Carta 040

20/04/2015 13:03

Em 18/4/2015, (...) escreveu:

Paz do senhor sei que não deveria ser aqui mas preciso saber da opinião do pastor sobre algo. 

Não achei contato no site nem e-mail somente aqui peço por favor que me ajude. Li seu artigo sobre casamento tradição sem valor e queria saber se uma pessoa que casou-se no civil com alguém que morou junto no passado está em pecado? Meu marido teve outra mulher no passado ele não eram cristãos ela ficou gravida e ele resolveu morar com ela mas antes disso ele dormia na casa dela todo fim de semana no período da gravidez e resolveu usar aliança pois ja tinha praticamente uma vida de casado nesse dia que ele levou as alianças a mãe dela e irmã tavam lá e ele prometeu ser fiel a ela e ama-la mas somente ele prometeu ela não, pois não foi um casamento religioso nem nada ele só resolveu dizer algumas palavras na hora q entregou as alianças. Moraram juntos 1 ano e depois separaram. Conheci ele 5 anos depois e casamos no civil. Ela também ja se casou com outra pessoa. Estou em pecado? Devo me divorciar? Tenho um bebe de (...) meses e estou muito triste pois estou na duvida. Me ajude por favor. Obrigada.

Resposta, em 20/4/2015:

Prezada (...), que a paz do Senhor Jesus seja com toda a sua família.

De fato, não há mais no site formulário para contato conosco. O que você utilizou tem finalidade específica, apenas para aqueles que desejam participar do “Projeto Celeiros”. Até mesmo os textos do site serão revistos futuramente, para que permaneçam apenas aqueles que integram o conjunto de assuntos tratados na ICC.

Ciente da minha responsabilidade como pastor, não evito qualquer questão que diga respeito à fé, à doutrina, à família, à vida social, à cultura e às práticas religiosas tradicionais e hodiernas. Sim, não posso me omitir, uma vez que, assumindo minha vocação e chamado, tenho a obrigação de apontar o caminho ao rebanho que Deus colocou aos meus cuidados. Conselhos, qualquer um tem para oferecer. Difícil é estar comprometido com as pessoas que seguem nossas orientações. É muito fácil dizer aos outros o que devem fazer quanto não estaremos por perto para acompanhar os resultados sobrevierem. Por isso, querida, embora eu tenha o dever de saber orientar as pessoas, eu seria leviano se lhe desse qualquer sugestão, uma vez que não sou seu pastor.

Os textos do site da ICC são apenas para trazer reflexões gerais, mas casos concretos devem ser tratados em particular, caso a caso, levando-se em conta suas peculiaridades, onde regras gerais não são possíveis. Quando eu publico um texto no site, pretendo apenas divulgar as linhas mestras daquilo que seguimos e do modo como orientamos nossos membros. Embora as pessoas sejam livres para fazer o que acham melhor, nossa responsabilidade é deixar claros nossos posicionamentos e fundamentos bíblicos gerais. Amparados pelas escrituras sagradas, quando oferecemos um conselho aos membros, ousamos dizer que não se trata de um conselho nosso, mas de Deus. Nesse contexto, independentemente da escolha que cada um faça, o simples fato de alguém estar conosco atrai o nosso acompanhamento. Afinal, as pessoas não são descartáveis e a igreja deve ser um ponto de apoio mesmo para aqueles que fizeram as piores escolhas, sob o nosso ponto de vista.

Portanto, embora eu tenha minhas convicções bíblicas acerca do assunto que você apresentou, não sou a pessoa indicada para lhe dar qualquer sugestão. Você preencheu o formulário solicitando a versão eletrônica do livro que escrevi sobre dízimos e ofertas e ali ficou registrado que você é membro da Assembleia de Deus. Logo, você tem pastor e ele é a pessoa certa para orientá-la e ampará-la. A lógica dos fatos me diz que seu pastor deve ser um bom pastor, homem sábio, espiritual, conhecedor das escrituras sagradas, íntegro e responsável, pois, se não fosse assim, não faria sentido você ter se submetido ao seu ministério pastoral.

Por fim, querida, encerrei neste mês a distribuição da versão eletrônica do livro “Dízimos e Ofertas: pretextos dos impiedosos”, mas, excepcionalmente, vou enviá-lo para você, uma vez que no capítulo 5, ao tratar do livro de Malaquias, abordo, naquele contexto, a questão do divórcio. Lembre-se que enfrento questões gerais, mas o caso concreto deve ser objeto de aconselhamento do seu pastor.

O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.

 

Grande abraço,

Pastor Sólon.

 

Em 20/4/2015, (...) escreveu:

Paz do senhor mais uma vez obrigada por me fornecer o livro. Bem já conversei com meu pastor sobre o assunto ele particularmente não crê que o que meu esposo fez foi um casamento válido. A linha da Assembleia de Deus é essa, sempre foi, meus pais pensam assim, meu tios e todos da minha família, mas o texto do senhor achei muito interessante e fiquei realmente preocupada, porque pelo que percebi o senhor também é contra o recasamento. Ainda não li o livro porque estou na casa de uma tia no Rio de janeiro, aqui tenho que cuidar mais do meu bebê pois ele está num fase muito ativa e quase não tenho tempo para sentar e fazