144.000 judeus para pregar o evangelho durante a Grande Tribulação, 12 mil de cada tribo. Deus passará a lidar com Israel que se tornará na grande testemunha do Deus verdadeiro em um mundo envolvido pelas trevas da religião do falso profeta. Nesta ocasião, os judeus deve estar com o seu templo reconstruído.

Os capítulos 4 – 11 do Apocalipse abrangem os acontecimentos da última semana de anos de Daniel, que termina com o retorno de Cristo para reinar em Israel sobre todas as nações. Esta informação está contida no capítulo 11.15, onde se abre um parenteses até o capítulo 20.3, para revelar os autores envolvidos e os acontecimentos que culminaram com o retorno do Senhor.

Antes que acontecesse mais destruição na terra, Deus determina nos capítulos 7 e 14, que os seus seguidores sejam selados para proteção. Os primeiros a receberem esse selo foram os 144.000 judeus evangelistas, convertidos ao Messias Jesus. O número 144.000 (12x12x1000) simboliza o número total do povo que pertence a Deus, pois 12 representa o número do povo de Deus (12 tribos de Israel e os 12 apóstolos de Jesus), e 1000 é um número que significa totalidade, logo 12 x 12 x 1000 = 144.000.

A partir do versículo 9, será visto o resultado da pregação dos 144.000; o texto assim o relata: “Depois destas cousas vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono...Quem são esses e donde vieram?...são estes os que vieram da Grande tribulação , lavaram as suas vestes e as alvejaram no Sangue do Cordeiro...” (Ap. 7.9-17). Esta multidão em volta do trono glorifica Deus em um grande festival de adoração, por que venceram e foram achadas dignas. O capítulo 14, verso 13, descreve uma bênção para os que estão morrendo na terra por causa do testemunho que estão sustentando: “Então ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”.

O professor Wim Malgo, na sua lição sobre os 144.000, observa: “Biblicamente, o número 144 significa “abrigo”. Quando se descreve a Jerusalém celestial, está dito em Apocalipse 21.17 que a medida da muralha que a envolve é de 144 côvados. E quem se encontra abrigado nessa Jerusalém celestial é intocável para o inimigo. No salmo 144 , Davi enumera o que o Senhor é para ele: “Fortaleza minha, meu alto refúgio, meu escudo” (v.2). Quando Davi teve que fugir de Saul, ele se escondeu na caverna de Adulão (esconderijo), que também  tem o valor numérico de 144 em hebraico. O 144° versículo do Antigo Testamento (Gn 6.6) fala de uma dor que penetra até a maior profundidade, isto é, até no coração de Deus, que ordena a construção da arca como abrigo...Porém Noé achou graça diante do Senhor (v.8), assim, também os 144.000 selados permanecerão abrigados e ocultos com Cristo em Deus, até o seu arrebatamento”. (não confundir com o  arrebatamento da igreja que já se processou anteriormente). Ap.14.1

Nesta época, estará imperando na terra um sistema apóstata, ou seja, uma igreja falsa denominada Jesabel (Ap.2.20-23) e meretriz (Ap.17 e 18).

As pessoas salvas durante esse período, que não se deixaram macular por este sistema religioso serão chamadas seguidoras do Cordeiro. Foram redimidas dentre os homens, são primícias para Deus e para o Cordeiro. Por causa do seu testemunho serão decapitadas. Ap.20.4

Nessa época, não haverá lugar para os claudicantes. "Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu". I Reis 18:21

No versículo 9 está descrito que uma grande multidão, que não se podia contar, foi salva. É interessante que no capítulo 9.16, fala-se de um exército de duzentos milhões. Ora, levando-se em consideração que conseguiram contar duzentos milhões e não puderam contar a multidão dos que foram salvos do capítulo 7, deduz-se que essa multidão, em muito, superou o número dos duzentos milhões.

Louvado seja o Senhor Deus, porque só Ele poderia, no meio de tanta calamidade, salvar tantos. Mais uma vez o Altíssimo provará ao diabo que o vencedor não será ele e suas hostes malignas.

 

Existe uma minoria que defende a tese de que só os judeus serão salvos durante a Grande Tribulação. Pergunta-se: Hoje, o número de judeus em Israel é de cinco milhões e meio; no mundo, contando com os de Israel, não passam de dez milhões; como  explicar essa multidão de salvos em Apocalipse 7, que não se podia contarIsto, levando-se em consideração o absurdo de que todos os judeus se converteram, o que parece pouco provável.

No capítulo 14.13 vemos::“ Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor... para que descansem de suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”. A Escritura não diz: bem-aventurados os judeus que morrem no Senhor, mas os mortos, ou seja, toda e qualquer pessoa que morrer no Senhor durante a Grande Tribulação.

Eis algumas passagens que evidenciam que haverá salvação durante a Grande Tribulação: Ap.6.9-11/ Ap.7.9-11/ Ap.12.17/ Ap. 14.13/ Ap.15.2/ Ap.20.4/ (Joel 2.32 onde se lê que aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo. )

A mensagem dos cento e quarenta e quatro mil parece estar relacionada com uma explicação do que estará acontecendo naqueles dias, dos juízos divinos sobre aqueles que não se arrependerem, porque, mais de uma vez, está registrado que os homens não se arrependerão apesar dos sofrimentos.  Ap.9.20,21/ 16.9;11

Os mártires deste período não serão mortos apenas pelo anti Cristo, mais também pela meretriz (o sistema religioso implantado pelo falso profeta que alcançará grande influência sobre os líderes do mundo): “Então vi a mulher (Babilônia) embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus...” Ap. 17.6 (Grifo nosso).

Capítulo oito

O sétimo selo e as trombetas

Deus tem todo o controle sobre o que acontece nos céus e na terra e esse poder é demostrado pela vitória do Seu Cristo sobre satanás, que verá subjugado o seu “reino” pelo qual tanto lutou.

No capítulo 4, Deus é revelado como o Criador que merece toda a adoração por parte dos seres que Ele criou. No capítulo 5 é o Cordeiro de  Deus que aparece como aquele que venceu para dar vida eterna a todos os que o aceitarem e por isso, também, é merecedor de toda adoração, honra e louvor. O poder de satanás e de suas hostes malignas está limitado à vontade de Deus; o resultado de todas as batalhas e situações encontradas no período é predeterminado pela onisciência de Deus que está no comando.

O Cordeiro de Deus abre o sétimo selo. A conseqüência desse ato é tão aterradora que aconteceu um fato inusitado no céu, realmente algo incomum: a adoração a Deus silenciou por meia hora ante à expectativa das coisas que iriam acontecer na terra. O silêncio é espantoso, em nenhuma outra passagem bíblica se achará algo assim.

O Senhor revela-se como juiz do mundo, que derramará fogo do Seu altar, sobre os moradores da terra. ”horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Hb. 10.31

O período de meia hora, pode estar relacionado a um tempo de espera final que Deus estaria concedendo aos homens para arrependerem-se de suas más obras, antes que Ele determinasse o cumprimento dos terríveis flagelos que virão em seguida. Mas os homens não se arrependerão, pelo contrário, continuarão a derramar o sangue das testemunhas de Jesus e a cometerem todo tipo de torpeza e blasfêmia.

Sofonias e Pedro revelam que a terra será purificada pelo fogo.”mas PELO FOGO do seu zelo será devorada toda a terra; porque certamente fará de todos os moradores da terra uma destruição total e apressada”;  “mas os céus e a terra de agora, pela mesma palavra, têm sido guardados para o FOGO, sendo reservados para o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios”. Sf.1.18/ 2° Pd.3.7

 

Sete anjos se postarão diante do Senhor e receberão sete trombetas e, após o fogo do altar ser lançado na terra, será tocada a  primeira trombeta. O toque das trombetas em Israel era ordenado para convocação do povo e para servir de alerta a ataques inimigos. Nm. 10

Necessário é observar o tempo cronológico. As trombetas, segundo os melhores escatologistas, são eventos relacionados ao primeiro período da Grande Tribulação. A sétima trombeta dará início ao segundo período, quando os céus serão abertos para que sejam derramadas as taças da ira de Deus (capítulo 16), em resposta às orações dos santos que pediram para Deus vingar o sangue dos mártires da tribulação até então derramado por sobre a terra.

Os eventos que se seguirão serão progressivos, desde  a abertura dos selos, até o evento final que será a volta de Cristo em glória no capítulo 19.

As trombetas de Coríntios e Tessalonicenses são as mesmas e foram usadas para anunciar o arrebatamento da igreja. O fato de Coríntios dizer que é a última trombeta não deve ser confundido com a sétima trombeta de Apocalipse. A trombeta de Coríntios é a última para a igreja. As trombetas para a igreja são de chamado, enquanto as trombetas de Apocalipse são de ataque, anunciando juízo sobre a terra. (1°Cor. 15.52 e 1°Ts. 4.16,17)

Desse modo, não se pode considerar que as três primeiras trombetas de Apocalipse foram tocadas com a igreja ainda presente na terra, como querem alguns poucos  evangélicos que afirmam que, tão somente, na quarta trombeta é que igreja não estará mais presente. Se assim fosse, a igreja passaria pelos menos pela primeira parte da Grande Tribulação.

As trombetas não tocaram até que o anjo ofereceu o incenso e jogou fogo do altar sobre a terra, ocasionando trovões, vozes, relâmpagos e um terremoto. Esse momento não pode ser visto com a igreja ainda na terra, sob pena de se aceitar que ela passará por uma parte da tribulação. Assim, conclui-se que a última trombeta, de 1° Cor. 15.52 não é a sétima de Apocalipse 10.7.

 

 

Este entendimento, baseia-se em muitos comentaristas escatológicos, principalmente no ensino do professor N. Laurence Olson, onde se lê o seguinte: “A trombeta de 1° Co. 15.51 e a sétima trombeta do Ap.10.7 e Ap.11.15-19 não são idênticas. A trombeta de 1° Cor. 15.52 tem a ver com o mistério do arrebatamento da igreja, assunto que Paulo tratou ao escrever a primeira carta aos Tessalonicenses 4.16-17. O soar dessa trombeta é coisa instantânea, ao passo que a trombeta mencionada em  Ap. 10.7 e 11.15-19 é de juízo sobre a terra. É relacionada ao mistério de Deus, de amplitude muito vasta, abrangendo até o desfecho final do grande plano milenar de Deus, que reúne o reino milenal de Cristo, o juízo das nações, o galardão dos crentes, a ressurreição dos últimos grupos de ressuscitados durante a Grande Tribulação, e mesmo a ressurreição dos incrédulos, ou seja, a segunda ressurreição. O que se nota a respeito dessa trombeta é que ela representa um período de tempo e não apenas um toque instantâneo, como é o caso da outra trombeta em 1° Cor. 15.52. A referência de Ap. 10.7 diz: ... nos dias da voz do sétimo anjo...” Esses dias incluem realmente as sete taças da ira de Deus e levam-nos até  ao cap. 20 do Apocalipse. Mas a trombeta de 1° Cor. 15.52 soa antes da Grande Tribulação”.

Adam Klarke sugere que Paulo, ao descrever a ressurreição, lançou mão duma fraseologia puramente judaica, pois os rabinos ensinavam que a ressurreição realizar-se-ia numa série de toques de trombeta. O sétimo seria quando os mortos se levantariam revestidos de corpos celestiais. Por essas razões, opino que seria forçar a interpretação dessas passagens dizer que a última trombeta mencionada por Paulo em 1° Cor. 15.52, seja a mesma trombeta de que fala João em Ap. 10.7 e ll.15-19, ensino que teria como alvo indicar que o arrebatamento da igreja e a ressurreição dos mortos crentes (a primeira ressurreição) se realizaria  no meio da Tribulação ou mesmo depois da mesma.”

A conseqüência do toque da primeira trombeta foi a destruição, por meio de granizo e fogo misturados com sangue, de um terço das árvores e dos vegetais da terra. A maneira como João descreve esses elementos deve ser considerada com relação à época em que ele escreve. Eles podem muito bem ser  descrições de armamentos modernos que João não soube bem como qualificá-los. Hoje se sabe de armas que destroem pelo fogo. Não deixe de observar que o granizo e o fogo estavam misturados com sangue. Esse sangue pode ser das vítimas da guerra que se alastrou por todo o mundo como conseqüência da ação do cavaleiro vermelho de Ap. 6.4.

 

Muitos países buscam dominar a tecnologia da bomba atômica e alguns já a possuem, como por exemplo: Estados Unidos, Rússia, China, França, Inglaterra, Índia, Paquistão e Israel. Sabe-se que existem bombas nucleares para destruir a terra mais de uma vez.

A destruição de alimentos vegetais, que estavam no campo, por meio desta saraiva trouxe mais fome a terra  Ap.6.6

O juízo da primeira trombeta cai sobre a terra, o juízo da segunda, como será visto adiante, cai sobre o mar, o juízo da terceira cai sobre os rios e o da quarta trombeta afeta o Sol, a Lua e as estrelas.

Não se deve esquecer o ensino sobre as coisas futuras de Colossenses 2, tratado anteriormente. A destruição que se vê hoje em dia na terra, que praticamente já destruiu mais de um terço das árvores e dos vegetais do mundo, são apenas um pequeno exemplo do que acontecerá por ocasião dessa destruição que acontecerá após o toque da primeira trombeta; a destruição atual é gradual, essa que é apresentada aqui é instantânea, vem, de repente, sobre a terra.

Mais uma vez é necessário insistir que esses eventos não podem já ter acontecido, senão a igreja estaria vivendo no meio da  Grande Tribulação.

Quando o outro anjo tocou a segunda trombeta, algo como uma montanha ardendo em chamas foi atirada no mar, cuja terça parte se tornou em sangue e morreu a terça parte da vida marinha e um terço das embarcações foram destruídas.

O que caiu no mar foi como uma montanha ou monte, logo não era uma montanha, nem um monte, talvez fosse algo vindo do espaço como um grande meteoro, quem sabe um ônibus espacial cheio de armas atômicas, ou algum satélite ligado a guerra nas estrelas, também cheio de armas mortíferas que explodem no mar. Não há como afirmar com certeza o que caiu no mar, qualquer coisa nesse sentido é pura ficção científica do tipo Issac Asimov.[13]

A conseqüência  foi  tão violenta que um terço da vida do  mar morreu. Não foram apenas os peixes que morreram, mas também os planctons, os corais, as algas, as baleias e outros seres que vivem nos mares.

Imagine-se o resultado disso para um mundo que já estava sofrendo com a fome, ter tido tantos peixes e alimentos marinhos destruídos.

Existe uma corrente que defende já ter acontecido o toque da segunda trombeta, porque o mar já teria perdido mais de um terço de sua vida. Mas, não foi só isso o que aconteceu; um terço dos navios que estavam no mar também foram destruídos de uma só vez.

Não se conhece na história mundial, um dia em que algo vindo do  espaço e caindo no mar tenha destruído um terço dos navios de uma só vez, nem mesmo nas grandes guerras marítimas que foram travadas nos oceanos, viu-se algo assim.

Não se pode considerar a profecia pela metade e torcer o que está escrito. Com certeza, e essa é uma das poucas passagens do Apocalipse onde se pode afirmar algo, a segunda trombeta não tocou, mesmo porque a igreja ainda se encontra na terra.

É interessante observar que os juízos das trombetas são progressivos em sua intensidade, vão aumentando aos poucos, parece que Deus quer dar tempo para os homens  arrependerem-se.

Na terceira trombeta, os rios e as fontes de águas foram gravemente atingidos por uma grande estrela em chamas. João definiu o que viu como uma estrela queimando como uma tocha. O que atingiu as águas doces foi algo que ele chamou de absinto (pequena erva amarga).

Considerando-se que a presente análise, levou em consideração que uma guerra mundial iniciou-se com o surgimento do cavalo vermelho do capítulo 6, o que atingiu essas águas pode ter relação com essa guerra.

Quem sabe não foi uma bomba biológica[14] ? Uma vez que várias pessoas, que tomaram dessas águas morreram envenenados.

O mundo, que nessa ocasião já estará sofrendo com a fome, também passará sede. “E secarão as águas do mar, e o rio se esgotará e ressequirá. Também os rios exalarão mau cheiro e se esgotarão e secarão os canais do Egito; as canas e os juncos murcharão.  A relva junto ao rio, junto às ribanceiras dos rios, e tudo o que foi semeado junto ao rio, secará, será arrancado e não subsistirá. E os pescadores gemerão, e suspirarão todos os que lançam anzol ao rio, e os que estendem rede sobre as águas desfalecerão.  Is. 19.5-7

Não se deve deixar de considerar a possibilidade de ter sido algo natural ou até mesmo sobrenatural que atingiu as águas doces.

A partir do toque da quarta trombeta, preferiu-se observar alguns fatos como sendo de ordem cósmica, porque o texto diz que o Sol, a Lua e as estrelas foram feridos[15], o que impossibilita uma análise visando explicar que o escurecimento desses elementos tenham sido causados pela poeira nuclear de explosões, ocasionadas pela guerra mundial, como querem alguns.

O Senhor Jesus, em Lucas 21.25-26, disse, referindo-se a essa época, que: “Haverá sinal no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas, haverá homens que desmaiarão de terror pela expectativa das cousas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados ...”

Isaías também faz um relato impressionante, quando escreve: “Eis que vem o dia do Senhor, dia cruel, com ira e ardente furor...porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz, o sol logo ao nascer se escurecerá e a lua não fará resplandecer a sua luz”. Is.13.9-10

Ezequiel escreve: “...Cobrirei os céus, e farei enegrecer as suas estrelas, encobrirei o sol com uma nuvem, e a luz não resplandecerá a sua luz...vestirei de preto todos os brilhantes luminares do céu e trarei trevas ...” Ez.32.7-9

Os juízos vão sendo executados de forma gradativa; a culminação dessas coisas se dará no final da Grande Tribulação, pouco antes da volta do Senhor Jesus.

 

 

Deus, nos dias atuais, está como um diretor de teatro, preparando o mundo para esses acontecimentos. Ele está montando o cenário dos últimos dias, quando irá tratar com Israel, para que esse se converta de todo o seu coração ao Messias, Ieshua Ben Davi (Jesus Filho de Davi).

Em Apocalipse 8.13, é visto uma águia voando e proferindo três ais sobre os moradores da terra, antecipando os últimos e mais graves juízos das trombetas. Essa águia voa no meio do céu, a habitação do Senhor;  não é a ave de rapina que conhecemos, esta ave parece não ser do mundo animal, antes está relacionada a algo espiritual, como por exemplo os filhos de Deus, em Isaías, que sobem como asas de águia. IS.40.31

Pelo entendimento de muitos escatologistas, essa águia é tipo da igreja arrebatada por Jesus que, no céu, juntamente com o Cordeiro, os anjos e os anciões, participa da proclamação dos eventos escatológicos  que foram predeterminados por Deus Pai.

 

CAPÍTULO NOVE

Quinta trombeta – O poço do abismo

Os homens, apesar de todo castigo recebido, não se arrependeram das suas obras más,  a partir deste capítulo os juízo serão agravados sobre essa geração perversa e corrompida.

 Conseqüentemente, assim que o quinto anjo tocou a sua trombeta, o abismo (abyssos = profundo), prisão dos demônios (Lc.8.31), foi aberto por uma estrela que caiu do céu (um anjo caído, talvez satanás). Do poço saíram gafanhotos com rostos de homens (demônios).

Os homens, que não possuíam o selo de Deus, foram feridos e atormentados por esses demônios de aparência terrível. Durante cinco meses, buscaram a morte para si, mas essa fugiu deles. Eles não conseguiram suicidar. Deus deve ter colocado nos seus corações um medo que os impediu de consumarem esse ato.

Esses demônios foram liderados pelo príncipe do abismo, cujo nome abadom (hebraico) ou apoliom (grego) que significa destruição. Os homens viram esses seres malignos e procuraram fugir deles e não conseguiram; foram atormentados por eles, porém, não mortos.

Foi o primeiro ai, proferido pela águia  que voava no meio do céu, faltando ainda outros dois.

Nessa época, os demônios estarão totalmente livres para operar com toda a força maligna na terra, sabendo que lhes restam pouco tempo. Satanás aumentará cada vez mais o seu ódio pelos moradores da terra, trata-se do domínio das trevas. Entra-se, desse modo, na metade final da Grande Tribulação. É apenas a preliminar da última etapa que será muito mais terrível do que a primeira.

Os homens não se arrependeram e continuaram  blasfemando o nome de Deus. Por isso o juízo aumentou mais e mais em intensidade.

sexto anjo tocou a sua trombeta e ouviu-se uma voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro, ordenando ao anjo: “Solta os quatro anjos que se encontram amarrados junto ao rio Eufrates”. Estes são anjos demoníacos, particularmente poderosos, que estavam amarrados para uma missão especial designada por Deus: “matar a terça parte dos homens no ano, mês, dia e hora aprazados”.

Alguns analistas vêem no relato do versículo 16, que fala de um exército de duzentos milhões, soldados humanos de algum país do oriente lutando em uma guerra convencional com armas poderosas. Porém, pelo relato proferido nos demais versículos, neste estudo, preferiu-se vê-los como um grande exército de demônios que estavam presos, juntamente com os outros quatro do Rio Eufrates.

Devido a descrição desses seres, quais seja: “...cavaleiros com couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre. As cabeças dos cavalos como cabeças de leões e de suas bocas saíam fogo, fumaça e enxofre...”; preferiu-se defini-los como seres espirituais, atuando em meio a uma grande guerra, provocando grande morticínio.

Não se visualiza no mundo atual, nenhum país com potencial para um exército tão numeroso, mesmo a China com um população de mais de um bilhão de pessoas. Só para se ter noção do que seria isso, o exército brasileiro tem um efetivo de apenas 205[16] mil homens. Todavia, não se pode desconsiderar a possibilidade de tal exército ser levantado no futuro. Apesar de todo o morticínio havido com a operação desses seres repugnantes, os homens continuaram não se arrependendo dos seus feitos, seus corações continuaram a se endurecer contra Deus.

Essa guerra, onde esses demônios estarão operando poderosamente, será melhor analisada no capítulo 16, por ocasião do sexto flagelo, quando será visto o Rio Eufrates  secar-se para que um grande exército, vindo do oriente, possa atacar Israel.

Por estar envolvido o Rio Eufrates, deduz-se que esse embate se dará no Oriente Médio. Na presente análise, o mundo continua envolvido em um turbilhão de ações demoníacas; a guerra iniciada pelo cavalo vermelho do início do capítulo 6 culmina no Armagedom, onde o anti Cristo atacará Israel. Porém, suas tropas serão aniquiladas, conforme escrito em Ezequiel 39: “Naquele dia darei ali a Gogue um lugar de sepultura em Israel, o Vale dos Viajantes ...Durante sete meses estará a casa de Israel a sepultá-los, para limpar a terra.”

 

 

 

CAPÍTULO DEZ

João e o livrinho

Entre a sexta e a sétima trombeta existe um parêntese.  João recebe de um anjo forte um livrinho aberto para comê-lo. O anjo profere com grande voz sete trovões, ouvidos por João que foi impedido de revelar os detalhes do que ouvira.

Existe muita polêmica sobre que livrinho seria esse, alguns acham que é outro livro com juízos, outros que seria o livro de Daniel com a revelação das setenta semanas. Há ainda os que defendem que ali estão os selos que serão abertos mais adiante. E outros, a  maioria, acham que se trata da Bíblia.

O que falaram os sete trovões nada se sabe, talvez sejam revelações de mais juízos da parte de Deus. João, após a ordem do anjo, comeu o livrinho, que lhe foi doce na boca, porém amargo ao estômago.

O portador do livrinho, pela descrição apresentada, ou seja, um anjo poderoso, envolto  em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça, o rosto como o sol e as pernas como colunas de fogo, tão grande que seus pés estavam sobre a terra e o mar. Pode tratar-se  do próprio Senhor Jesus.  No Velho Testamento, a aparição do anjo do  Senhor, é aceita como sendo Jesus, por alguns teólogos.

João recebe o mesmo que Jesus havia recebido do Pai: a revelação das coisas que ainda haveriam de acontecer. No versículo onze está determinado o que ele teria que fazer após comer o livrinho: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis”.

As coisas doces que João profetizou seriam as promessas de Deus para os vencedores, como por exemplo: o reino milenar, a Nova Jerusalém, a nova Terra e o novo Céu. As amargas, às que lhe doíam no estômago, seriam as muitas tribulações que estavam destinadas para o povo de Deus que continuaria sucumbindo sob o poder do anti Cristo e as terríveis conseqüências para os incrédulos, durante a segunda e pior parte da Grande Tribulação.

 

CAPÍTULO ONZE

As duas testemunhas

João recebe do anjo forte um caniço para medir o santuário de Deus e a presença desse santuário na terra é a confirmação da reconstrução do templo revelado em Ezequiel 40, centro de adoração a Jesus durante o milênio. (Jesus deve ser o construtor do quarto templo)[17].

A construção do terceiro templo pelos judeus, certamente, levará à destruição ou a remoção do Domo da Rocha[18], e deve suscitar uma guerra entre Árabes e Israelenses que, em conseqüência, deverá envolver o resto do mundo.

Hoje, há os que defendem que o templo poderia ser construído ao lado do Domo da Rocha, mas, mesmo se isso fosse possível, os árabes não admitiriam isso, tendo em vista que crêem que todo o monte é santo e pertence ao povo árabe.

Existe um movimento chamado Fiéis do Templo, cujo líder, Dr. Gershon Salomon, um dos defensores mais conhecidos e declarados de um templo reconstruído, afirma: “Eu creio que essa é a vontade de Deus. Ele [o Domo da Rocha] deve ser retirado. Devemos, como sabem, removê-lo. Hoje temos todo o equipamento para fazer isso, pedra por pedra, cuidadosamente, embalando-o e enviando-o de volta para Meca, o lugar de onde veio”.

A bíblia ensina que houve dois templos de adoração em Jerusalém  - o de Salomão e o de Herodes - no futuro deverá haver mais dois, o templo do período da Grande Tribulação, que será construído pelos judeus e o que será construído por Jesus no milênio, onde a Shekinah[19] estará presente. O templo construído por Jesus será o centro  de Sua adoração por parte de todas as nações que para lá terão de subir no milênio. (...Eu o reconstruirei (o templo) em três dias...).Grifo nosso. Jo 2.19/ Is.2.3/ Ez.40.3/ Ez.41.1/ Ez.42/ Ez.43/ Is.56.7/ Is.60.7/ Is.66.20-23/ Jr.33.15-22/ Zc.14.16-21/  Dn.9.27/ Mt.24.15-16/ 2° Ts.2.3-4

Em Mateus 24, Jesus se refere ao templo reconstruído, ao dizer: “Quando virdes o abominável da adoração de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (lugar dentro do templo)...”. Da mesma maneira,  em 2° Tessalonicenses 2.4, Paulo também diz: “...o qual se levanta contra tudo que se chama Deus, ou objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário  de Deus...”, referindo-se ao anti Cristo e ao templo de Jerusalém.

O versículo 2 afirma que as nações pisarão o átrio exterior do templo por 42 meses, ou seja, três anos e meio que são os últimos dias da Grande Tribulação. Isso está relatado  do capítulo 11 ao 19 de Apocalipse, onde inclusive estão revelados alguns personagens  envolvidos em toda a Grande Tribulação, quais sejam: as duas testemunhas mártires, a mulher vestida do sol, o dragão, Miguel, os anjos, a besta que emerge do mar, a besta que emerge da terra, os 144.000 no monte Sião, o anjo com o Evangelho Eterno, Babilônia, os remidos vencedores da besta, a grande meretriz e por fim, Jesus em glória com seus exércitos celestiais.

Como existem três capítulos informativos que falam dos personagens envolvidos no conflito da Grande Tribulação, alguns leitores têm dificuldades de conseguir se situar entre os capítulos 11 e o  14. Para se entender melhor o período de que tratam esses capítulos e as ações ali desenvolvidas deve-se colocar o capítulo 15 logo após o capítulo 11.

Encontrar-se-á também outros capítulos informativos no livro, que são os capítulos 17    (descreve a grande prostituta), o capítulo 18 (narra a queda da grande Babilônia) e o capítulo 19 (tratar sobre a volta de Jesus para reinar na terra por mil anos).

O texto diz que no santuário há adoradores demonstrando que, ao iniciar-se o período mais negro da história da humanidade, ainda se poderá encontrar os que temem a Deus e intercedem diante do altar.

No local onde Abraão ia sacrificar Isaque está erigido o Domo da Rocha, conforme visto anteriormente. Desde o ano 70 d.C. que este local, em Jerusalém, próximo ao átrio exterior do templo, é pisado pelos gentios. Deus ordenou a João que não medisse esse local, ou seja, o átrio exterior, talvez porque, espiritualmente, esse lugar tipifique o local onde estão os que não temem ao Senhor.

 

No versículo 2 Jerusalém é chamada de cidade santa, pois, historicamente, lá se passaram as ações mais importantes para as três maiores religiões do mundo, o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo. No versículo 8, esta mesma cidade será chamada de Sodoma e Egito. O texto diz que este nome é espiritual, porque foi em Jerusalém que o Senhor Jesus foi duramente rejeitado e morto.

As duas Testemunhas receberão de Deus poder para profetizarem durante mil duzentos e sessenta dias. Na Bíblia, quarenta e dois meses são mil duzentos e sessenta dias. O mês judaico tem trinta dias; então a primeira metade da Tribulação tem a duração de três anos e meio. Essas testemunhas são descritas como as duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra, ou seja, Deus Todo Poderoso, o Eterno.

Levando-se em consideração que as duas Testemunhas estavam em pé diante de Deus, e que logo depois foram enviadas à terra para profetizarem, sendo mortas em seguida, conclui-se que não são anjos. Devem ser dois homens que não morreram e que foram arrebatados. Talvez sejam Enoque e Elias, que não experimentaram a morte, se não considerarmos os seus arrebatamentos como uma morte de acordo com  os textos de Gênesis 5 e 2° Reis 2.11.

Há os que defendem que um deles seja Moisés, por causa dos sinais que serão operados por eles, muito parecidos com os sinais que Moisés operou. O texto de Deuteronômio 34.6 relata que Moisés morreu e o Senhor o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor, e que ninguém sabe o lugar de sua sepultura.

As duas testemunhas são os dois ungidos descritos em Zacarias 4.14 que assistem junto ao Senhor. Elas  têm poder para fechar o céu, para que não chova durante os dias que profetizarem. Têm autoridade sobre as águas para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem.

Tiago 5.17 diz que Elias orou e durante três anos e meio não choveu, essa passagem é um exemplo do que o ” Elias” do Apocalipse poderá fazer. As duas testemunhas têm poder para transformar as águas em sangue e para trazer toda sorte de pragas sobre o mundo, como as que vieram sobre os egípcios por ocasião da partida dos filhos de Israel.

 

O ministério das duas testemunhas estará vinculado a salvação de Israel e será exercido mais precisamente em Jerusalém. Elas levarão, inicialmente, cento e quarenta e quatro mil judeus a aceitarem Jesus como o Messias Salvador, da mesma maneira que no passado, três mil judeus se converteram com a pregação de Pedro em Atos 2.41.

Muitos não entendem porque o estudo coloca as duas testemunhas antes dos 144.000, uma vez que esses aparecem primeiro no capitulo 7 como conseqüência do trabalho delas. Observando-se melhor, o capitulo 7 começa com  “depois destas coisas”. Mais uma vez, abre-se um parêntese na revelação para se apresentar algo que terá seu desfecho mais a frente. Da mesma maneira a multidão dos salvos que se observa nesse capítulo só se completará ao final da Grande Tribulação.

Há uma necessidade de se acomodar o tempo cronológico para se compreender a profecia, uma vez que os cento e quarenta e quatro mil só atuarão após o testemunho das duas testemunhas. O texto diz que elas profetizarão por três anos e meio, depois irão morrer e, após ressuscitarem, serão arrebatadas para o céu e os eventos continuarão acontecendo por mais três anos e meio, demonstrando assim, que elas só poderiam ter profetizado durante o primeiro período da Grande Tribulação.

Devido às comemorações e festejos que foram realizados pela morte dessas duas, Deus determinará que um grande terremoto destrua dez por cento da cidade de Jerusalém, onde morrerão sete mil pessoas.

O parêntese do capítulo 7 mostra uma grande multidão salva durante a Grande Tribulação. Esse espaço foi aberto para mostrar o maravilhoso despertar espiritual que haverá no mundo após o arrebatamento da igreja e que este sinal produzirá os milhões de salvos vistos até aqui.

Deus não é um ser tirano que permitiria que bilhões de pessoas sofressem sem uma causa ou um motivo real; com certeza o motivo principal da Grande Tribulação é operar salvação. “As misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã”. Lm .3.22-23

Em conseqüência da abertura dos sete selos, as trombetas tocarão, inclusive a sétima.

 

O capítulo 11antecipa o grande acontecimento que se dará, cronologicamente, apenas no capítulo 19, quando o Rei dos reis e Senhor dos senhores retornará para reinar na terra por mil anos.

Há um grande júbilo no céu porque os reinos do mundo passaram a ser de Jesus, os vinte e quatro anciãos glorificaram a Deus pela grande vitória sobre satanás e suas hostes malignas. Chega-se ao final dos eventos da Grande Tribulação, porém a narrativa prosseguirá, tendo em vista os outros acontecimentos que acontecerão durante este período e que não foram relatados ainda, tais como os juízos das taças, só o serão após os capítulos 12, 13 e 14 que são parentéticos.

Estes capítulos mostrarão os personagens envolvidos na trama. O capítulo 11.17 é uma antecipação do  que se dará  em seguida, ou seja, a vitória de Cristo sobre o dragão, finalmente relatada no capítulo 19.

Observando-se a cronologia do livro, a sétima trombeta do capítulo 11 só tocará no final da Grande Tribulação; o livro continuará relatando os acontecimentos que levarão a esse grande desfecho, como será visto a seguir.

CAPÍTULO DOZE

A Descrição dos personagens envolvidos.

De acordo com a narrativa do capítulo 12, os acontecimentos escatológicos giraram em torno da nação de Israel. Em  Lucas 21 é visto, na profecia relacionada a esses dias, algumas nações. Israel é simbolizado pela figueira e as nações pelas demais árvores.

O capítulo 12 mostra a situação de Israel no passado, presente e futuro e o ataque que o diabo irá fazer ao povo escolhido, visando destruir seus descendentes.

Logo após o arrebatamento da igreja, satanás estará livre para agir. Terá a permissão de Deus para enganar as nações, porque o Senhor estará indignado com elas por terem ferido e perseguido Israel, conforme o relato de  Zacarias 1.15. 

Os protagonistas principais desse capítulo são a mulher (Israel) e o dragão (satanás). A descrição da mulher vestida do sol e coroada com doze estrelas, mostra a supremacia que Israel tem sobre as demais nações, principalmente porque está com a lua sob os seus pés, ou seja, a sua glória é maior do que qualquer outra nação. Israel várias vezes foi descrito nas Escrituras Sagradas como uma mulher. Is. 50,1; 54,6; 62,4; 66,7; Jr. 2,2; 3,1; Ez. 16.32 e 23.4; Os. 2,16

As doze estrelas representam as suas tribos, como revelado no sonho de José, que viu onze estrelas se prostrando diante dele; ele  era a décima segunda e as outras seus irmãos que formariam Israel no todo.

O versículo 17 mostra que o diabo fará guerra à semente da mulher, ou seja, aos israelitas. O livro de salmos, no capítulo 84.11, compara Deus com o sol, logo, a mulher vestida do sol diz respeito a Israel vestido com a glória de Deus.

A mulher grávida que grita com dores de parto e dá a luz  um filho varão que há de reger todas as nações, demonstra que Israel sofreu muito para que dele nascesse o Messias Jesus, que regerá as nações. “Como a mulher grávida, quando se lhe aproxima a hora de dar à luz se contorce e dá gritos nas suas dores, assim fomos nós na sua presença, ó Senhor!”  Is. 26.17

 

Da mesma forma que o parto do Messias foi dolorido para Israel, também o será a instalação do reino messiânico.

Outro personagem descrito nesse capítulo é o dragão de cor vermelha (cor do pecado, conforme Isaías 1.18). É grande e tem dez chifres (devem ser dez reinos que formarão a base do império que é contra Deus e seu povo, conforme Daniel 7.24).

A sua cabeça tem sete diademas, demonstrando o poder que ele tem sobre os reinos desse mundo tenebroso. Esse ser repugnante tem uma grande cauda que arrastou consigo a terça parte das estrelas do céu (anjos caídos). Cauda significa: aquele que ensina mentiras, conforme Isaías 9.15. Com mentiras ele conseguiu iludir e desviar os anjos que não guardaram o seu domicílio. 2°Pd. 2.4/ Judas 6

No versículo 4, vê-se o esforço de satanás em destruir o Senhor Jesus Cristo logo no seu  nascimento por meio de Herodes, conforme descrito em Mateus 2.16 que descreve a matança dos inocentes. Desde o início, satanás lutou contra Israel, porque sabia que desse país nasceria o Messias Ungido para pisar a sua cabeça e libertar o homem do seu cativeiro. O diabo fracassou em seus intentos para matar o menino Jesus, assim como o faraó do Egito fracassou em matar Moisés e Saul em matar Davi. Em Nazaré, o diabo tentou mais uma vez matar Jesus, ao incitar o povo a jogá-lo de um precipício, mas Ele passou pelo meio da  turba incólume. Lc. 4.29-30

Satanás incitou Pedro a convencer Jesus de desistir de ir à cruz do calvário. Por fim satã conseguiu crucificar Jesus, achando que com isso garantiria sua vitória, mas, pelo contrário, esse ato se constituiu na maior vitória já vista pela humanidade, uma vez que Jesus, ao ressurgir dos mortos, venceu o pior e maior inimigo de todos a saber, a morte. Mt.16.22-23/ 1° Co.2.8/ 1°Co. 15.54

Todas as tentativas de satanás fracassaram, por isso,  furioso, arremeteu com maior ímpeto sobre a mulher (Israel durante  a Grande Tribulação), mas Deus providenciou um esconderijo, no deserto, para preservar a nação durante três anos e meio.  Isso se deve ao fato de o anti Cristo quebrar o pacto com os judeus e levar todas as nações do mundo a atacarem Israel, conforme está descrito em Zacarias 14.2: “Porque Eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém e a cidade será tomada e as casas serão saqueadas, e as mulheres forçadas; metade da cidade sairá para o cativeiro,  mas o restante do povo não será expulso da cidade.”

Israel, no passado, foi um povo que usou o deserto para se esconder dos ataques de seus inimigos. Como por exemplo: o refúgio  em Massada durante o cerco dos romanos.

No livro histórico e apócrifo[20] dos Macabeus no capítulo 2.29-30, vê-se um fato  importante: “os que quiseram se manter fiéis, desceram para o deserto para ali habitar. Levaram seus filhos, suas mulheres e seus rebanhos, porque a desgraça se tinha abatido sobre eles”.  Isso aconteceu durante a resistência de Matatias e seus filhos, conhecidos como macabeus, contra a tentativa Selêucida de helenizar a cultura judaica com costumes pagãos, demostrando assim o costume judeu de se esconder no deserto.

No deserto, a mulher (Israel) será alimentada por Deus, numa clara alusão do que aconteceu no passado quando o maná caiu do céu para alimentar Israel durante a sua peregrinação. Ex.16.4

O versículo 5 evidencia a subida de Jesus para Deus. A narrativa enfoca o passado, presente e futuro. Esse fato, dentro da profecia, está no passado; o presente é Jesus ao lado de Deus e o futuro será a sua volta em glória após sua vitória sobre a besta, o falso profeta e satanás.

Durante a Grande Tribulação o diabo tentará de todas as formas destruir Israel, porque ele sabe que “a salvação vem dos judeus” (Jo. 4.22).  O mundo estará se entregando a Ieshua Hamashia, o Messias dos Judeus e isso fará com que o ódio de satanás aumente mais ainda contra o povo escolhido.

Na figura mulher pode se ver cumprido todo o conteúdo profético da salvação de Deus para o homem, desde o passado, quando a salvação advinha na fé dos atos levíticos que apontavam para o messias que viria, passando por Jesus e culminando na Sua volta e no estabelecimento do Seu reino milenar.

Deus protegerá a mulher (Israel) dando-lhe duas asas de grande águia, para ela voar e se esconder no deserto. Em Êxodo 19.4, Ele diz que levou Israel sobre asas de águia quando saíram do Egito. Da mesma maneira, na direção do Espírito do Senhor, eles serão conduzidos a um lugar seguro, no deserto.

Alguns escatologistas defendem que o lugar de refúgio para Israel, será em Petra, a mais forte fortaleza natural do mundo desde os tempos bíblicos. Situada na antiga terra de Moabe, fincada entre grandes montanhas na região da Transjordânia, próxima de Jerusalém, cerca de 100 quilômetros. “...esconde os desterrados, e não descubras os vagueantes. Habitem entre ti o meus desterrados, ó Moabe; serve-lhe de refúgio perante a face do destruidor (o anti Cristo).” Grifo nosso.  “Vai povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira “. “Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra (período da Grande Tribulação), por causa da sua iniqüidade...naquele dia o Senhor matará o dragão, que está no mar” (o anti Cristo possesso por satanás). Grifo nosso. Is. 16.2-4/Is. 26.20; 27.1Os.2.14-22/ Hab.3.3-6/Is.16.1-5

Jesus também falou da fuga dos remanescentes da mulher – Israel - ao dizer: “Orai para que a vossa fuga não suceda no inverno nem no sábado; porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá.  Mt.24.16-21

Acredita-se que os judeus transportados para Petra com asas de águia, (talvez seja uma retirada feita por avião), sejam os judeus messiânicos que creram em Jesus e os judeus nominais, que se recusaram a adorar o anti Cristo e por esta causa foram perseguidos e mortos por causa da sua fé judaica.

O diabo arrojará de sua boca muitas águas como um rio, para afogar a mulher. Na bíblia, águas significam nações, povos e gentes, esses serão seduzidos pelo maligno para atacar Israel e o destruir. Is. 8.7/ Ap.17.15 Ap.16.12,16

Interessante é o fato de a terra vir em socorro da mulher, ou seja, haverá pessoas que apoiarão Israel nessa luta; esses estão revelados em Mateus 25.34-40 como aqueles que socorreram os pequeninos irmãos de Jesus (os judeus).

O diabo, juntamente com seus asseclas demoníacos, agirá poderosamente na terra, para onde foi atirado ao ser expulso do segundo céu[21], onde tinha estabelecido os seus principados e potestades, por Miguel e seus anjos.

 

não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes”. Ef.6.12

Miguel é identificado na bíblia como arcanjo. Arcanjo significa: Ser o primeiro. É o mais alto grau na hierarquia dos anjos.

O dragão vermelho com dez chifres na cabeça mostra que, durante o tempo em que ele fará guerra a Israel e a seus filhos, deverá ser apoiado por uma confederação de dez países ou dez reinos, que foi formada para apoiar a elevação do anti Cristo a senhor do mundo. Com essa confederação a apoiá-lo, satanás dará sua última cartada para permanecer usurpando a terra. Todavia, em Gênesis 3.15, está escrito que Jesus Cristo e sua descendência pisariam em satanás. Glória a Deus!  “E o Deus de paz, em breve esmagará satanás debaixo de vossos pés”. Rm.16.20

No versículo 10, apregoa-se a vitória dos santos de Deus: “a salvação, o poder e o reino são chegados”. O acusador foi derrotado, essa vitória foi alcançada pelo Sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que foi dado por aqueles que não amaram a própria vida; novamente, na história da humanidade,  contemplam-se os remanescentes fiéis do Senhor. A ordem foi: “festejai, ó céus, e vós os que neles habitais”.

Satanás, nessa ocasião, estará próximo de sua derrota. Ele fez uma carreira de cima para baixo em direção ao Poço do Abismo. De Estrela da manhã, filho da alva, selo da perfeição, cheio de sabedoria e perfeito em formosura, esse ex-querubim da guarda de Deus, por sua arrogância e maldade, foi transformado em um dragão vermelho, um monstro destituído da glória de Deus, cujo fim será o Lago de Fogo.

CAPÍTULO TREZE

A besta que sob do mar e que sob da terra

Em Daniel 7.3, o profeta ver subir do mar quatro animais, diferentes uns dos outros, o primeiro como leão com asas de águia, o segundo semelhante a um urso com três costelas entre os dentes, o terceiro semelhante a um leopardo com quatro asas e o quarto e último, terrível, espantoso e sobremodo forte com dentes de ferro que devorava tudo. Esses quatro animais simbolizam quatro impérios que se levantaram sobre a terra: o império babilônico, o medo-persa, o grego e o romano. Levando-se em consideração que esses se levantaram saindo do mar, deduz-se que o termo mar significa multidão de pessoas, reinos, impérios, povos ou países de onde surgiram esses impérios.

O capítulo 13 começa com João vendo subir do mar (povos, nações)  uma besta com dez chifres e sete cabeças. Da mesma maneira que as bestas de Daniel significaram reis que foram levantados, as que João viu também tem o mesmo significado.

Esse capítulo é parentético, nele serão vistos dois personagens malignos que agirão em todo o período da Grande Tribulação: o anti Cristo e o falso profeta.

A besta que sobe do mar é o anti Cristo, o pequeno chifre que Daniel viu. É o príncipe que há de vir, o abominável da assolação. O homem da perdição de que Paulo falou. Dn.7.8/ Dn.9.26 a/  Dn.9.27/ 2° Ts.23

A besta que João viu tinha dez chifres. Observando-se em detalhe a estátua do sonho de Nabucodonosor, os seus pés tinham dez dedos misturados em parte de barro e em parte de ferro; esses, assim como os dez chifres da besta que sobe do mar, significam reinos ou países que apoiarão a subida do anti Cristo ao poder.

Como os dez dedos dos pés da estátua eram uma continuação das pernas de ferro que representavam o império romano, conclui-se que esses países serão uma continuação desse império que, mesmo após a sua derrubada, continuou influenciando o mundo através dos reis que se seguiram, unidos por laços de casamentos, tais como os braganças, os médicis, os Tudors e outros na Europa.

 

Basta olhar para os modelos educacionais, judiciário e de administração pública para perceber-se a influência do antigo império romano sobre as nações do mundo. A  qualquer momento esse império tornará a emergir com a sua nova forma. Dn.2.41/ Ap.17.12,13

Desde o império romano, a Europa nunca esteve tão perto de ser novamente um único reino unido tal como agora. Já tem havido a unificação da moeda (Euro) e da economia e a criação da Comunidade Européia. Muitos defendem que o anti Cristo surgirá de uma Europa unificada, ou seja, o império romano restaurado. 

Como visto, a bíblia prever a restauração do império romano no final dos tempos, ao colocar o ferro misturado com o barro nos pés da estátua.

Os dez dedos da estátua também podem significar dez reinos mundiais que poderão surgir; para isso, basta olhar o sistema atual e ver que o mundo está se organizando em união de países com algo em comum, como por exemplo o Mercosul, a Alca, a Comunidade Européia e o Nafta. Isso sem levar em conta as organizações econômicas como os grupos G-7 e G-15.

Deste modo, não se pode afirmar com absoluta certeza que esses dez dedos representem dez países europeus ou dez organizações derivadas do antigo império romano. O que se pode crer, com relativa certeza, é que serão dez poderes que elevarão o homem da iniqüidade à condição de senhor do mundo e que surgirão da influência do antigo império romano.

A maneira de agir do anti Cristo assemelha-se muito a dos impérios que dominaram o mundo antigo, de acordo com a visão de Daniel 7, que trata dos animais que subiam do mar, quais sejam: boca de leão, pés de urso, rápido como o leopardo e pelo conjunto da obra como uma besta.

Para melhor compreensão deste assunto, abrir-se-á um pequeno adendo para uma análise mais detalhada das setenta semanas de Daniel, sem o que, poderá haver dificuldades para compreensão do contexto histórico e profético que trata esse capítulo.

O profeta Daniel profetizou mais ou menos por volta do sexto século antes de Cristo, e falou de coisas que já aconteceram na História e que ainda irão acontecer até o final dos tempos. 

Em Daniel 9.24 um anjo diz a ele que setenta semanas estavam determinadas sobre o seu povo, ou seja, sobre os judeus, e sobre Jerusalém com o objetivo de fazer cessar a transgressão, dar fim aos pecados, expiar a iniqüidade  e trazer a justiça eterna.

Pela tradição judaica o ano era considerado com trezentos e sessenta dias,  logo as setenta semanas de anos seriam: 483 anos até o advento do Messias mais 7 anos (69 x 7 + 7), perfazendo 490 anos divididos em duas partes. Separou-se esses últimos sete anos do total por que esses, como será visto adiante, são os sete anos finais em que Deus voltará a tratar com Israel durante o tempo conhecido como  Grande Tribulação.

As setenta semanas de anos de Daniel têm início com a ordem do rei Artaxerxes para que Jerusalém fosse restaurada (+- 445 a. C.); a partir desta data contam-se  69 semanas até o dia em que o Messias foi “tirado” (3 de abril de 33 d.C.). Desse momento em diante, tendo em vista que o povo judeu rejeitou o Messias, Deus passou a tratar com aqueles que creram Nele e iniciou-se o período conhecido como período da igreja, ou período da Graça. Em conseqüência, houve um  “congelamento”  no relacionamento de Deus com o seu povo ( os judeus ), mas logo após o arrebatamento da igreja, O Senhor tornará a tratar com eles e então se cumprirá o último período de sete anos, onde se darão os eventos da Grande Tribulação.

Segundo as contas feitas por Thomas Ice, o dia em que Deus deixou de tratar com Israel e passou a interagir com a igreja é 30 de março de 33 d.C., como consta: 69 x 7 x 360 dias = 173.880 dias, considerando-se o dia da ordem para restaurar Jerusalém como 5 de março; têm-se 5 de março de 444 a.C. + 173.880 dias = 30 de março de 33 d.C. 

A Grande tribulação divide-se em duas partes: Tribulação e Grande Tribulação. Ambas com três anos e meio de duração. Ela terá inicio com uma aliança de sete anos a ser realizada por Israel com o  anti Cristo. Desde que se tornou nação, Israel viu-se dominado por outros reinos,  segundo o ensino dos rabinos, a nação dominará sobre todo o mundo. Alguns acharam que Jesus era aquele que os haveria de livrar do jugo romano, quando perceberam que o ensino de Jesus não se ajustava a esta expectativa passaram a vê-lo como um impostor.

” esus percebeu que iam pegá-lo para fazê-lo rei. Então ele se retirou sozinho” . “Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel”. Jo.6.15/ Lc.24.21

Dentre as muitas discussões sobre de onde virá o anti Cristo, de que povo ou nação, este estudo trabalha com a hipótese de que ele poderá ser um judeu, devido, principalmente, a palavra que Jesus falou aos judeus, em João 5.43: “Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, a esse recebereis”.

Considerando a ânsia dos líderes judaicos em ver o Messias, esses poderão ser enganados, pois Jesus disse que surgiriam muitos falsos cristos apresentando-se como o verdadeiro Ungido. A palavra cristo no original quer dizer messias, o ungido. “Porque hão de surgir falsos cristos (messias) e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”. Mt.24.24

O anti Cristo fará uma aliança com os judeus que deve culminar na reconstrução do templo de Jerusalém; quem melhor do que um judeu para ganhar a confiança desse povo, levando-os a vê-lo como o próprio Messias prometido?

Pode ser que o anti Cristo seja judeu, pode ser que não, não há como afirmar com certeza e aqueles que assim o fazem, geralmente, tendem a um anti-semitismo disfarçado. Essa não é a posição desse trabalho: o anti-semitismo. Pelo contrário, esse foi escrito por um amante do povo judeu que luta para que Israel alcance todas as promessas que Deus lhe fez.

O capítulo 13 apresenta duas bestas (duas pessoas) que protagonizarão os eventos da Grande Tribulação, como dois servos de satanás, usados com o propósito de enganar as nações para afastá-las cada vez mais da verdade. Esses são o anti Cristo e o falso profeta.

O personagem do capítulo 6, surge montado em um cavalo branco com a morte e o inferno seguindo-o. Ele foi visto do ponto de vista celestial, ou seja daqueles que estavam no céu, observando os acontecimentos . Ali os cavaleiros são vistos como personagens que executarão os juízos de Deus sobre os rebeldes deste mundo.

No capítulo 13, esses personagens são vistos como agentes terrenos, ou seja, do ponto de vista daqueles que estão na terra.  A aparência desses dois seres, definidos como bestas, refere-se às suas ações perversas, destituídas de todo e qualquer raciocínio lógico, são bestas usadas ao bel-prazer de satanás, da mesma maneira que os demônios incorporam seus “cavalos” nos terreiros de macumba.

 

Existe um paralelo entre a última besta apresentada por Daniel (Dn.7.3,7), com a besta que sobe do mar de apocalipse 13. A besta de Daniel que subia do mar tinha dez chifres que são dez reis (Dn.7.24). Um chifre pequeno subiu derrubando outros três, ela blasfemava, perseguia os santos e recebeu um tempo, tempos e metade de um tempo para agir,  no final foi derrotado por Deus que implantou o reino de Cristo na terra.  A besta de apocalipse 13 também subia do mar, tinha dez chifres que no capítulo 17.12-13 são vistos como dez reis que lhe dão o seu poder e autoridade. Tinha aparência de leopardo, boca de leão, cor vermelha (Ap.17.3), uma boca de blasfêmia, recebeu poder do dragão (satanás), perseguiu os santos, recebeu poder para agir por 42 meses e no final também foi derrotada por Deus.

O anti Cristo tenta imitar o verdadeiro Cristo. Deus permitirá que ele, depois de mortalmente ferido por uma espada (esfagméneen eis thánaton), torne a viver, maravilhando a terra. Na Nova Versão Internacional da Bíblia o termo sobreviveu é revivera, essa tradução se coaduna melhor com o original grego.( ...à besta que fora ferida pela espada e contudo revivera.) Ap.13.3 ; 14

Pela esta tabela, elaborada por Salem Kirban[22], pode-se comparar melhor a quarta besta de Daniel com a primeira besta de Apocalipse:

DANIEL

APOCALIPSE

Subia do mar (7.3)

Dez chifres - dez reis ( 7.7,24)

Outro chifre - o antiCristo, líder dominante(7.24-26)

Pisoteava com  seus pés (7.7)

Dentes grandes de ferro (7.7)

Blasfemo (7.25)

Persegue os santos (7.21)

Tem poder por um tempo, tempos e meio tempo (7.25)

Derrotado por Deus que estabeleceu o seu reino

(7.21 – 22,26-27)

 

Subia do mar (13.1)

Dez chifres – dez reis (13.1;17.12)

A besta como pessoa torna-se líder dominante (17.12-13)

Como leopardo, pés de urso, boca de leão (13.2) cor vermelha (17.3), blasfemo (13.2), o dragão lhe dá o poder (13.2), persegue os santos (13.7 ; 11.7)

Tem poder por 42 meses (13.5)

Derrotado por Deus que estabelece o seu reino (19.11 – 20.6)

 

 

Essa besta, vista emergindo do mar semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como boca de leão, cujo poder foi recebido do dragão, não é apenas um homem, mas também um reino com 10 reis como visto no versículo 1: “ ...tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas...”.  Estes dez reis também podem ser dez formas de estado ou dez formas de governo.

Como os quatro principais reinos que se levantaram na terra tiveram como último o império romano, e esse, na estátua de Daniel se prolongava aos pés da mesma, misturando-se com ferro e barro, conclui-se que esse último reino de 10 reis será um prolongamento desse antigo império romano restaurado.

Em Daniel 7. 4, vê-se esses principais reinos (leão, urso, leopardo e uma besta terrível) se levantando do mar, prefigurados por quatro ventos que agitavam o mar (guerras e conflitos) e se aglutinando sob o comando de um chifre pequeno que subia dos dez e derrubava outros três (golpe de estado dado em três governantes), esse que se levanta é o anti Cristo.

O anti Cristo receberá todo o poder satânico (Deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade – Ap. 13.2 b). O império do anti Cristo terá todo o poder animalesco dos impérios babilônico; grego; medo-persa e romano, somado ao poder absoluto de satanás. O mundo todo se admirará desse homem e o seguirá cegamente (vers. 3 b), uma vez que ele ressurgiu dos mortos pelo poder de satanás com a permissão de Deus, tendo em vista que satanás só pode agir por permissão de Deus ou por legalidade que venha lhe seja dada.

Daí todos exclamarem: “Quem é semelhante à besta, quem pode pelejar contra ela”  - Vers. 4b. O anseio que o mundo tem hoje em dia por paz, levará  a humanidade a seguir a besta que lhe acenará com uma falsa paz e quando estiverem dizendo que há paz e segurança, então virá repentina destruição, conforme 1° Ts. 5.3.

Uma segunda besta emerge da terra, pode ser que venha do fundo do abismo (no original a palavra terra usada no cap. 13.11 é mundo subterrâneo), prisão dos piores demônios, que Deus mantém presos para o juízo do lago de fogo. Levando-se em consideração que os principados e potestades de satanás que habitavam as regiões celestes foram jogados na terra por Miguel e seus anjos (Ap. 12.7) e que agora se juntam com os demônios que sobem do abismo (Ap.9.2), juntamente com esta outra besta, coisas terríveis acontecerão no mundo, inundado por espíritos malignos. Ap.12.7-12; 13.11

No capítulo 7 viu-se que, no momento em que a quinta trombeta foi tocada, caiu do céu uma estrela com a chave do poço do abismo; essa estrela deve ser satanás que soltará do abismo os demônios que atormentarão os homens durante cinco meses.

Estes, juntamente com os outros que habitavam as potestades do ar, “turbinarão” os poderes maléficos das duas bestas, que neste momento estarão agindo de maneira muito forte para liqüidar os que professam o nome de Jesus.

Há uma relação de Israel com a areia do mar. No capítulo 12.18, lê-se que o dragão se pôs de pé sobre a areia do mar, ou seja, satanás estará em Israel perseguindo o povo de Deus, juntamente com a segunda besta que na realidade trata-se também de um homem. “Porque ainda que o teu povo, oh Israel, seja como a areia do mar, só um remanescente dele se converterá”. Is.10.22  “Multiplicarei  tua descendência como a areia do mar”.  Gn.22.17

O dragão em pé na areia do mar continuará enganando as nações no sentido de juntas atacarem Israel, o que se dará no Vale de Josafá, o Vale do Armagedom. 

Assim como o Espírito Santo testifica que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, da mesma maneira o falso profeta pregará que a primeira besta, ou seja, o anti Cristo é o verdadeiro salvador do mundo. O falso profeta, como um líder religioso mundial,  levantará uma imagem à primeira besta que ressuscitou para ser adorada por todos os moradores da terra e os que se recusarem serão mortos.

A religião criada pelo falso profeta é a única tolerada pelo anti Cristo, pois será criada para adorá-lo. Esse líder religioso fará grandes sinais na presença do anti Cristo, fazendo inclusive descer fogo do céu. Esta segunda besta tem dois chifres (vers.11), que tipificam o poder temporal e o espiritual (política e religião) e será o porta voz (profeta) do anti Cristo. Será um  poder anticristão que se levantará na terra.

Pelo poder do dragão, o falso profeta fará com que as pessoas sejam coagidas a receberem um sinal sobre a sua mão direita ou sobre a sua fronte, sem o qual não poderão comprar ou vender nada.

 

Na verdade o que ele pretende com essa marca é definir quem  é fiel  seguidor do anti Cristo e quem não o é, ou seja, quem é seguidor de Jesus Cristo. Não haverá direito de escolha, pois o diabo não é como Deus que permite as pessoas livremente decidir em segui-lo ou não.

Toda a humanidade terá que escolher de que lado ficará, ninguém poderá ficar neutro nessa ocasião: “A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita, ou o número do seu nome”. Ap.13.16. 

Os que se negarem a adorar a besta serão mortos, sumariamente decapitados por causa do testemunho de Jesus e por se negarem a seguir a besta.  Ap.20.4

Analisando-se as Escrituras percebe-se que quem receber a marca da besta não poderá mais ser salvo, será uma decisão definitiva. Essas pessoas, inclusive, tendo em vista que a marca deverá ser visível, deverão ser extremamente orgulhosas por servir a satanás, serão satanistas definidas. Ap.14.9-11/ 16.2/ 19.20/ 20.4

Essa marca tem relação com o número 666. É número de homem que na gematria judaica tem como representativo o 6. Deus, nesse tempo, dotará seu povo de sabedoria para discernir o número do nome que deve indicar o governante que se levantará exigindo adoração.

O comércio, nessa ocasião, girará em torno dessa marca (Ap.13.17) e quando Babilônia, que é parte também do plano de controle do anti Cristo, for destruída, todos os mercadores da terra chorarão e lamentarão tendo em vista o prejuízo advindo: “E, sobre ela, choram e pranteiam os mercadores da terra, porque já ninguém compra a sua mercadoria...” Ap.18.11

Interessante que o nome de Jesus (Iesous) pela gematria dá 888 que é o número da Graça triplicado, enquanto que um dos nomes do anti Cristo,  cordeiro injusto (amnos adikos) perfaz 666.

Pelo alfabeto hebraico é encontrado um tipo do anti Cristo com o seu respectivo nome totalizando 666, trata-se de Nero César (Kaesar Neron ). Outro tipo do anti Cristo, com o  nome ligado ao 666, é Hitler. Assim, sucessivamente, anos após anos, a Bíblia aponta o 666 como sendo o número do homem da iniqüidade.

Outros nomes perfazem esse número misterioso, são eles[23]: Imperador Constantino; Reverendo Moon; Joseph Stalin; Nikita Kruschev;  Saddan Hussein; Yasser Arafat, dentre outros.

Ainda com relação ao 666, Abrão de Almeida ensina que: as letras, tanto no hebraico como no grego, têm valor numérico, não da mesma forma que no latim, onde apenas uma vogal e seis consoantes – I=1; V=5; X=10; L= 50; C= 100 e D=500 – constituem o sistema numérico romano. Mas talvez seja significativo que a soma dessas letras romanas dêem 666. 1+5+10+50+100+500 = 666. Acham alguns que, embora João tenha escrito no grego, referia-se à numeração hebraica; outros são da opinião de que a besta seria mesmo distinguida na escrita grega; finalmente, existe um terceiro grupo, que procura aplicar o 666 a conhecidos inimigos da igreja, valendo-se de algarismos romanos.

Na opinião de um dos maiores mestre de gematria, E.W. Bullinguer, é ridículo o uso dos algarismo romanos para identificar o anti Cristo, uma vez que para tal fim devemos limitar-nos apenas ao hebraico e ao grego, que não possuíam sinais arábicos ou especiais para cifras.[24]

O autor é de opinião que não importa o alfabeto usado, desde que esse seja numérico, podemos usar o sistema gemátrico das letras para identificar os nomes que tenham como soma o 666.

Outro aspecto do número seis é que ele simboliza o homem, criado no sexto dia, enquanto que o sete é um número completo relacionado à perfeição de Deus. Em várias passagens o sete está ligado a coisas perfeitas, como por exemplo: as sete igrejas; os sete candeeiros de ouro; os sete diademas; as sete estrelas; os sete Espíritos de Deus; as sete trombetas; os sete trovões etc, logo o 666 é uma tentativa de se evitar o sete, ou seja, a trindade humana fazendo de tudo para evitar Deus. Ap.2.1/ Ap.1.12/ Ap.12.3/ Is.11.2/ Ap.1.16/ Ap.4.5/ Ap.8.2

Após essa análise, conclui-se a formação da trindade satânica que procurará imitar as ações do Todo Poderoso Deus durante a Grande Tribulação:  o dragão (imita o Pai); o anti Cristo (imita o filho) e o falso profeta (imita o Espírito Santo).

 

Esta tríade infernal formada pela artimanha do homem e do diabo, usará de todos os meios malignos para vencer e dominar o mundo, mas cairão ante aquele que reinará por mil anos nessa terra, Jesus o Filho do Deus vivo.

O conselho de Jesus, para esse período negro da história da humanidade, é: “Acautelai-vos dos falsos profetas que se apresentam disfarçados de cordeiro, mas por dentro são lobos roubadores”. Mt.7.15

Pode-se listar uma relação de semelhanças das duas bestas: elas surgem debaixo, uma vem do mar a outra da terra; são aliadas e atuam em conjunto; ambas serão jogadas vivas no lago de fogo; são imitadoras do Senhor Jesus; têm como alvo comum dominar a terra; são pessoas de carne e osso e farão sinais e prodígios da mentira.

 

CAPITULO QUATORZE

O CORDEIRO, SEUS REMIDOS, O EVANGELHO ETERNO

 (ARMAGEDOM)

A primeira observação deste capítulo é a diferença marcante dos eventos e cenários dos acontecimentos. Enquanto a terra no capítulo 13, juntamente com os personagens envolvidos no capítulo, está em profundas trevas, o ambiente e os protagonistas do capitulo 14 até o seu verso 5, desfrutam de um  momento de festa e confraternização.

Esta comemoração diz respeito às bodas do Cordeiro, e ao grande banquete servido nos céus aos crentes arrebatados, aos santos do Velho Testamento e aos salvos oriundos da Grande Tribulação. Deus não poderia deixar de fora dessa festa os 144.000 que realizaram o maior evangelismo que a história mundial pôde testemunhar.

Assim como a igreja no céu recebeu seus galardões, os 144.000 também os receberão na presença do Cordeiro sobre o monte Sião, pois são primícias para Deus.

Sião é uma palavra que revela a cidade onde Jesus irá reinar pessoalmente por mil anos (Zc.8.3, Is.4.3) e também é usada como identificador do lugar onde Jesus irá reinar para sempre, ou seja a Nova Jerusalém.  Hb. 12.22

Os 144.000 foram premiados com a marca do nome de Jesus e de Deus em suas testas, e passaram a desfrutar de uma graça e posição especial no céu. Estes são aqueles que não se deixaram contaminar pelo sistema corrupto que reinou na terra, conhecido como meretriz, pois são identificados como os que não se contaminaram com mulheres (aqui entendido como algo espiritual).

Devido ao arrebatamento dos 144.000, o Senhor designa um anjo para ficar encarregado da pregação do Evangelho Eterno durante o restante da segunda parte da Grande Tribulação. Este anjo comandará àqueles que trarão a única mensagem que poderá salvar a geração perversa desse período: “Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes da águas”. Ap.14.7

 

A tarefa de pregar o evangelho, pelo menos durante o período da graça, foi confiada à igreja (pessoas), pois Jesus disse aos seus discípulos em Mc. 16.15: ”Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho...”.

O apóstolo Paulo exorta a Timóteo, dizendo: “Prega a Palavra, insta ,quer seja oportuno, quer não...”. Ele mesmo diz que pregar o evangelho era uma obrigação que lhe foi imposta: ” Se eu prego o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho”.

O contato de Deus com os homens se dá através do Espírito Santo manifesto à igreja, porém, é curioso observar que na segunda parte da Grande Tribulação, após o período dos 144.000, um anjo estará envolvido na pregação do Evangelho. O seu envolvimento não deve ser de caráter pessoal, todavia, ele estará comandando a guerra espiritual contra o diabo para salvar vidas, deverá marchar à frente dos evangelistas assim como um anjo marchava à frente do povo de Israel no deserto. Ex.23.20.

Esse Evangelho Eterno que o anjo anuncia é o evangelho do reino que aparece em  Mateus 24.14, pois o evangelho da Graça cessou com o arrebatamento da igreja e com o fim do “Tempo dos Gentios”, conforme Lucas.21.24 e da dispensação da Graça de Deus. Ef.3.2

Jesus, logo, aparecerá nos céus para reinar na terra por mil anos, o mundo está atravessando a metade do período da Grande Tribulação.

Outro anjo é visto trazendo boas novas: “Caiu, caiu Babilônia”. No capítulo 17 será analisada melhor esta queda e todo sistema político, religioso e comercial do mundo inteiro, nos tempos do fim, identificado como Babilônia.

Ainda um terceiro anjo aparece pregando aos moradores da terra: “Se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber o sinal na testa ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da Sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro”.

Esta advertência não é somente para os incrédulos, mas também para os santos que não devem, por medo dos acontecimentos, negar a Cristo e adorar a besta. Não poderá haver vacilo entre adorar a Deus e morrer ou adorar a besta e ir para o inferno.

A paciência dos santos, que guardam o mandamento de Jesus, revela-se no versículo 12, por saber que Deus julgará todo o sistema babilônico movido pela besta do mar e pela besta da terra, juntamente com o dragão e os seus adoradores, dando a esses o tormento que merecem, e sua fumaceira não terá fim e não terão repouso nem de dia nem de noite.

No versículo 13 ouve-se uma voz: “Bem aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam”.

Milhares de santos serão mortos pela besta por se negarem a lhe prestar culto. O Espírito Santo (Rouah há Qodesh – Sopro Sagrado) estará presente confortando esses mártires, revelando-lhes que haverá uma bênção especial para os que derramarem seu sangue pelo Evangelho. Aqueles que perseverarem até o fim, reinarão com Jesus 2° Tm.2.12/ Joel 2.32

O versículo 14 revela um ser semelhante ao Filho do Homem, visto por João sentado em uma nuvem. O olhar de João sai da terra onde vislumbrou os acontecimentos ligados aos juízos de Deus sobre a terra e eleva-se para o céu, para contemplar esse anjo que se prepara para executar juízo sobre os moradores da terra.

A visão da Nuvem e do Ser coroado com uma foice na mão, revela que Jesus está  voltando para a terra onde  todo olho o verá, de acordo com o relato dos dois anjos em Atos 1.10-11 quando disseram: “Varões galileus, porque estais olhando para as alturas? Esse Jesus (Yeshoua ha Mashiach Ben Elohims – Jesus Cristo Filho de Deus) que dentre vós foi assunto ao céu, assim virá do modo como o vistes subir”. Grifo nosso.

Apocalipse 1.7 diz: “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho O verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão ...”

Após esses acontecimentos vêm duas colheitas (vs. 14-20), as mesma que se encontram também reveladas em Joel 3.13: “Lançai a foice, porque está madura a seara; vinde, pisai, porque o lagar está cheio..”.

O homem sentado sobre a nuvem tem uma foice afiada na mão e recebe a ordem de Deus, proferida por um anjo que sai do templo, provavelmente o reconstruído em Jerusalém, para passar a foice na terra e executar juízo.

Os versículos 14-16 são uma visão antecipada dos acontecimentos que começarão do capítulo 16.12-16 (a guerra do Armagedom) até o 19.11-21(a vitória de Cristo e seus exércitos sobre o da besta).

  Outro grito para ceifar foi dado a outro anjo que também possuía uma foice afiada na mão: “lança a tua foice afiada e vindima os cachos da vinha da terra, porque já as suas uvas estão maduras”. Este anjo sai de dentro do templo que está no céu (vs. 17) e mete a sua foice à terra e vindima as uvas da vinha  da terra.

É um basta para tanta depravação e idolatria reinantes na terra: “E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, ...nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.” Ap. 9.20-21.

É um grito de exasperação por causa da incredulidade reinante no meio desta geração perversa; essas uvas serão jogadas dentro do lagar da ira de Deus para serem pisadas fora da cidade, é o Armagedom. Ap.16.16.

Naqueles dias nunca mais dirão: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram.  Mas cada um morrerá pela sua iniqüidade; de todo o homem que comer as uvas verdes os dentes se embotarão”. Jr. 31.29 - 30 

Desde os tempos bíblicos que o ato de pisar significa destruir os inimigos do povo do Senhor. “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum”. Lc.10.19

Deus, ao plantar uma vinha na terra, esperava que desse uvas boas. Todavia, a falsa religião, a feitiçaria, o esoterismo, o ecumenismo e o materialismo misturados, geraram a religião de Babilônia, cujo líder será o falso profeta. Uvas bravas não servem para se comer por que embotam os dentes.

Isaías 5.1-5 falando a respeito desse tipo de vinha diz: “Agora, cantarei ao meu amado o cântico do meu querido a respeito da sua vinha. Meu amado tem uma vinha.  E a cercou, e a limpou das pedras, e a plantou de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas. Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?
Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto; derribarei a sua parede, para que seja pisada; e a tornarei em deserto; não será podada, nem cavada; mas crescerão nela sarças e espinheiros; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela”
.

Deus enviou as duas Testemunhas, os 144.000, o anjo com o Evangelho Eterno, os judeus messiânicos que aceitaram Jesus, os crentes gentios, todos com uma mensagem final de salvação e os moradores da terra a uns perseguiram e a outros mataram.

Em conseqüência dos muitos pecados gerou-se uma mortandade nunca antes vista, conforme demonstra o verso 20:  “E o lagar foi pisado fora da cidade e saiu sangue do lagar até os freios dos cavalos (aproximadamente 2 metros), pelo espaço de trezentos quilômetros”.

Isto fez surgir um grande lago de sangue com extensão superior a 25 km². Para se ter uma idéia da tragédia, tome-se por base o lago Paranoá em Brasília que tem 40 km², ou seja, mais da metade do lago de Brasília com uma profundidade de dois metros. Esse será, aproximadamente, o tamanho do  lagar da ira de Deus durante o Armagedom.

Esta grande matança se dará no final da Grande Tribulação. A guerra do Armagedom de Ap.16.16; esse local é também conhecido por  Megido (grego), cujo teor pode ser lugar de tropas ou matança. Zc. 1.41-4/ Ap.16.16/ Ap.19.17-19.b

A região do Armagedom fica cerca de 100 quilômetros ao norte de Jerusalém. Trata-se na verdade de um monte de onde se pode ver o vale de Megido na planície de Esdrelom, uma área extensa onde tiveram lugar as principais batalhas do Antigo Testamento.  Foi na planície de Esdrelom, que Baraque teve uma grande vitória sobre os cananeus, e Gideão sobre os midianitas. Jz. 4-4,16/ Jz. 7.21

Esta campanha contra Israel é outro tipo de “solução final nazista” para aniquilar esse povo. Assim como Hitler, tipo do anti Cristo, durante a segunda Guerra Mundial, intentou solucionar o problema judeu destruindo-os em câmaras de gás, da mesma forma o anti Cristo intentará fazê-lo usando a guilhotina, pois não terá vergonha e nem medo de esconder as suas intenções. “... e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos”. Ap.20.4

O anti Cristo virá contra a terra santa com uma coligação de nações, que de acordo com  lição de Pentecost trata-se da federação de dez reinos sob a liderança dessa besta. A federação do norte, a Rússia e seus aliados; os reis do Leste que são os povos asiáticos de além do Eufrates e o rei do Sul que é um  poder ou coligação de poderes do Norte da África.

De acordo com esse lente, os exércitos da coligação se reunirão no vale de Megido e marcharão através do vale de Josafá, perto de Jerusalém, até o extremo sul da Palestina. Conforme o que está escrito em Ezequiel 38.15.16, esses exércitos cobrirão a terra como nuvens de gafanhotos.

As uvas maduras (vers.18), denotam que Deus esperou o tempo certo para permitir que tão grande devastação viesse sobre esse mundo ímpio. Sua paciência demonstrou mais uma vez o seu amor, todavia, como Ele é também um Deus justo, executou a Sua justiça sobre os adoradores da besta.

Essa devastação é fruto da profecia de Jesus  em Mateus 24, no  Monte das oliveiras, que previa entre outras coisas: falsos cristos realizando sinais e prodígios da mentira; guerras e rumores de guerras; fome e terremotos em vários lugares; ódio, perseguição, tortura e morte de cristãos; escândalos e traições; falsos profetas; multiplicação da iniqüidade e esfriamento do amor de muitos; pregação do evangelho do reino a todas as nações; salvação não mas pela Graça mais pela perseverança; a presença do anti Cristo sentando-se no lugar sagrado; fenômenos nos céus; dias semelhantes aos de Noé e por fim a volta triunfal de Jesus nas nuvens diante de todo o mundo.

Daniel 11.41 relata que os exércitos do anti Cristo entrarão na terra gloriosa e muitos morrerão. Esta invasão detonará o processo beligerante que culminará no Armagedom. Pentecost ensina que: A Rússia faz uma aliança com a Pérsia, a Etiópia, a Alemanha e a Turquia (Ez.38.2-6). Pelo fato de Israel parecer presa fácil (v.11), esta federação decide invadir a terra para saqueá-la (v.12)...Ezequiel omite o progresso da invasão, mas trata da destruição do invasor nas montanhas de Israel (39.2-4), em conseqüência de uma intervenção divina. [25] Ez.38.20-22

 

Zacarias diz que todas as nações da terra se ajuntarão contra Israel, porém, antes de conseguirem destruir totalmente o povo santo, Jesus voltará para intervir nos acontecimentos. Ele abrevia aqueles dias e vem em socorro de Israel com todos os santos que já estão consigo. Daí a Palavra relatar que os judeus verão aquele a quem traspassaram e  prantearão  por terem-no rejeitado. Israel se converterá ao Messias e reinará com ele durante mil anos, cumprindo-se a promessa feita a Davi de que o seu povo reinará sobre o mundo. Zc. 14.2/ Zc. 12.1-3/ Ap.1.7/ Zc.12.7-8/ Zc.14.2-9/Am. 9.11-15/ Ez. 37:22-36/ Sl 89:3-4/ Mt 2:1-6

O Senhor protegerá Jerusalém e procurará destruir todas as nações que vierem contra ela. “Então virá o Senhor meu Deus e todos os santos com ele...O Senhor será rei sobe toda a terra; naquele dia um só será o Senhor, e um só será o seu nome...e Jerusalém habitará segura”. Zc. 12.9; 14.5-11

A conversão de todo o Israel, conforme nos relata o apóstolo Paulo, se dará quando ele estiver em sua pior sorte, totalmente sem esperança de salvação. Finalmente, nesse momento, clamarão insistentemente ao Messias, reconhecendo Jesus Cristo como o Salvador que durante tanto tempo aguardaram.  Rm.11.26

Tendo em vista o Sol ter escurecido e os elementos dos céus terem sido abalados, não haverá claridade e eis que diante de toda a escuridão desse momento nebuloso brilhará no céu o sinal do Filho do Homem. Mt.24.29

Quando Jesus nasceu a estrela que anunciava o seu nascimento apareceu nos céus e foi vista por muitas pessoas; na sua volta uma estrela maravilhosa (Jesus é a estrela da manhã) brilhará e todo o olho a verá, pois essa estrela é o próprio Senhor. Esse é o sinal do filho do Homem. Israel verá que o Cristo dos cristãos era o messias rejeitado por eles e os judeus baterão nos peitos lamentando e chorando. Mt.24.30/Ap.1.7/Ap.22.16/Zc.12.10-11

A ceifa das uvas maduras será melhor compreendida a partir do capítulo 15 e em especial no 20, onde se verão as terríveis conseqüências oriundas dos sete flagelos que virão sobre a terra, como consumação da cólera de Deus.

CAPÍTULO QUINZE

A COLERA DE DEUS

O que se viu até aqui, foram cenas preparatórias da volta de Jesus para reinar na terra por mil anos. Satanás continuará lutando para prevalecer contra a vontade divina e os homens continuarão insistindo no pecado e em depravações morais de toda ordem.

Através desse sistema tenebroso, encontrar-se-á forte apostasia que foi prevista para esses últimos dias. Cristãos nominais negarão o Senhor com medo de morrer e acabarão por aceitar a marca da besta.

Várias passagens demonstram o caráter desses apóstatas: negaram a Deus; negaram a Cristo; negaram a  verdadeira fé na Palavra de Deus; negaram a sã doutrina; não aceitaram viver uma vida separada do mundo; não creram no retorno de Jesus; deram ouvidos aos ensinos de demônios; cultivaram uma vida imoral; não aceitaram a autoridade. Lc.17.26-30/ 1°Jo.2.18-19/ 2° Tm.3.4-5;8-10/ 2°Pd. 3.3-4;10/2°Pd.2.6-7/ 1°Tm. 4.1-3/ Judas 3-4/ 2°Tm. 3.1

Devido a estas coisas, Deus ordenará que um dos quatro seres viventes (deve ser um dos quatro querubins que assistem diante de Deus) dêem a sete anjos, sete taças cheias da Sua cólera para serem derramadas na terra.

Antes que essas taças sejam derramadas na terra, será visto na presença do Senhor os vencedores da besta, da sua imagem e do número de seu nome, todos em pé na presença de Deus, tocando harpas, entoando o cântico de Moisés (Ex.15.1-19) e o canto do Cordeiro, adorando a Deus, falando dos seus grandes feitos, profetizando que todas as nações virão e adorarão diante Dele.

Todas as coisas reveladas no capítulo 14 terão cumprimento nos capítulos 15 e 16, são as últimas pragas, o julgamento final de uma terra totalmente corrompida e afastada do amor divino.

Os anjos sairão do templo celestial para derramar suas taças na terra, uma por vez. A cólera de Deus é tão grande que ninguém mais conseguirá penetrar no santuário celeste até se cumprir os sete flagelos, pois uma fumaça espessa procedente da glória de Deus impedirá  que entrem. (vs.8)

Isto, de acordo com os ensinamentos de William Hendriksen[26]: "simboliza a operação completa da ira santa de Deus (Sl 18.8) e, por isso, ninguém podia entrar no santuário, até que as sete pragas dos sete anjos fossem consumadas, isto é, a intercessão não mais será possível. Deus encerrará, com ira, suas ternas misericórdias".

 

CAPÍTULO DEZESSEIS

SETE FLAGELOS

Vem mais um grupo de juízos, o primeiro  foram os sete selos, depois as sete trombetas e agora os sete flagelos contidos nas sete taças da ira de Deus. Esses flagelos devem ocorrer pelo espaço de um ano (lembre-se que todo o período da Grande Tribulação é de uma semana de anos ou sete dias que são sete anos, a última semana de Daniel), de acordo com o  versículo 8 do capítulo 18: “Por isso em um só dia  sobrevirão os seus flagelos...”. O mesmo exemplo de ano tomado por dia é visto em Números 14.34: “Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias,  cada dia representando um ano ...

George Ladd, em seu comentário[27] sobre o Apocalipse, escreve  que a ira de Deus não acabará com os sete flagelos, pois ainda faltará lançar o Dragão, a besta, o falso profeta e todos os que persistirem na maldade, no lago de fogo. Continua: “Parece esquisito falar em "cólera de Deus", "ira de Deus", mas, devemos entender que, durante a grande tribulação, isso é uma tentativa de Deus de fazer com que os adoradores da besta se inclinem diante de Sua soberania”.

Observe que o toque da sétima trombeta do capítulo 11 iniciará um entreato que culminará nos flagelos da ira de Deus. É o início do terceiro Ai do versículo 14 desse capítulo. O estabelecimento do reino milenar de Jesus está prestes a ser inaugurado.

Deus decide atender o clamor de vingança proferido pelos santos, mortos por causa da Palavra e do testemunho que sustentaram.  Ap. 6.9-10

Há certa semelhança entre as pragas do Egito com as sete trombetas e os sete flagelos, sendo que esses últimos são mais agravados devido aos terríveis pecados cometidos por uma geração que resolveu não aceitar o amor de Deus, preferindo desfrutar dos prazeres transitórios do pecado, adorando os demônios e a besta.

O primeiro anjo derramou sua taça e os adoradores da besta e da sua imagem foram atacados por úlceras malignas (feridas abertas na carne) e perniciosas (dolorosas e fedidas) como resposta de Deus pela marca que deixaram fazer em sua pele.

A marca revela sua verdadeira face como um câncer, lepra, lúpus ou qualquer outra chaga purulenta. Lembra a sexta praga de Moisés que veio sobre os egípcios por afligirem os filhos de Israel (Ex. 9.8-12), não é à toa que vem sobre os que têm o 666 marcados em si, sobre aqueles que afligiram os santos da tribulação.

A Palavra não deixa dúvidas: somente sobre esses iníquos vieram essas úlceras ou tumores. Os santos da tribulação, ainda vivos nesses dias, e os que não tinham recebido a marca da besta ficaram livres desse terrível flagelo. Caso contrário não haveria necessidade do texto afirmar que o flagelo veio apenas sobre os adoradores da besta. Levando-se em consideração que ninguém poderá comprar ou vender sem exibir essa marca, deduz-se que foram milhões os afligidos pelo primeiro flagelo. A marca da besta tornou-se uma tortura para o corpo e para a alma dos  seguidores do falso profeta e do anti Cristo.

O segundo anjo derramou sua taça no mar, tornando-o em sangue como de morto. Sangue coagulado, mal cheiroso e espesso, impedindo que a respiração dos animais marinhos se processassem e também a das plantas pela falta de penetração da luz solar, o que ocasionou a mortandade de todas as criaturas que habitavam no mar.  Em conseqüência, também muitos dos animais terrestres e pássaros que se alimentavam dos frutos do mar, também pereceram. Esta pestilência terrível somente poderá ser removida por Jesus,  durante o Seu reinado a terra será restaurada. “ Depois disto me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas debaixo do limiar do templo...estas águas saem da região oriental, e dessem à campina, e entram no Mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis...e aonde chegarem estas águas tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá por onde quer que passe esse rio...”

Derramou o terceiro anjo a sua taça nos rios e nas fontes, ou seja, sobre as águas doces da terra e essas tornaram-se em sangue. Diferentemente das águas do mar que se tornaram em sangue de morto, as doces se tornaram em sangue liqüefeito para poderem passar pelas torneiras das residências.

Os adoradores da besta tiveram de tomá-las para não morrerem de sede. A Palavra não esclarece, mas o autor crê que as águas das casas dos santos da tribulação serão purificadas por ação divina antes de chegarem a eles, por que Deus determinou que apenas os que derramaram o sangue dos santos e de profetas bebessem das águas feitas em sangue, o pagamento pelos seus atos contra o povo santo foi justo.

Será muito grande o morticínio gerado pela falta de água, pois, de acordo com a Ciência, uma pessoa não consegue ficar mais de 7 dias sem beber líqüidos. O tormento será terrível, as pessoas cobertas pelas chagas, derramadas pelo primeiro flagelo, tombarão sedentas. Todavia, não se arrependerão de seus pecados e de suas feitiçarias, para glorificarem a Deus.

O anjo responsável pelas águas demonstrou total submissão à vontade divina e ao caráter justo da medida tomada por Deus, ao dizer: “ Tu és santo, tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas cousas; porquanto derramaram sangue de santos e profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso”. Com este anjo, concordou todo o céu dizendo: ”Certamente, ó Senhor Deus, Todo-poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos. Vs.5 e 6

O terceiro flagelo foi muito pior do que o segundo, uma vez que no anterior apenas as populações das cidades marítimas sofreram as conseqüências do mau cheiro e do pavor pela morte do mar, porém, nesse, toda a população mundial foi atingida. A terra, o mar e as águas foram atingidos pelos três primeiros flagelos, o próximo flagelo, ou seja, o quarto, foi sobre o Sol para que queimasse os homens. Impressionante que essa ação foi reconhecida por eles como um ato divino, todavia, em vez de temerem e se arrependerem, passaram a blasfemar o nome do Senhor, demonstrando o quanto estavam achegados à besta e afastados de Deus, ainda que sobre terríveis sofrimentos não aceitaram a reprimenda divina.  “E tendo conhecido a Deus não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato”. Rm. 1.21

O quinto anjo derramou sua taça sobre o trono da besta tornando o seu reino em trevas, assim como Deus fez no reino de faraó do Egito, por ocasião da saída dos filhos de Israel, a nona praga, agora O faz sobre o da besta. Ex. 10.21

Apocalipse não revela quantos dias duraram essas trevas, levar-se-á em consideração nessa análise que, se no Egito a praga das trevas durou três dias. Pode ser que esse seja o tempo em que o reino da besta ficará sobre densas trevas, e da mesma maneira que os egípcios não puderam se levantar das camas por causa das densas trevas, assim deverá acontecer como os adoradores da anti Cristo. Ficarão presos em seus leitos sofrendo as dores das úlceras em suas carnes, mordendo os lábios pelo sofrimento das trevas e bebendo sangue para não morrerem de sede, todavia, não se arrependerão das suas obras.

Para que essas trevas se tornassem realmente espessas, Deus impediu que qualquer forma de luz, natural ou artificial, se propagasse. A Palavra diz que essas trevas vieram sobre o trono da besta que estava estabelecido na Babilônia, logo, o restante do mundo não deve ter sido afetado.

O sexto anjo derramou sua taça sobre o rio Eufrates, armando o palco do Armagedom, conforme a analise do capítulo 14 (a vindima da terra). Viu-se de forma clara quem estava por trás de toda a ação militar para destruir Israel:  três espíritos imundos em forma de rã que saíram da boca do dragão, da boca do falso profeta e da boca da besta, espíritos de demônios operadores de sinais que enganaram os reis do mundo inteiro reunindo-os para a peleja do grande dia do Deus Todo-poderoso.

A primeira conseqüência dessa ação foi o grande rio Eufrates, o maior rio da Ásia Ocidental, com um comprimento total aproximado de 2760 km, ter-se secado. Como o rio era uma barreira natural contra os povos do lado do Sol nascente (os reis do Leste),  e como uma confederação de países que seguem a besta vem desse lado, pode-se ver o perigo real que isso será  para Israel. Ap. 16.12

O fato de todas as nações da terra terem se levantado para atacar a terra santa, deixa claro o espírito de rebeldia contra Deus.  É o preço pago por darem ouvidos a ensinos de demônios e desprezar o conselho da Palavra de Deus. “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a ensino de demônios”. 1° Tm.4.1

Do meio de toda esta catástrofe ecoa a voz amorosa do Senhor Jesus para os santos da tribulação que ainda estão sendo perseguidos e mortos por causa do Seu Nome mavioso: “Eis que venho como vem o ladrão. Bem- aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para não andar nu, e não se veja a sua vergonha”. Verso 15

“Então se ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom”.

No capítulo 19 ainda se tratará sobre o assunto dessa guerra que será travada no Vale de Megido.

 

 

O sétimo anjo lançou a sua taça pelo ar e, em conseqüência, aconteceu um terremoto como nunca houve desde que o homem surgiu na terra. Algo tremendo fez com que todas as ilhas do mundo fossem cobertas pelas águas. Ilhas imensas como Manhathan, com torres da altura do antigo  World Trade Center, destruído em atentado terrorista, foram inundadas.

As montanhas do mundo desabaram, o monte Evereste com seus 8860 metros, o Aconcágua com seus 6962 metros. e outras grandes elevações rochosas racharam e caíram; o texto diz que elas não foram achadas. É possível que esse grande terremoto venha acontecer quando Jesus descer sobre o monte da oliveiras para dar fuga aos Israelitas encurralados pelas tropas das nações comandadas pelo anti Cristo. Zc.14.4

Zacarias revela que o monte fendeu-se ao meio para que o povo fugisse por ali, do mesmo modo como fugiram do terremoto nos dias de Uzias; deduz-se que a grande cidade que se fendeu em três partes foi Jerusalém e por estas fendas teria o povo fugido. Zc.14.5

As grandes cidades das nações caíram: São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York, Dallas, Tóquio e todas as demais. Grandes pedras pesando, mais ou menos, 40 quilos caíram do céu, esmagando os adoradores da besta. A destruição foi terrivelmente grande e assustadora, e mesmo assim os marcados pelo número da besta não se arrependeram e blasfemaram de Deus por causa do flagelo que os atingiu. O Senhor, porém, zombou deles; no seu furor os confundiu e constituiu seu santo Rei sobre o santo Monte Sião. Sl.2.4,5

O Senhor despedaçará as nações como um vaso de oleiro e com vara de ferro as regerá, para refazê-las de acordo com o seu querer; advertirá os reis da terra para que  servirem o  Filho com temor e tremor. “Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.  Proclamarei o decreto: o Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.  Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.  Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra.  Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor.  Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam. “Sl.2.7-12 /Ap. 19.15

CAPÍTULO DEZESSETE

A queda de Babilônia, a prostituta montada na besta

 

O sistema religioso esotérico mundial, incluindo o Cristianismo apostata e nominal, fizeram parte do sistema esotérico mundial que, nas mãos do falso profeta, dominou o período da Grande Tribulação. Religiões milenares, originadas na antiga Babilônia,  lançaram seus tentáculos asquerosos sobre um mundo que se afastou de Deus como nunca antes o fizera. Homens e mulheres esotéricos, feiticeiros, bruxas, satanistas, necromantes, apóstatas, idólatras e adoradores da besta mataram e “beberam” sangue de inocentes, inclusive dos santos mártires seguidores de Jesus.

Este sistema maligno foi descrito por João como: MISTÉRIO, a grande Babilônia, mãe das prostituições e abominações da terra.  Ele dominou os políticos e os donos do capital, que promoveram a iniqüidade e a prostituição na religião, política e no comércio mundial.

O capítulo 17 veio mostrar o julgamento da grande meretriz que se achava sentada sobre muitas águas (nações–sistemas ecumênicos  e apóstatas universais) e com quem se prostituíram os reis da terra.

O conteúdo imundo da taça que estava na mão da meretriz revelava o veneno do seu falso ensino oferecido ao povo e que levou os apóstatas da Grande Tribulação a se prostituírem com toda sorte de abominações detestáveis. A meretriz assentada sobre uma besta demonstra que seu poder foi enormemente fortalecido com o advento do anti Cristo. O servo de satanás induziu a população mundial a se envolver com ela. Isso representou uma mistura de várias religiões que fez nascer o sistema único e mundial de adoração e culto, um sistema contrário a família criada por Deus e revelador da deusa Sofia que levou a Terra a uma religião gnóstica pagã.

Como uma prostituta esse sistema negociou sua influência com os poderosos da terra, que lamentaram ao vê-la destruída. A meretriz foi elevada a condição de senhora do mundo apóstata por sete reis (reinos). Conforme a história, sete grandes reinos se levantaram no mundo: Egito; Assíria; Babilônia; Medo-Pérsia; Grécia; Roma e o último reino humano advindo da antiga Roma (os pés da estátua de Daniel). 

 

Desses reinos surgiram os “deuses” que deram origem as piores religiões da terra: Espiritismo; Astrologia; Zoroatrismo; mitologia; Xamanismo; Panteísmo; esoterismo (Nova Era) etc.

Quando João escreveu o Apocalipse, o reino dominante na época era o império romano. Sete reis ou reinos deram seu poder ao oitavo rei, o anti Cristo. Que a besta era o oitavo rei  está bem claro no versículo 11: “E a besta que era e já não é; é ela também o oitavo, e é dos sete...” . Esse rei foi destruído por Jesus no final da Grande Tribulação.

Os dez chifres que aparecem no versículo 12 devem ser dez nações com grande poder político e financeiro que apoiaram o anti Cristo. Em Daniel 7.23-25, fica claro que se tratava de uma federação que se levantou para pelejar contra o Cristo de Deus e sua Verdade. Alguns crêem que essa Federação seja a Comunidade Européia, ou alguns de seus países membros que no momento totalizam 25 nações[28] com uma população de 455 milhões de pessoas. Está previsto também a inclusão da Bulgária e Romênia.

É interessante observar  que esse sistema religioso que ajudou o anti Cristo a dominar o mundo foi destruído totalmente por ele e seus adeptos. Enquanto o sistema religioso babilônico e o anti Cristo puderam tirar vantagem um do outro se suportaram: “E os dez chifres que viste na besta são os que aborrecerão a prostituta e a porão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo”. Vers. 16 e 17

A Federação de dez nações deu à besta o seu reino (verso 17 b), e esse ajudado pelo falso profeta, fundou a sua própria religião que teve como ápice fazer com que o anti Cristo se assentasse como Deus no Lugar Santo do templo de Jerusalém exigindo adoração. Mt.24.15 / 2° Ts. 2.3-4 / Dn.9.27

Quem  é a mulher, ou a grande cidade, que dominou sobre os reis da terra? No capítulo 17 encontramos uma pista que ajudará nessa resposta:

As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher esta assentada. Ap. 17:9.

A mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra. Ap. 17:18.

 

 

Os sete montes podem se referir aos sete reinos que deram o seu poder à besta, todavia quem recebeu o poder desses reis foi o anti Cristo e não a prostituta.

A melhor análise é considerar esses sete montes como locais geográficos, que a Bíblia dá como pista, para descobrir a cidade onde reina o principal expoente da religião babilônia: Roma com o sistema papal. A grande cidade está assentada em sete montes, a única cidade do mundo que foi construída sobre sete montes  é a cidade de Roma na Itália. Os sete montes são: Captalina, Palatina, Esquilina, Aventina, Viminal, Quiminal e  Cele[P_56212] [29].

Outro motivo para confirmar Roma como sede desse sistema maligno é o capítulo 17.6, que diz que a meretriz  estava embriagada com o sangue dos santos de Jesus. Que  cidade mundial  mais matou crentes, por causa de sua fé, do que Roma? O Coliséu[30] que permanece, em parte, construído até hoje nessa cidade, é testemunha do sangue dos mártires cristãos que  correram pelas suas ruas

 

APOCALIPSE DEZOITO

A queda de Babilônia

 

Neste capítulo o aspecto político, religioso e comercial de Babilônia é explicado. O anjo proclama: “caiu a Grande Babilônia”. Não se tratava de algo pequeno, mas grande e poderoso que influenciava o mundo todo com a sua prostituição. O poder comercial e religioso desse sistema maligno foi destruído por Deus. Alguns analistas entendem tratar-se não apenas de um sistema, mas também, uma cidade construída com o firme propósito de servir ao anti Cristo e seus asseclas.

Houve um chamado forte para que os santos presente na cidade, dela se retirasse para não participar de seus pecados. Esse clamor deve ter sido lançado logo no início do período da Grande Tribulação, pois, dificilmente, ainda se poderiam achar crentes vivendo debaixo das “barbas” do filho da iniqüidade, no período final da Grande Tribulação. “ Fugi do meio de Babilônia, e livre cada um a sua alma; não vos destruais a vós na sua maldade, porque este é o tempo da vingança do Senhor; Ele lhe dará a sua recompensa”. Jr. 51.6

A cidade foi destruída por um grande incêndio. Talvez tenha sido bombardeada por bombas nucleares e/ou incendiárias, uma vez que todo piloto, e todo o que navega em navios, e todo marinheiro, e todos os que negociam no mar se puseram de longe. Esse sistema babilônico, com relação ao seu poder econômico e religioso, muito irritou o Senhor por causa da sua opulência e por causa das suas injustiças que vitimaram o mundo, objetivando tão somente o prazer luxurioso dos seguidores da besta.

Tiago ao falar ao povo para ter paciência até a volta do Senhor diz:” Atendei agora ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras que vos sobrevirão. As vossas riquezas corruptas estão comidas de vermes... Tesouros acumulastes nos últimos dias... Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos, e por vós foi retido com fraude, está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetraram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Tendes vivido regaladamente sobre a terra. Tendes vivido nos prazeres. Tendes engordado os vossos corações, em dia de matança. Tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência”.   Tiago 5.1-6

 

 

Todos os que tinham interesse no dinheiro que jorrava de Babilônia choraram e lamentaram a sua destruição. O prazer, a luxúria e a depravação dos ricos dessa cidade imunda pereceram. Por esses prazeres ignoraram  Deus e por isso foram condenados juntamente com a cidade.

No verso 21, um anjo declara que o sistema babilônico, a cidade da meretriz, fora lançado com ímpeto para dentro do mar do esquecimento e nunca mais seria lembrado. Esse sistema criado por satanás, na pessoa do anti Cristo, foi destruído e lançado para dentro do mar de fogo e enxofre e nunca mais voltará.

Conclui-se que essa Babilônia de Apocalipse tenha sido uma cidade (Babel reconstruída ou mais provavelmente a cidade de Roma na Itália, na opinião da grande maioria dos estudiosos) e/ou, também,  tratava-se de um sistema religioso (a meretriz destruída pela federação de dez reis) e ainda um sistema político e econômico que dominou, principalmente, durante a Grande Tribulação.  Importante é saber que tanto um como o outro, foram usados para pelejar contra Jesus e seus seguidores e que foram destruídos.

 

APOCALIPSE 19

Triunfo nos céus, as Bodas, Cristo o vencedor

O capítulo 19 começa com a já famosa frase: “depois dessas coisas”. Mais um período é passado de acordo com a cronologia usada por Deus, que mantém tudo sob o seu controle e vontade.

Esse capítulo trata do fim da Grande Tribulação e da gloriosa volta de Jesus diante de dos olhos do mundo que O verão vindo nas nuvens, inclusive aqueles que o traspassaram. “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém”. Ap. 1.7

Na terra, ouve-se o clamor daqueles que contemplaram a queda da grande Babilônia que sucumbiu em fogo destruidor. E no céu escuta-se o louvor e a adoração daqueles que vêem o glorioso Cavaleiro montado em seu cavalo branco, preparando-se para tomar a terra das mãos do usurpador e reinar por mil anos.

Babilônia que alcançou um lugar de projeção mundial pelo poder e influência do anti Cristo, foi destruída conforme profetizado desde o tempo de Jeremias. Foi-lhe retribuído em dobro tudo que fez de maldade e pecado. Jr. 50 e 51

O  júbilo nos céus é tremendo, são dados aleluias[31]. Os céus glorificam porque Deus julgou o mundo e deu o pagamento devido àqueles que derramaram o sangue dos seguidores de Jesus.

No verso 7 aparece a noiva do Cordeiro que, juntamente com Ele, se prepara para reinar, agora como esposa, em Seu reino milenar. Ela foi preparada, no céu, para o grande banquete de casamento que será servido aqui na terra. O próprio Senhor Jesus servirá ás mesas, depois de ter cingido a igreja com vestes de salvação. Dessa mesa também participarão os santos do Velho Testamento.

Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa, e, chegando-se, os servirá”. “Digo-vos que muitos virão do oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus...” Lc. 12.37/ Mt.8.11

 

 

Equivocadamente, como defendem alguns leitores da Bíblia, o casamento não se deu no dia do arrebatamento da igreja. Nesse dia todos crentes, vivos e mortos de então, foram levados ao céu para receberem seus novos corpos (início da primeira ressurreição) e serem julgados no tribunal do Bema para receberem suas recompensas pelo que fizeram por meio do corpo durante suas vidas na terra, conforme analisado no capítulo 4. 2°Co.5.10/ 1°Co.3 10-15/ 1°Co. 9.25/ 1°Ts. 2.19/ Tg.1.12/ 2°Tm.4.8/ 1°Pd. 5.4.

Chega-se ao final desse julgamento e a noiva, já de posse de suas recompensas e vestida de linho finíssimo, casa-se com Jesus no céu .

Pela lição de Roy A Anderson[32], pode-se entender melhor esse processo:  "Vindas são as bodas do Cordeiro!" Que tema para o cântico da multidão! E João ouve-os proclamando louvores. É, na verdade, um grito de triunfo. O grande sistema do mal e do engano está vencido. A grande e orgulhosa Babilônia está agora em desolação, e os santos estão prestes a receber sua final recompensa. Do trono ali presente ecoa uma ordem festiva, convocando os servos de Deus e a todos os que O temem, tanto grandes como pequenos, para fazerem ouvir suas vozes em louvor. Esse coro é como o som de muitas águas e como a voz de grandes trovões. Eles clamam, em triunfo: "Aleluia, pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina. Regozijemo-nos, e alegremo-nos, demos-Lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a Sua esposa se aprontou." Apoc. 19:6-7.No período do toque da sétima trombeta do capítulo 11.15 é que se dará a conhecer a todos os seres humanos o SEGREDO DE DEUS relatado no capítulo 10.7, pois, se cumprirá todas as profecias relacionadas ao propósito de salvação e implantação do reino milenar, que foram revelados aos profetas e apóstolos do passado referentes aos dias finais”.

 

 

 

 

 

Costumes Matrimoniais no Oriente.

“O explodir de júbilo de Apocalipse 19 é uma das mais sublimes passagens de toda a Escritura. Para melhor entender, deve-se analisá-lo pela visão de um casamento conforme os antigos costumes do Oriente. Havia os esposais, considerados mais um ato do que o "compromisso" de nosso costume ocidental. A seguir, dava-se o pagamento do dote de casamento, uma parte importante do contrato. Após isto, vinha o período de preparação pessoal da parte da noiva, enquanto o noivo preparava a casa do casal. O casamento não era realizado no templo, como estamos acostumados, era uma cerimônia singela em que o noivo dava um reconhecimento público de seu direito à noiva. ao lançar sua capa ao redor do ombro dela. A festa nupcial, ou ceia das bodas, era um acontecimento espetacular, às vezes durava dias e mesmo semanas. O pai do noivo providenciava esta festa em sua casa. Era uma oportunidade de honrar seu filho e, no caso de um casamento real, o rei, às vezes, dava um banquete a toda cidade ou a toda província, em homenagem ao jovem casal, como um sinal de afeição e honra. .[33]

Em Apocalipse 21:9 e 10 a esposa é claramente identificada com Santa Cidade, a Nova Jerusalém.  No Apocalipse, a esposa é mencionada como ataviada em "linho fino, puro e resplandecente, a justiça dos santos" - uma figura dificilmente aplicável a uma simples cidade material”. Ap. 19:8

“Há qualquer contradição aqui? - Absolutamente, não. A cidade é a esposa, mas uma cidade sem habitantes é apenas um aglomerado de edifícios e ruas. É o povo que ocupa a cidade, que reside em seus edifícios, que faz da cidade o que ela é. E a nova Jerusalém, com seus muros de jaspe e ruas de ouro, toda radiosa com a glória de Deus,  ficará repleta com os justos de todas as eras. E mais, a Cidade Santa não é apresentada no Apocalipse como esposa até que todos os santos (inclusive os salvos da Grande Tribulação) a estejam habitando”. acréscimo nosso.[34]

“Paulo chama a Jerusalém celestial "a mãe de todos nós". (Gálatas 4:26). Assim ele compara a igreja aos filhos da esposa. Nosso Senhor faz o mesmo quando fala de Seu povo como "os filhos das bodas". (Marcos 2:19). Em Suas parábolas, Ele assemelha a igreja a convidados a um banquete (Mateus 22:11), noutra ocasião, comparou-a a "dez virgens", ou damas de honra (Mateus 25:1). Essas diferentes ilustrações são usadas para ensinar lições importantes. Não se trata de contradição. É antes um novo modo de revelação divina. Precisamos delas para ter uma idéia completa do quadro”.[35]  Importante essa figura, porque no verso 9, lê-se: ”Bem aventurados  aqueles que são chamados (convidados) a Ceia das Bodas do Cordeiro”.

Ora, quem são esses convidados?  Wim Malgo, faz uma excelente análise sobre este assunto: “fala-se agora dos convidados para as bodas... segundo meu entendimento, trata-se de salvos que não pertencem à igreja de Jesus:  os crentes da Antiga Aliança, os cento e quarenta e quatro mil e a grande multidão, que ninguém podia contar. Todos eles são “chamados as Bodas do Cordeiro”. Existem, portanto, duas categorias de salvos: a noiva, que é a igreja, e os convidados para as bodas. É preciso distinguir isso claramente. Nunca se deve, portanto, misturar os versículos 7 e 9. O versículo 7 fala da Igreja - noiva, das bodas do Cordeiro...o versículo 9 fala dos convidados para as bodas...esses são os escolhidos que atenderam ao convite do rei para o casamento do seu filho. Penso na parábola das bodas reais em Mateus 22.2-14. Trata-se das virgens prudentes de Mateus 25.1-12, que aparecem em vestes nupciais. Os convidados para as bodas não devem ser confundidos, portanto com a igreja anteriormente arrebatada, que se encontra vestida de linho finíssimo.[36]

Os santos do antigo Testamento são os amigos do noivo, Abraão era amigo de Deus e o último amigo do noivo foi o derradeiro profeta da Lei, João Batista. Os que foram salvos após o arrebatamento da igreja, ou seja, os mártires da Grande Tribulação, são as damas de honra vistas em Mt. 25. 1-13 definidas como virgens prudentes. 2° Cr. 20.7/ Tg. 2.23/ Is.41.8/ Jo.3.29

As bodas do Cordeiro, ou seja o  casamento, não se dará durante a Grande Tribulação. Deve acontecer ao final desse período nos céus, pois o Senhor retorna com a igreja, já com suas vestes festivas, para participar da Ceia da festa de casamento que se dará na terra. (casamento no céu, festa na terra) Lc.14.24/ 2°Co.5.10/ Ap.19.7b –14

O convite para a Ceia feito durante o período da Grande Tribulação tem particular referência a Israel. Muitos não aceitaram o convite e foram lançados fora: “ O reino dos céus e semelhante a um rei que celebrou as Bodas de seu Filho ...dizei aos convidados: eis que já preparei o meu banquete... tudo está pronto, vinde para as bodas...eles, porém, não se importaram e se foram...agarrando os servos os maltrataram e mataram (Santos da Grande Tribulação)...notou ali um homem que  não trazia veste nupcial e perguntou-lhe: amigo, como entraste aqui (não pode ser no céu, onde o homem comum não tem acesso e sim na terra)...e ele emudeceu. Então ordenou o rei aos serventes: amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o para fora, nas trevas...muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. acréscimo nosso. Mt.22.1-12

Sobre esse assunto escreveu, muito  bem, Lewis Sperry Chafer[37], onde se lê: “É preciso distinguir entre as bodas, que ocorrem no céu e são celebradas antes do retorno de Cristo, e a ceia das Bodas (Mt.25.10; Lc.12.37), que ocorre na terra depois de seu retorno”.

O que completa Pentecost, escrevendo: “Essa visão prevê duas celebrações, uma no céu, antes da segunda vinda e a outra após a segunda vinda, na terra. Uma segunda interpretação vê o anúncio de Apocalipse 19.9 como uma previsão da ceia de casamento que ocorrerá na Terra após as bodas e a segunda vinda, a respeito das  quais está sendo feito um anúncio no céu antes do retorno à terra. Visto que o texto grego não diferencia a ceia de casamento da ceia das Bodas (ou as núpcias das bodas), mas usa a mesma palavra para ambas. E visto que a ceia de casamento é usada sistematicamente em relação a Israel na terra, seria melhor adotar essa visão e ver as do Cordeiro como o acontecimento celestial, no qual a igreja é eternamente unida a Cristo, e a festa ou ceia das bodas como o milênio para o qual judeus e gentios serão convidados, que ocorrerá na Terra e onde o Noivo será honrado pela apresentação da noiva  a todos os seus amigos que estão reunidos ali. A igreja, que foi o plano de Deus para a época presente, é agora vista transladada, ressuscitada, apresentada ao Filho pelo Pai e transformada no objeto por meio do qual a glória eterna de Deus se manifesta para sempre. A presente era testemunhará o início, o desenvolvimento e a conclusão do propósito de Deus, a fim de constituir dentre eles um povo para o seu nome”.[38] At.15.14

Em seguida João viu o céu aberto e Jesus montado em seu cavalo branco, pronto com os exércitos celestiais para destruir a besta, o falso profeta e o diabo. A visão do Senhor é surpreendente. Pode-se contemplar seus olhos como chama de fogo, cuja onisciência tudo perscruta, tudo está diante dele, nada pode ser esconder do seu olhar.

"Os olhos do Senhor passam por toda a terra; “Os olhos do Senhor estão em todos os lugares;   "Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem, e vêem todos os seus passos. "Os olhos do Senhor repousam sobre os justos"E não há criatura alguma encoberta diante dele, antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas. 2 Cr 16.9/ Pv 15.3.1/ Pe. 3.12/Jó 34.21.Hb 4.13

A ênfase foi dada nos seus olhos, enquanto que em Apocalipse 1.14-17, foi mostrada sua cabeça, cabelos, pés e a voz. Por que isso? O Senhor quis mostrar aos moradores da terra, a besta, ao falso profeta e ao diabo,  que Ele viu tudo o que eles fizeram, nada ficou oculto aos seus olhos. Chegada é a hora da vingança. Ele vem do céu como Messias vencedor, o Reis dos reis e Senhor dos senhores, para estabelecer a justiça, a paz e seu reino milenar. Vem julgar as nações.   Mt.25.31-32 

Os santos que participaram das bodas no céu, são os mesmo que seguem Jesus, os exércitos dos céus. Pessoas salvas e anjos poderosos. Que visão maravilhosa! Os restantes dos moradores da terra serão impactados por essa aparição gloriosa. Todo olho o verá e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Jesus regerá as nações com vara de ferro, após pisar o lagar do vinho da Sua ira. Lembre-se da vindima das uvas da terra que houve em Apocalipse quatorze. Is.40.5/ Fl.2.11/Ap.14.19.

No Antigo Testamento pisar as uvas é uma figura da execução da ira divina contra os ímpios. No versículo 17, um anjo convida as aves dos céus para comerem uma ceia terrível, é a ceia da ira do Grande Deus. Essa ceia terrível relaciona-se com a batalha do Armagedom, onde milhares de soldados de todos os países do mundo, inimigos de Israel, caírão mortos em suas colinas. A mortandade será tão grande que precisará de um exército de aves para limpar a terra desses cadáveres. E mesmo assim, levará sete meses para que Israel sepulte os corpos em um lugar designado por Deus, chamado de vale das forças de Gogue. “Nos montes de Israel cairás, tu e todas as tuas tropas, e os povos que estão contigo; a toda espécie de aves de rapina e aos animais do campo eu te darei para que te devorem. Cairás em campo aberto, porque eu falei, diz o Senhor Deus”. “Observei a terra, e eis que estava assolada e vazia; e os céus, e não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que homem nenhum havia e que todas as aves do céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da sua ira. E serão os mortos do Senhor, naquele dia, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade da terra; não serão pranteados, nem recolhidos, nem sepultados, mas serão como estrume sobre a face da terra”.Jr. 4:23-26/Ez 39.4,5/Ez. 39 .12-15/Is. 63.3 / Jr. 25:33

Gogue, de acordo com alguns textos bíblicos, está situado ao norte de Israel, e será ajudado por nações européias, asiáticas e africanas: Magogue (Rússia), Meseque, Tubal (Turquia) (Ez 38.2,3), Persas (Irã), etíopes, Pute, Gômer, Togarma, muitos povos (Ez 38.5,6) e Líbios (Dn 11,43), nesta guerra contra Israel. Alguns estudiosos crêem que esta guerra será no início da Grande Tribulação. Outros acham que será uma guerra que se prolongará durante os últimos três anos e meio e ainda outros, no final desse período. Serão tantos os mortos de Gogue que os israelitas  levarão sete meses para sepultá-los. Ez. 39.12; Ez. 38.6,15; 39.2; Joel 2.20

Muitos confundem a guerra de Gogue e seus aliados contra Israel com a Batalha do Armagedom. Há muita diferença entre os dois conflitos. O ataque de Gogue contra Israel deve iniciar no início da 70ª “semana” de Daniel 9.27, isto é, no início da Grande Tribulação ou um pouco depois. Já o Armagedom ocorrerá no final desta “semana”.  Na invasão de Israel por Gogue, apenas um grupo de nações participará; já no Armagedom participarão todas as nações da terra, inclusive as mesmas forças de Gogue, que terá os restantes das suas forças totalmente destruídas. Todas as nações da terra virão numa guerra total contra o povo escolhido, talvez patrocinada pela ONU, como ocorreu na primeira guerra do Golfo, aí se dará o Armagedom. Ap 16.14; 19.19; Joel 3.2; Zc 12.3b; 14.2-4,9

O versículo 21 relata que: “Os demais foram mortos com a espada que saía da boca  do que estava assentado sobre o cavalo...”  Esses, que foram mortos logo após os soldados da coalizão invadirem a terra santa, são os que tinham a marca da besta em suas frontes ou mãos.

No versículo 13 viu-se que o manto de Jesus estava manchado de sangue. Alguns entendem que isso é uma alusão ao seu sangue derramado na cruz do Calvário, porém, ao ler atentamente Isaías 63.2-4, o leitor verá que não é bem assim: “Por que está vermelha a tua vestidura, e as tuas roupas como as daquele que pisa no lagar?  Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém houve comigo; e os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura. Porque o dia da vingança estava no meu coração; e o ano dos meus remidos é chegado (a sua volta gloriosa)”. “... e pessoalmente pisar o lagar do vinho do furor da ira do ira do Deus Todo-Poderoso.  63.2-4/ Ap.19.15 c

Apocalipse 14.18b-20 relata: “Toma a tua foice afiada, e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas...e lançou-a no grande lagar da ira de Deus e o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos... ”  Percebe-se, por esses textos, que o Senhor tem suas vestes salpicadas do sangue daqueles que seguiram a besta e o falso profeta no cerco a Jerusalém, por ocasião do fim da guerra do Armagedom. O dia da Ira do Cordeiro se consumará com o Messias pisando uvas no lagar da Ira de Deus.  Logo, o sangue presente em suas vestes de guerra é o sangue de seus inimigos.

A volta triunfal de Jesus está relatada em 3 partes distintas que costumam confundir o leitor: na abertura do sexto selo no capítulo 6.12-17; no toque da 7ª (sétima) trombeta do capítulo 11.15-18 e no júbilo do capítulo 19.11-16. Esses eventos fundem-se uns aos outros, relatando de maneiras diferentes.

APOCALIPSE 20

O milênio e o Juízo final

Depois de todos esses eventos, satanás será preso e amarrado por mil anos pelo anjo que tem as chaves do abismo ou Tártaro (prisão dos demônios, talvez um lugar profundo dentro do Sheol ou Hades). 2° Pd.2.3

A prisão de satanás deveu-se a determinação de Deus para que as nações não fossem mais enganadas por ele, uma vez que o Senhor inicia uma nova ordem ou dispensação, onde a terra gozará de condições favoráveis para que o homem, remanescente do período anterior, e os que vierem a nascer durante o milênio, aprendam a amar e respeitar o Senhor Jesus e a Ele se convertam. Is.9.6/ 65.19-25/ Dn.7.13-14/ Mq. 4.1-8/ Zc.14/ 1-9

Jesus voltará literalmente à terra para reinar por mil anos, conforme prometido pelos profetas a Israel, quando se referiam a respeito do Messias. Este será o último reino implantado na terra, conforme descrito pela profecia referente a estátua de Daniel. Esse reino destruirá todos os outros anteriores. A pedra que destruiu a estátua foi lançada contra ela sem auxílio de mãos. O próprio Deus implantará o reino de seu Filho que encherá toda a terra. Dn. 2.31-45

Apocalipse 2.26 diz: “ Ao vencedor, e ao que guardar até ao fim as  minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações e com cetro de ferro as regerá, e as reduzirá a pedaços...” A igreja e os santos de todos os tempos participarão do governo teocêntrico de Cristo e, juntamente com Ele,regerão as nações e castigarão os que porventura insistirem em permanecer no pecado.

 “Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a Segunda morte.” Apoc. 21.8

Em algumas traduções, a palavra usada para medrosos é tímidos ou covardes, que são sinônimas entre si. Deus condena aqueles que não aceitam viverem um evangelho pleno por receio de serem criticados, perseguidos ou repreendidos pelos ímpios, com medo de perder amizades, status, posições sociais e prestígio por professarem a fé em Jesus.

Esses envergonham-se de serem chamados crentes. Não dão testemunho de que aceitaram Jesus em suas vidas. Jesus disse: “Qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos”. Lc 9.26

O Milênio será a última dispensação humana nessa terra, antes de Deus a destruir e fazer uma nova terra e um novo céu. As pessoas que sobreviverem ao Armagedom e que passarem para o Milênio  continuarão a ter filhos, a trabalhar, comer, dormir etc. A  diferença a ser notada nesse período é que as pessoas vão poder sentir Deus, falar com Ele, conhecê-lo por completo  e ver Jesus reinando de Jerusalém. Haverá um relacionamento mais próximo do homem e o Senhor, assim como havia entre Deus, Adão e Eva no Éden. Gn. 3.8/ Jr.31.34/ Is.11.9

As pessoas que receberem a marca da besta não entraram para o Milênio, pois foram mortas pela espada que saia da boca de Cristo, da mesma maneira as que foram reprovadas no julgamento das nações. Ap. 19.15c; 21/ Mt. 25.32-46

No período do Milênio o pecado estará como que sufocado. O homem ainda continuará pecador, nascendo com a mesma predisposição para o pecado (a velha natureza herdada de Adão). Porém, como Deus prendeu o diabo que enganava as nações e as fazia pecar, ficará mais difícil ao homem transgredir à Lei de Deus. O reino de Jesus estabelecido sobre a terra mostrará ao homem que somente Deus pode dar-lhe a verdadeira paz e prosperidade. Jesus e aqueles que com Ele reinarem farão um governo perfeito, cheio de justiça, de paz, alegria e bondade. Haverá um derramar abundante do Espírito Santo, cumprindo-se totalmente a profecia de Joel que previa que o mesmo seria derramado sobre toda a carne.

Os salvos com seus corpos incorruptíveis serão um testemunho vivo para as pessoas do milênio, mostrando-lhes que, pela suprema grandeza da Graça divina, um dia elas também poderão ter corpos como os deles, caso mantenham-se fiéis a Cristo. Essas pessoas, assim como a igreja na dispensação anterior, terão de optar por Jesus para serem salvas. Ef.2.6-7/ Is.11.3-5/ Is.2.4/ Is.12.3-4/ Is.32.15/ Is.44.3/ Ez.39.29/ Joel  2.28

Devido a ação do pecado operada por satanás ser sufocada, a ferocidade dos animais será tirada, a vida será prolongada como no início da humanidade. Os homens devem ter um tempo de tolerância até os 100 anos de idade para confessarem seus pecados e aceitarem Jesus como salvador, para não morrerem. “...porque morrer aos cem anos é morrer ainda jovem e que quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado”. Is.65.20b

As doenças não mais agirão nos corpos das pessoas como hoje em dia; todo ano as pessoas deverão subir a Jerusalém para adorar Jesus e o mar Morto será curado e terá vida. Zc.14.17/ Ez.47.8-10/ Is.11.6-10/ Am.9.13-14/Is.65.20-22

Embora as pessoas do Milênio continuem com suas naturezas pecaminosas, herdadas de Adão e Eva, não mais sofrerão as influências maléficas do Diabo que estará preso no abismo. Isto não quer dizer que ninguém cometerá pecado durante o período. Pessoas ainda nascerão no milênio. “Multiplicar-lhes-ei os homens como rebanho... as cidades desertas se encherão de homens...as praças de Jerusalém se encherão de meninos e meninas que nelas brincarão." Ez 36.37-38/ Zc 8.4-5

Os povos do milênio se constituirão em nações, cujo cabeça será Israel. Cada país terá um governante oriundo escolhido pelo Senhor dentre os salvos. Quem governará Israel será o próprio rei Davi. A terra será grandemente povoada e nunca mais haverá fome, pois a terra produzirá abundantemente e não faltará alimento. Is.62.2-4/ Ez.37.24-25/ Lc.19.11-19/ 2° Tm2.12/Ap.5.10/ Zc. 8.21-23/ Dn7.14/ Jr.31.12/ Ez.47.22

O conhecimento de Deus alcançará a todos os seres humanos, tendo em vista o Diabo não mais poder "cegar o entendimento" das pessoas, enquanto estiver preso no abismo. Todos os seres gozarão de paz, alegria, santidade, glória, justiça, instrução, consolo, conhecimento pleno, bênção, saúde, cura de deformidade física, liberdade, proteção, fertilidade, serviço, prosperidade, benefício da luz solar, adoração perfeita, presença pessoal de Jesus, plenitude do Espírito Santo e expectativa de eternidade. 2 Co. 4.4; Is 11.9; Jr 31.34; Is.9.34;32.17;55.12;60.18;66.12;Ez.28.26;34.25;Os.2.18;Mq.4.2;Zc.9.10;Is.30.29;42.1,10;Zc.8.18,19;10.6;Jl.3.21;Sf.3.11,13;Zc.8.3;13.1,2;Ez.36.24-31;Is.24.23;35.2;40.5;60.1-9;Zc.9.11-12;Ap.21.4 ;Is.9.7;11.5;32.16;42.1; Jr.23.5;31.23; 31.29,30; Mq.4.2; Is.12.6-9; Jr.30.17;Ez.34.16;Mq4.67;Sf.3.19;Jr.32.27;Zc.9.11,12;Jr.30.20;Ez.47.22;Ez.48.18,19;Am.9.13,14;Zc.2.5;Ez.11.19,20; Os.2.19-23;Dn.9.24

No milênio Deus começará a  implantar o reino que Ele sonhou para o homem, quando o colocou no Éden e mandou que frutificasse e cuidasse do jardim. O milênio será uma “Avan-première”, uma pré-estréia do grande ato de criação preparado para aqueles que amam a Deus e estará completo por ocasião da Nova Terra e do Novo Céu que serão criados.

 

Também nessa época se cumprirá a promessa do Pai de fazer com que todas as famílias da terra sejam abençoadas pela fé de Abraão. Antes de Deus terminar com essa dispensação, Ele precisará cumprir essa promessa e isso se dará durante o milênio. Gn.12.3

Deus também prometeu a Israel que Davi seria o seu rei para sempre e que esse povo dominaria todas os povos da terra. Essa promessa, também, se cumprirá no milênio. O conflito Árabe-Israelense, finalmente, terminará. Essa guerra fratricida acabará quando Jesus voltar e reinar, conforme nos relata Isaías: "Naqueles dias Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios irão ao Egito, e os egípcios irão á Assíria; e os egípcios adorarão com os assírios ao Senhor.” Is. 19.23-25/ Lc.1.32/ 1° Rs. 2.45/ 1°Rs.8.25/ Jr.33.17 

A presente dispensação só findará quando Deus fizer cumprir toda a sua vontade, pois, ninguém, nem força alguma, poderá impedi-lo de fazer a sua vontade. “...Agindo Eu quem impedirá?”  Is.43.13

O texto no versículo 6 traz uma bem-aventurança aos que têm parte na primeira ressurreição. A ressurreição refere-se ao corpo que foi sepultado, pois o espírito do homem não morre após a morte física, mas volta para Deus, que o deu.  Quando a pessoa morre, ocorre uma separação temporária entre o corpo e o espírito. A palavra ensina que  ressurreição é o reencontro do espírito com seu corpo; uns receberão um corpo de glória conforme o corpo de Jesus, esses são os salvos. Os não salvos receberão um corpo não glorificado para sofrimento eterno. Todos os mortos ressuscitarão um dia. Ecl. 12.7/Jo.5.28/ 1° Co.15.21-22/ At.24.15/  Lc.20.35-37/ 1° Co.15.35-55/ 2° Co.5.1-4/ Jó 19-25-27/ Dn.12.2/ Fl.3.21

Não se confunda ressurreição[39] com a recondução à vida que acontece, praticamente, todos os dias nas emergências dos hospitais. As pessoas que foram restauradas à vida tornarão a morrer e/ou serão arrebatadas, porém, as que ressuscitarem, na ressurreição predita por Jesus, nunca mais morrerão. Há vários casos de pessoas que voltaram a viver nos relatos bíblicos, porém, ressurreta, no sentido de transformação do corpo corruptível em incorruptível, só há uma, Jesus. ”Ora, o Deus de paz, que tornou a trazer dos mortos a Jesus Nosso Senhor , o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança.” Hb.13.20

Lázaro, Dorcas, o filho da viuva de Naim, o jovem que caiu da janela durante a pregação de Paulo, a filha de Jairo dentre outros são exemplo de pessoas que voltaram a viver de novo, não de ressurreição. Essas pessoas não tiveram seus corpos revestidos pela incorruptibilidade e por isso tornaram a morrer. Mc.5.22/ At.9.39/ Lc.7.11-17/Jo.11.43-44/ At.20.9

As ressurreições ensinadas pela bíblia se dividem em duas:  a primeira e a segunda. A primeira ressurreição teve início em Jesus como primícias dos muitos que também o serão. Depois os redimidos no arrebatamento da igreja; os santos do Velho Testamento na segunda vinda de Cristo; os santos martirizados na Grande Tribulação na mesma ocasião e a ressurreição de todos os que vierem a crer durante o milênio, sejam os salvos que morrerão durante os mil anos ou os que ficarão vivos, que no final do período serão transformados, assim como o foram os vivos no arrebatamento da igreja. A segunda ressurreição será após o milênio e apenas os não salvos dela participarão para serem julgados, diante do Grande Trono Branco. Rm.6.9/ 1° Co. 15.20-23/ Cl. 1.18/ Ap.1.18/ Dn.12.2/ Lc.14.14/ Jo.5.29/ 1°Ts.4.16-17/ Ap.20.4-6;11-12

“E vi tronos e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar...” Repare que o poder para julgar foi dado antes de começar o período do milênio. Logo, seguem-se os julgamentos preditos pela Palavra, com exceção do último, o do Grande Trono Brancoque só acontecerá após o milênio.

Os julgamentos são: o julgamento de Israel, onde os judeus incrédulos serão separados antes de começar o milênio, esse julgamento se dará no deserto dos povos. O julgamento das nações, que terá como base o tratamento dado aos judeus durante a Grande Tribulação. (Os que forem destinados à direita de Jesus passarão para o milênio e os da esquerda para o tormento eterno). O local desses julgamentos é a terra (Vale de Josafá) e as pessoas julgadas são as que permaneceram vivas após o Armagedom. Existe ainda um outro julgamento que não está claro quando ocorrerá, trata-se do juízo dos anjos (judas 6), que serão julgados por Cristo e pelos salvos, por desobedecerem a Deus e seguirem satanás em sua rebelião. Mt.25.31-46/ Joel 3.2-12/Ez.20.35/ Zc.13.8-9/ Ez.20.37-38/ Jr.23.5-8/Ez.36.22-38/Mt.25.14-30

 

 

Na opinião do autor, esse se dará por ocasião do julgamento do Trono Branco, depois do milênio, antes de Deus purificar a terra e os céus com fogo, porque Judas 6 diz:” Ele tem guardado os (anjos caídos) sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande dia. I Co 6:3/ Mt 25:41.  (nosso grifo)

Durante o milênio, o diabo (dragão) ficará preso e amarrado no abismo para não mais enganar as nações. Depois desse período será liberto por pouco tempo, quando liderará os incrédulos do milênio que não aceitaram o reinado de Jesus e do povo santo, sob eles. É necessário que ele seja solto, porque irá prestar um último serviço a Deus que é identificar, do meio da grande multidão de pessoas do milênio, quem é fiel a Jesus.

Será a prova definitiva para que estes confirmem sua salvação e tenham direito a serem levados para a nova terra que o Senhor irá preparar.

A maldade dos corações, que estava represada pela presença benéfica de Cristo na terra, tornará a se manifestar. É a velha natureza do homem, herdada de Adão, que aflorará para perdição dos ingratos. Não serão poucos os que se levantarão contra Jesus. O verso 8 diz que são como a areia do mar. Como é corrupto e terrível o coração humano, pois, apesar de toda bondade do Senhor, demonstrada durante o milênio, eles se recusarão a servi-lo, preferindo seguir satanás.

Eles vieram dos quatro cantos da terra, enchendo a terra em sua largura e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada (Jerusalém) onde vivem os judeus convertidos ao  Messias, onde estão os salvos da igreja que reinam com Jesus, lá está o trono do Grande Rei e o templo reconstruído por Ele. Deus, porém, intervirá e mandará fogo do céu que matará esses malvados, impedindo que entrem no paraíso. Eles não terão nenhuma  chance de se arrepender porque, diferentemente das gerações passadas, tiveram a chance de conhecer o Senhor pessoalmente. A maioria nasceu cercada dessa atmosfera de amor, por isso não têm desculpas.

Assim como Senhor não deu oportunidade para satanás e seus anjos, que desfrutavam de toda bênção de servirem diante do Deus criador, de se arrependerem, após iniciada a rebelião celestial, da mesma forma, essas pessoas do milênio, que se rebelaram contra Jesus, serão tratadas. Será um ato único e justo do Criador contra essa última ação de de rebeldia humana. O fogo virá do céu e os consumirá.

 

A Bíblia não relata por quanto tempo satanás seduzirá os moradores do milênio para que se rebelem, mas pode-se deduzir, pelo leitura do texto que não levou muito tempo.

O destino final do diabo é ser lançado para dentro do Lago de Fogo. O antigo querubim de luz que passeava sobre as pedras preciosas do Éden mineral caiu da sua posição para ser tonar o adversário dos servos de Deus e ser expulso do céu. Ele e seus principados se instalaram nos ares, de onde também serão expulsos por Miguel e seus anjos para serem jogados na terra durante a Grande Tribulação para em seguida irem para o abismo onde ficarão presos por mil anos. No final, conforme dito acima, o diabo será jogado no Lago de Fogo, dando fim a sua carreira maligna. “Como caístes do céu, oh estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações...contudo será precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo abismo.”  Is 14.12-15; Ez 28.13-17

“...E vi um grande trono branco! Ap.20.11

Considerações sobre o  Julgamento do Trono Branco:

1-    esse julgamento será o mais terrível de todos os outros aplicados aos seres humanos durante todos os tempos da história;

2-    é o julgamento de um juiz prestes a ordenar uma terrível sentença sobre os que rejeitaram seu amor;

3-    o trono foi erigido por Deus para julgar, Ele julgará o mundo com justiça, retribuirá a cada um segundo o seu procedimento que acumulou ira para si mesmo. Sl.9.7-9/ Rm.2.5-6;

4-    a cor do trono é  branco para mostrar a todos que eles estão diante de um Deus santo, possuidor de uma pureza imaculada, que não se deixará corromper como um juiz comum. Jo.5.26-27/ Jo.5.22/ At.10.42/ At.17.30-31/ 2° Tm.4.1/ Jo.10.30/ Jo.14.9/ Cl.2.9/Jo.1.1.

O tribunal do Grande Trono Branco será uma corte, onde a sentença já estará declarada para os que lá comparecerem. ‘Quem Nele crê não é julgado; o que não crê  já está condenado...Quem se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”. Jo.3.18;36

 

 

A terra e os céus também serão julgados e purificados por essa ocasião. A antiga criação desaparecerá. A terra foi manchada por sangue, principalmente, pelo Sangue sem mácula de Jesus. A terra foi palco da rebelião humana e o céu da rebelião dos anjos caídos, por isso, têm que ser purificados por fogo. Gn.317 /  Hb.1.11-12 /  2°Pd.3.7-11 / Ap.21.1 / 2°Pd.3.7 / Ag.2.6 /   Hb.12.26-Is.51.6 /IS.34.4

Nessa ocasião os céus e a terra fugirão, todos os julgados deverão ficar, suspensos como que em um vácuo, diante de Deus, de Jesus, da igreja, dos santos anjos e de todos os salvos de todos os tempos. Is.51.6/ 2°Pd.3-7;10-12/ Dn.7.9-10/ Ap.20.11-15

As pessoas serão julgadas segundo o que fizeram durante a sua vida. O critério do julgamento será baseado na lei de Deus. A Bíblia diz em Mateus 16:27: “Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras.” Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos, Porque o mesmo que disse: Não adulterarás, também disse: Não matarás. Ora, se não cometes adultério, mas és homicida, te hás tornado transgressor da lei. Falai de tal maneira e de tal maneira procedei, como havendo de ser julgados pela lei da liberdade”. Em Tiago 2:10-12. Logo, os que rejeitaram a Graça de Jesus, que cumpriu a Lei por nós, serão julgados segundo a Lei de Deus que previa a culpa pela quebra de toda a Lei.

Daniel 7:9-10 registra: “Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se para o juízo, e os livros foram abertos.” E abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras”. vs.12

Finalizando, em Romanos 2.12 ainda se lê: "Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados".

 

 

Apocalipse faz menção ao Livro da Vida, ou seja, diz que os que não forem achados com os seus nomes inscritos nesse livro serão lançados no Lago de Fogo.O Livro da Vida é mencionado em várias passagens bíblicas, como por exemplo em: Fl.4.3/ Ap.3.5;13:8;17:8;20:12,15;21:27.

Paulo diz que o povo de Deus tem seus nomes arrolados (inscritos) nos céus. Essa é a verdadeira garantia do crente: ter seu nome inscrito no Livro da Vida. Hb 12:23

Existe uma corrente de teólogos, com os quais o autor concorda, que ensina que os salvos nascidos durante o período do milênio passarão pelo julgamento do Grande Trono Branco. Talvez seja essa a razão da presença do Livro da Vida durante esse julgamento. Ao ser lido o nome daquele que estiver no Livro da Vida do Cordeiro, automaticamente essa pessoa estará livre da condenação, assim como os santos do Velho Testamento e os que foram arrebatados, bem como os salvos da Grande Tribulação .

Wim Malgo disse que a melhor interpretação do Apocalipse será o seu cumprimento.

CAPÍTULO 21 e 22

O novo céu, a nova terra e a Nova Jerusalém

Promessas finas

No coração amoroso de Deus Pai sempre existiu o desejo de que todas as suas criaturas, criadas em amor e perfeição, convivessem com Ele harmoniosamente.  Como Deus pessoal, sempre desejou se relacionar com as suas criaturas, feitas para sua glória. Todavia, o pecado introduzido, no Jardim do Éden por obra de satanás, impediu, momentaneamente, que Deus desfrutasse desse relacionamento. Porém, nada, seja no mundo visível ou invisível, pode se opor à vontade do Senhor.

Aproxima-se o dia em que essa determinação triunfará e as estrelas da alva em alegria (os anjos), juntamente com os seres humanos, gozarão da presença do Pai. Is.64.8/ Lc.11.13/ Gn.3.8/ At.17.28/ Sl.25.14/ At.5.39/ Jó 38.7

Deus tem um reino preparado, desde a fundação do mundo, para coabitar com a humanidade, esse reino sairá do Milênio e prosseguirá eternamente na Nova Terra que será criada. Mt.25.34

Deus criou o homem para a sua glória, intentando que ele fosse a coroa de toda a criação. Fez os homens retos, mas eles se meteram em muitas invenções. Is 43.7/ Ecl.7.29

A  expectativa final de todas as criaturas é contemplar uma nova dispensação, onde o pecado não mais exista, seja entre os homens, ou entre os anjos. Um mundo redimido, é também o desejo de toda a natureza: “Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.” Rm.8.22

O capítulo 21.1-8, revela o estado eterno daqueles que habitarão com Deus, a Nova Terra, o Novo Céu e a Cidade Santa. Parece que do capítulo 21.9 ao 22.7, houve uma recapitulação da descrição de alguns aspectos do  Milênio.

 

 

Muitos gostariam de saber como será a nova terra e o novo céu. A Palavra não entra em detalhes sobre essa nova dimensão ou dispensação. Todavia, registra que haverá um novo céu e uma nova terra.

As Escrituras não revelam que haverá uma outra “Nova Jerusalém”, logo a cidade deve ser a mesma que esteve presente durante o Milênio, suspensa sobre a Terra. Daí, poder se entender que a descrição dessa cidade será preservada para a nova dispensação. “E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.”

Agora não se trata mais da noiva adornada para o noivo, mas da esposa para o seu marido, uma vez que o casamento já se consumou após o julgamento do Tribunal de Cristo. Verso 2/ 2°Co. 5.10/ Rm.14.10

Na nova terra o Senhor habitará com os homens, será o Seu Deus e eles serão o seu povo."Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando Eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou estejais vós também."  João 14:1-3/ vs.3.

O livro dos Gênesis descreve a criação do céu e a terra; no Livro de Apocalipse depara-se com a promessa de um novo céu e de uma nova terra. Enquanto a primeira terra precisava do sol e da lua para lhes dar luz e calor, na nova não haverá essa necessidade. "A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a ilumina e o Cordeiro é a sua lâmpada”. (21.23)

Na terra anterior havia um paraíso que foi tirado da humanidade por causa do pecado; tratava-se do Éden, onde Deus havia  colocado o homem. Na nova terra, há um paraíso restaurado para o deleite dos seres criados por Deus. Na terra anterior o homem e a mulher fugiram da presença de Deus envergonhados por estarem nus. Na nova terra, em vez de fuga, haverá uma comunhão maravilhosa, porque o pecado não mais existe; o homem e a mulher,  restaurados diante do Criador, viverão em perfeita harmonia com Ele.

Enquanto na velha terra a árvore da vida foi vedada ao homem, na nova a morte já não mais existe. Na nova terra não haverá mais luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. Deus fez tudo novo; ele não coloca remendo novo em pano velho. Cap.21.4/ Mc.2.21

Não haverá mais tristezas e as coisas passadas não serão mais lembradas, inclusive o pecado, a morte e a dor. “ Pois eis que eu crio novos céus e nova terra, e não haverá lembrança das cousas passadas, jamais haverá memória delas. “Eis que faço novas todas as coisas...quem vencer herdará todas as cousas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. Is. 65.17/ Ap.21.5-7.

A terra renovada será habitada por todos os salvos e Deus estará presente. Todos terão seus novos corpos semelhantes ao de Jesus ressurrecto. Um corpo real, palpável, porém não sujeitos às leis físicas da presente dispensação, incorruptível e imortal. Lc.24.36-51/ 1Co.15.50-56/ Rm.8.23

A terra precisará ser renovada por fogo, tendo em vista que Deus colocou uma maldição sobre ela por causa do pecado de Adão: “Maldita é a terra por vossa causa...ela produzirá pragas e espinhos”. “Serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça”. Gn.3.17-18/ 2°.Pd. 3.10-13/ Mt.24.25/ Hb.1.12

O Dia do Senhor, estende-se desde a Grande Tribulação, a Volta de Jesus nas nuvens, o Milênio e culmina na criação dos Novos Céus e Nova Terra. 1°Co.1.7-8/ Ez.30.3/ Sf.1.14/ Zc.14.4-5 e 8/ 1º Ts. 5.1-5/ 2º Pe.1.16; 3.10 /Jd.14-15.

O fogo pela qual a terra e os céus passarão é o julgamento de Deus sobre o pecado, extinguindo-o totalmente para que a nova dispensação possa ter início sem mais lembrança dessa tragédia humana. O fogo virá da parte de Deus no final do Milênio quando satanás e as hordas malignas de homens réprobos quanto a fé serão exterminados pelo próprio Senhor. Ap.20.9

A Nova Jerusalém é considerada pelo autor como sendo uma cidade literal; ela é vista como a morada final dos santos, daqueles que foram lavados e remidos pelo Sangue de Jesus. Todavia, há uma simbologia quando ela é comparada como a noiva do Cordeiro. Ora,  Deus disse que o homem quando se une a sua mulher se torna uma só carne com ela, da mesma forma, quando a igreja casar-se com Jesus, com Ele será um só corpo. Daí a cidade ser chamada de esposa do Cordeiro, pois é a morada dos salvos.

 

 

A Nova Jerusalém é tão linda que foi comparada como uma noiva enfeitada para o seu noivo. As noivas daquela época usavam muitas jóias e enfeites na cerimônia de casamento. Cantares relata o efeito que a visão da noiva, profeticamente, fará no seu noivo amado: “Arrebataste-me o coração, minha irmã, minha esposa; tiraste-me o coração com um dos teus olhos, com um colar do teu pescoço. Que belos são os teu amores, irmã minha! Que belos são os teus amores, melhores do que o vinho...o cheiro das tuas vestes é como o cheiro do Líbano”. Ct. 4.9-14

A cidade é tão bela que para sempre os salvos não se cansarão de admirar sua beleza, suas portas de pérolas, seus alicerces, suas ruas de ouro. As casas de cada crente serão feitas com a supervisão pessoal do Senhor que conhece o gosto de cada um. “Eu vou vos preparar lugar...”

O Rio da Vida, a Árvore da Vida, Jesus iluminando a cidade com seu brilho eternal, o trono de Deus e do Cordeiro. A praça da Nova Jerusalém é de ouro puro como vidro transparente. É lindo tudo o que Deus tem preparado para aqueles que o amam: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam". 1° Co. 2:9

Esta bendita esperança, que arde no coração do povo de Deus com relação a essa nova morada, faz nascer um desejo ardente de partir para a sua presença, desejo esse muito bem escrito por Marco Aurélio nesta música:

Vou voar em direção ao céu de Cristo

Isto foi Ele mesmo quem me prometeu

Vou voar pouco tempo aqui me resta

A minh'alma está com pressa

Sim com pressa de no céu chegar.

Vou voar em direção ao céu de gozo

Repouso para sempre ali eu terei

Vou voar como voam os santos anjos

Serafins também arcanjos

Maravilhas ali desfrutarei.

 

 

João tentou descrever o indescritível. Usando palavras, esforçou-se em pintar um quadro inebriante para simples mortais. É uma descrição encantadora  que se descortina no decorrer desses dois capítulos finais do Apocalipse. O que Deus construiu na Nova Jerusalém é estupendo. Como o ouro é o metal mais nobre que os terráqueos conhecem, e o seu brilho é o que mais se aproxima de uma cintilação perfeita, foi usado como modelo pelo apóstolo para descrever o que ele viu. Da mesma forma as pedras e as pérolas. Porém, a candura da cidade é inefável, indizível. Essa beleza indescritível espelha  a própria glória de Jesus.

O texto diz que as nações andarão mediante a gloriosa luz da cidade. Que luz é essa? É a luz irradiada do corpo glorificado do Senhor. Não há como comparar esse brilho com coisas materiais presentes nessa dispensação, com coisas corruptíveis.

O autor crê que na Nova Jerusalém não haverá a mesma limitação de tempo e espaço, como é defendida pela teoria da relatividade de Einstein, a qual está submetida essa dispensação de tempo.

O corpo de Jesus, depois de sua ressurreição, não ficou limitado às leis físicas dessa dispensação:“...e fechadas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco!

Jesus deve ter entrado no recinto atravessando as paredes, pois as portas, de acordo com o texto, estavam fechadas. Nossos corpos serão como o corpo ressurrecto de Jesus. Que não era apenas espírito, mas possuía carne e ossos e Ele até comeu com os discípulos. ”Vede minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.” Lc. 24.39/Jo.20.19b

Jesus recebeu um corpo físico por ocasião de sua ressurreição. A vida após a ressurreição não é apenas existência espiritual, mas também física e material. Os salvos terão corpos como o de Jesus, excetuando-se a onipresença, onisciência e onipotência que são atributos pessoais de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Todavia será um corpo capaz de realizar proezas comparado com o atual. Lc.24.39/ 1°Jo.3.2

 

 

 

Alguém já disse que a medida da Nova Jerusalém apontada a João, seria uma medida simbólica, uma vez que o cálculo final da soma dessa cidade cúbica daria para abrigar toda a humanidade que já passou e que ainda venha a passar por este mundo[40]. Deus ao revelar o seu tamanho estaria fazendo conhecer que ali há lugar para todos. Ap.21.16,24,26

O ateu crê que o universo e tudo o que nele existe é pura obra do acaso, porém foi Deus quem fez tudo isso e fará outro universo ainda melhor do este. Como disse Voltaire:” "O mundo me intriga, e não posso imaginar que este relógio exista e não haja relojoeiro."

A mente humana não pode imaginar o que será a nova dispensação que será criada por Deus. A presente era levou homens inteligentes como William Shakespear (1564-1616), que quase nada conhecia sobre o universo como hoje é conhecido, a proferir a famosa frase: "Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia."

Só através dos olhos da fé, o homem pode vislumbrar essas maravilhas. Deus não permite que a Ciência e a Filosofia humana encontrem respostas definitivas para o universo em que estamos, quanto mais o futuro. Quantos filósofos e cientistas buscaram entender essas coisas e se frustraram ante a grandeza da criação.

O famoso físico Stephen Hawking, não consegue explicar racionalmente o que só pode ser compreendido pela fé, ao dizer: "Se descobrirmos uma teoria completa do universo, deverá, com o tempo, ser compreendida por todos e não apenas por uns poucos cientistas. Então poderemos todos nós, filósofos, cientistas e leigos, tomar parte das discussões sobre a questão de por que nós e o universo existimos. Se acharmos a resposta para isso será o triunfo definitivo da razão humana. Pois então conheceremos a mente de Deus."

A bíblia contém a mente de Deus e que os que são íntimos dela bem a conhecem. Felizmente, o Senhor não permitirá o triunfo da razão humana sobre a fé, pois àquela só serve para destruir a beleza da  Sua obra criadora. Deus deseja que o homem, ao analisar a criação, veja e perceba nela a grandeza divina e chegue a conclusão que somente um Deus amoroso poderia ter criado tudo o que existe e dessa maneira passe a amá-Lo pelo que Ele é.

O Senhor deseja que o homem reconheça a sua existência pela fé, reconhecendo que o material foi criado do imaterial. “Porque os atributos de Deus, assim o seu eterno poder  como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas.” ''Pela fé entendemos que o universo foi formado pela Palavra de Deus de maneira que o visível passou a existir das coisas que não aparecem”. Rm.1.20/ Hb.11.3

O ser humano sabe que Deus existe, pois carrega dentro de si um espírito que conflita com sua alma, testificando essa verdade. Não há como deixar de se ouvir a voz interior do espírito colocado pelo sopro de Deus dentro do boneco de barro que se transformou em homem. Gn.2.7

Moisés ao escrever o Salmo 90 só pôde chegar a conclusão de que de eternidade em eternidade Deus é Deus. Mil anos para o Senhor é como a relva que floresce de madrugada e à tarde murcha e seca, ele não soube como comparar a eternidade de Deus com a transitoriedade do homem. A Bíblia declara que existe um Criador Onipotente o qual ela chama de Deus. Este criou tudo que existe por um ato soberano, inteligente, independente e eterno.

Ele, lá na eternidade, arquitetou um projeto de criação, colocando-o em execução pela ação de sua soberana vontade, através de Seu Filho Jesus, para quem foram criadas todas as coisas. “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois Nele foram criadas todas as ousas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as cousas. Nele tudo subsiste. Cl. 1.16-17

O ato de criação divina é demonstrado, tanto pela fé como pela razão,como obra de um Criador que usou uma seqüência lógica. Criou do nada, a terra, o Sol, os elementos, o mar, todos os seres vivos e o homem, criado a sua imagem, conforme sua semelhança. Os de boa índole chegarão a conclusão que tanto a fé como a razão concordam que Deus é o criador de todas essas coisas. Nos servos de Deus estará gravado para sempre o nome mavioso de Jesus. O crente estará diante Dele para toda a eternidade, vendo constantemente o Seu amado rosto. Cap.22.4

 

CONCLUSÃO

Nos versículos finais de Apocalipse, existe uma séria advertência do Senhor que deverá ser observada com temor e tremor por aqueles que lidam com esse Livro. Não se pode acrescentar e nem tirar nada do que está escrito. Não se pode adulterar ou desvirtuar essa profecia, sob pena de se perder a parte na árvore da vida e na cidade santa.

O Senhor, reto juiz, saberá julgar e inocentar aquele que, procurando ensinar o que tinha por certo, trouxe ensino contrário à Sua vontade. Baseado nessa justiça, no seu amor e misericórdia, o autor atreveu-se a escrever sobre esse livro encantador. Mesmo porque o Senhor não nos tem dado espírito de covardia, mais de poder, de amor e de moderação. 2° Tm.1.7

Da mesma maneira que existe uma advertência quanto ao que escreve e ensina, há uma admoestação para aquele que ler e não crer nas palavras dessa profecia.

Espera-se que o ensino até aqui apresentado aproxime-se o máximo possível da realidade profética, sem desconsiderar o que pensam outras escolas escatológicas. Desta forma, apresentar-se-á a partir desse ponto resumo, crido pelo autor como o mais apropriado, sobre a profecia ora analisada. Esse resumo está fundamentado no ensino da Escola Pré-tribulacionista:

1.    Arrebatamento da igreja que não passará pela Grande Tribulação;

2.    Julgamento da igreja no Tribunal de Cristo (O Bema);

3.    as Bodas do Cordeiro nos céus depois do julgamento da igreja;

4.    o falso profeta surgirá para criar uma religião que levará o mundo a aceitar o anti Cristo;

5.    o Espírito Santo permitirá a ação do anti Cristo;

6.    o anti Cristo será  manifesto e conhecido;

7.    um pacto de 7 anos entre Israel e o anti Cristo será quebrado após  3 anos e meio;

8.    os sete selos serão abertos por Jesus, dando início aos juízos de Deus sobre a terra;

9.    o juízo das sete trombetas virá sobre a terra;

10. duas testemunhas surgirão e darão testemunho por 3 anos e meio;

11. como resultado desse testemunho, 144.000 judeus se converterão e evangelizarão o mundo todo;

12.  o anti Cristo comandará um bloco de 10 nações e/ou poderes;

13. Gogue e Magogue invadirão Israel e serão derrotados (ainda não é o Armagedom);

14.  o anti Cristo quebrará o pacto com Israel;

15. o Evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, preparando Israel e as nações para o aparecimento do Messias;

16. uma religião mundial comandada pelo falso profeta fará o mundo adorar o anti Cristo que depois se voltará contra ela;

17.  os judeus serão perseguidos e mortos, bem como aqueles que não aceitarem a marca da besta;

18.  os israelitas fugirão para um lugar de refúgio nos montes do deserto da atual Jordânia;

19.  virão os juízos das sete taças da ira de Deus;

20.  Israel será quase que totalmente destruído;

21.  sinais nos céus deixarão os homens pasmados;

22.  Jesus voltará e todo olho o verá e matará com a espada da sua boca a todos os que tiverem a marca da besta;

23.  o anti Cristo e o falso profeta serão jogados vivos no Lago de Fogo;

24.  satanás será amarrado por mil anos no abismo;

25.  as nações serão julgadas de acordo com o tratamento que deram aos judeus;

26.  o remanescente judaico será julgado no deserto e os salvos passarão para o milênio, juntamente com aqueles não judeus que forem tidos por dignos pelo Senhor, no julgamento das nações;

27.  o reino milenar de Cristo será inaugurado, Ele reinará em Jerusalém, de onde sairão águas purificadoras para curar a terra devastada pela Grande Tribulação;

28. satanás será solto, depois de mil anos de prisão, para seduzir as nações para destituírem Jesus do seu reinado;

29.  aqueles que aderirem à rebelião de satanás serão mortos pelo fogo que  descerá do céu da parte de Deus;

30.  satanás será jogado no Lago de Fogo e terá finalizada a sua carreira;

31. virá o julgamento do Grande Trono Branco;

32.  Deus purificará a terra e os céus que agora existem com fogo;

33.  Ele criará novos céus e uma Nova Terra, onde habitará justiça;

34.  nunca mais haverá lembrança das coisas passadas. Amém!

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

Walvoord, John. Todas as Profecias da Bíblia. São Paulo: Vida, 2002.

Pentecost, Dwight. Manual de Escatologia: uma análise detalhada dos eventos futuros. São Paulo: Vida, 2002.

Ice, Thomas. Profecias de A a Z / Thomas Ice. Timothy Demy. Porto Alegre: Actual, 2003.

Olson, Nels Lawrence. O Plano Divino Através dos Séculos. Rio de Janeiro. CPAD. 2000.

Malgo, Wim. Quem são os 144.000 selados e as duas testemunhas. Porto Alegre: Chamada da Meia Noite. 1999.

Hindison, Ed. O anti Cristo. São Paulo. Vida.1999.

La Haye, Tim. O Final do Tempos: glorioso retorno/ Tim La Haye. Thomas Ice. São Paulo. Abba. 2001

Almeida. Bíblia de Estudos, Revista e Corrigida. Disponível em: www.bb.com.br/ acesso em: 02 de setembro de 2008.

Aveline. Carlos. A Grande Teia. 2001. Endereço eletrônico: www.orion.med.br/unipaz/Aveline.html. acesso em 02 de setembro de 2008.

Feitosa. Carlos. Tempos de Transição. Endereço eletrônico: www.mkow.com.br/transicao.htm – 16k acesso em 09 de junho de 2008.

Kirban, Salem. Identificando o anti Cristo. Endereço eletrônico: www.monergismo.com/textos/preterismo/identificando-anticristo_DeMar.pdf  - acesso em 23 de maio de 2008.

Froese, Arno. O Grande Mistério do Arrebatamento. Porto Alegre:Actual. 2001.

Nigh, Kepler. Manual de Estudos Proféticos. São Paulo: ABEC. 2001

Lieth, Norbert. Jesus  Voltará. Porto Alegre: ACTUAL. 2002

 

 

 

 

Anexo 1

Esboço de Apocalipse

1.    Capítulo 1-          Jesus aparece a João e manda ele escrever esta profecia;

2.    Capítulo 2 -         ele escreve às sete igrejas da Ásia sobre a visão, nesse capítulo aparecem as primeiras quatro igrejas;

3.    Capítulo 3 -         João escreve às últimas três igrejas da Ásia;

4.    Capítulo 4 -       Descrição da visão do Trono de Deus;

5.    Capítulo 5 -       O Cordeiro digno de abrir o Livro;

6.    Capítulo 6 -       Os juízos de Deus caem sobre a terra após a abertura dos seis selos;

7.    Capítulo 7-      Os 144.000 e a multidão dos salvos de todos os povos, línguas e nações;

8.    Capítulo 8 -        Abre-se o 7° selo e toca-se quatro trombetas de juízos;

9.    Capítulo 9 –      toca-se a quinta e a sexta trombeta, a terra é invadida por demônios que estavam presos;

10. Capítulo 10 -     João e o livrinho;

11. Capítulo 11-      As duas testemunhas e o toque da 7ª trombeta;

12. Capítulo 12 -     A mulher e o dragão;

13. Capítulo 13 -     A besta do mar e a da terra;

14. Capítulo 14 -     A ceifa e a vindima da terra;

15. Capítulo 15 -    Os sete flagelos nas mãos dos sete anjos;

16. Capítulo 16 -    Os sete flagelos são derramados na terra;

17. Capítulo 17 -    A prostituta religiosa revelada como uma grande meretriz;

18. Capítulo 18 -    Babilônia é destruída;

19. Capítulo 19 -    Jesus volta com seus exércitos para reinar por mil anos;

20. Capítulo 20 -    O milênio, a rebelião final, satanás derrotado e o juízo do grande Trono Branco;

21. Capítulo 21-     Descrição da Nova Jerusalém, Novo Céu e Nova Terra;

22. Capítulo 22-    O Rio da Vida e o certamente cedo venho.

 

A SUMA DAS COISA É: DEUS ESTÁ NO CONTROLE.

Ora vem Senhor Jesus !

 

 

 


[1]     Fonte: www.bússola.cjb.net

[2]              Apocalipse 1 – 2 Mateus 13 2° Pedro 2.15 Atos 1 – 2

[3]          Em 313 d.C, o imperador romano do Ocidente, Constantino, e o imperador romano do Oriente, Licínio, se reuniram em Milão e num documento conhecido como "Edito de Milão", dirigido ao governador da Bitínia, dispuseram uma nova política religiosa. Com a edição desse documento, marcou-se uma nova era para a Igreja cristã.

 

[4]     Somente em 1992 a Igreja Católica Romana reconheceu oficialmente que Galileu tinha razão: a Terra gira em torno do Sol. www.orion.med.br/sissolarhtm

 

 

[5]     Considere-se retirado como uma forma de se afastar, pois o Espírito Santo é Onipresente.

[6]     1. Comentário ou dissertação para esclarecimento ou minuciosa interpretação de um texto ou de uma palavra. [Aplica-se de modo especial em relação à Bíblia, à gramática, às leis.]

[7]     N. Lawrence Olson; Harold Willmington; Arno Froesse; Thomas Ice; Tim La Haye;J. Dwight Pentecost; Abrão de Almeida; Wim Malgo; Norbert Lieth; Paul Yonggi Cho, Kepler Nigh.

[8]        Hebreus 8.5 Almeida, corrigida e revisada, Fiel.

[9]        Lucas 17.37 – Uma alusão à carnificina que ocorrerá por ocasião do Armagedom ( Ap.19.17-19)

[10]            Mas os Espíritos que não estiverem sintonizados com uma Terra em processo de regeneração deverão necessariamente ter uma morada material que se coadune com o seu grau evolutivo. Idêntico o que ocorreu na Terra em seus primórdios. Serão magneticamente atraídos por esse ou esses planetas, denominados de planeta chupão.

                Palestra Virtual Promovida pelo Canal  / Espiritismo.
 

[11]      Uma das sociedades secretas  mais temidas pela igreja Católica, fundada na Baviera. Também conhecidos como nova ordem mundial.

[12]         Variação da Obliqüidade: movimento de balanço que o eixo da Terra faz, chegando a um máximo de 24°30' e mínimo de 22° . Hoje, o eixo da Terra está inclinado 23° 27’ em relação ao Eixo da Eclíptica, decrescendo 47" por século. É um movimento que ocorre por causa de perturbações provenientes da ação conjunta dos planetas e do Sol ao longo da órbita anual de nosso planeta. (Centro de Filosofia e Ciências Humanas - CFH  Dep. de Geociências - UFSC )

 

 

[13]      Issac Asimov é um dos mais importantes representantes da ficção científica. publicou mais de 260 livros, sendo mais de 200 de ficção  científica.

[14]            O conhecimento científico a serviço da guerra legou, entre outros, a bomba atômica, as armas químicas e as biológicas. Microorganismos e toxinas são colocados em bombas e transformados em armas de destruição maciça. Pesquisas estimuladas depois do advento da engenharia genética, transformaram a biologia em arma tão letal quanto a nuclear.

            Roque Monteleone Neto, perito ONU .

[15]                  Segundo a NASA, há bilhões de anos, um cometa caiu sobre a Terra e formou o que hoje conhecemos como o Golfo do México. Relatos mais recentes, como o

                grande incêndio em 08/10/1871 na cidade de Pestigo (EUA), atribuído a um astro que caiu numa floresta próxima da cidade; a queda de parte do Cometa Encke em Tunguska (Sibéria) em 1908 e

                o Choque do Cometa Shoemaker-Levy com o Planeta Júpiter em 1994. Astrônomos prevêem que o choque de um cometa com a Terra foi a causa da extinção dos Dinossauros. E que isto voltará à acontecer... A queda de um cometa de 5 km de diâmetro provocará um Terremoto sem precedentes .Jet Propulsion Laboratory . web.prover.com.br/nominato/Cometaterra.htm

 

 

[16]      www2.brasil-rotario.com.br/revista/materias/rev951/e951_p32.html - 21k

[17]    Em relação ao templo em Jerusalém - a Bíblia fala de quatro templos: Quatro templos em Jerusalém são mencionados na Bíblia. Dois (de Salomão e de Herodes) já passaram, mas outros dois (o templo da Tribulação e o do Milênio) serão construídos no futuro de acordo com as profecias. O último templo (do Milênio) será construído pelo próprio Senhor Jesus Cristo quando Ele estabelecer o reino messiânico... Mas o templo da Tribulação deve vir primeiro. CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS - CACP.

 

[18]            DOMO DA ROCHA : O terceiro santuário muçulmano mais sagrado do mundo.

                        Também conhecido por Mesquita de Omar, este templo em Jerusalém é o mais antigo monumento islâmico em existência. Os judeus acreditam que esta rocha foi o local onde o patriarca do povo judeu, Abraão, preparou-se para sacrificar seu filho Isaac.
 

[19]            Os judeus e os escritores cristãos chamam de chequiná (SheKiNa) o aspecto da presença visível e majestosa de Deus sobre Arca e outros lugares

[20]         A Escritura Sagrada é composta de 66 livros, sendo 39 no Velho Testamento e 27 no Novo Testamento. Contudo, as bíblias de edições católicas contém 07 livros a mais e pequenos acréscimos em mais dois livros. As Igrejas evangélicas consideram como apócrifos, todos os livros e as partes dos livros que foram acrescentados nas bíblias de edições católicas. A Palavra apócrifo significa: Falso, sem autenticidade em relação a bíblia, refere-se aos livros que não foram inspirados por Deus e acrescidos na Escritura Sagrada. Todavia, alguns desses livros são aceitos como livros históricos, como no presente caso, o de Macabeus.

 

[21]         SEGUNDO CÉU = FIRMAMENTO, CÉU OU CÉU DOS CÉUS

                        a) Gn 1: 1-9 - "...Chamou Deus ao firmamento de céu..."

                        b) Sl 146:5-6 - "... O Senhor criou os céus e a terra..."

                        c) Hb 1:10 - " ...a terra e o céus são obras de tuas mãos.”

 

[22]      www.monergismo.com/textos/preterismo/identificando-anticristo_DeMar.pdf  - identificando o anti Cristo.

[23]         https://www.ordotempliorientisbrasil.org/oto/gematria_heb.asp / www. homokaasu.org/gematriculator/

[24]      Abraão de Almeida. Israel, gogue e o antiCristo. Rio de Janeiro. CPAD. Pags.148-150 

[25]    Manual de Escatologia: J.Dwight Pentecost. Ed. Vida pag. 357

[26]    HENDRIKSEN, William. John. Grand Rapids: Baker Books, 1953

[27]                  Apocalipse - Introdução e Comentário.
George Ladd. Comentário. Novo Testamento. Apocalipse. Profecia

 

[28]            Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre,  Dinamarca,  Eslováquia,  Eslovénia,  Espanha, Estônia,  Finlândia,  França,  Grécia,  Hungria,  Irlanda,  Itália,  Letônia, Lituânia,  Luxemburgo,  Malta,  Países Baixos,  Polônia,  Portugal,  Reino Unido,  República Checa,  Suécia.

 

[29]                  www.adventistas.us/ downloads/apostila_3espiritos.imundos

 

[30]                  O Coliseu de Roma era, na época de sua construção, um anfiteatro oval de quatro níveis. Suas arquibancadas de mármore tinham capacidade para 45 mil pessoas. Denominado anfiteatro Flávio, era conhecido como o Coliseu pelo fato de sua proximidade com a colossal estátua de Nero. Os gladiadores lutavam na arena e, segundo a história relata, era o lugar onde os cristãos eram lançados aos leões.

 

[31]      (Yahweh ou Javé pode aparecer nas formas abreviadas Yah, Yahu, Yo e Yeho. Por sua vez o termo Hallelu-Yah (aleluia) significa louvai a Javé)

1.       [32]                  www.jesusvoltara.com.br/selo/vitoria.htm - 53k

 

1.       [33]                  www.bibliaonline.net/aconselhamentos/?acao=resposta&numero=1393&lang=BR&link=bol -

1.       [34]                  www.bibliaonline.net/aconselhamentos/?acao=pesquisar&texto1=359&tipo1=cat&lang=BR&link=bol - 39k

[35]            Roy A. Anderson, Revelações do Apocalipse, 2.ª ed., 1988, pág. 203.

[36]    Wim Malgo. Apocalipse de Jesus Cristo: um comentário para a nossa época. 4 v. 2000. Pag.40.

[37]    Lewis S. Chafer, Teologia sistemática, 4 v, p.396

[38]      J.Dwight Pentecost, Manual de Escatologia: uma análise detalhada dos eventos futuros, 249

[39]         No latim, “ressurreição” é o ato de ressurgir, voltar a vida, reanimar-se. Biblicamente, entende-se o termo ressurreição como o mesmo que ressurgir dos mortos. (Dicionário da Bíblia – Davis)

 

[40]    A cidade será quadrangular, sendo suas dimensões cerca de 2500 km de comprimento, largura e altura. Se fosse dividida em ruas, haveria lugar para 8 milhões de ruas de 2500 km de comprimento cada uma. N. Lawrence Olson. O Plano Divino através dos séculos. Pag.144


 [JOSE1]Nessa ocasião, Deus julgando o mundo com três séries de juízos: Selos, Ap. 6; Trombetas, Ap 8-9 e Taças, Ap 16. O julgamento de Israel acontecerá na volta de Cristo, Ez 20.33-38; e quanto aos que tiverem recusado a salvação oferecida no período da Graça, não tem como afirmar que eles possam ser salvos no período da grande tribulação, ver 2 Ts 2.6-12 e Mt 7.21-23.

 


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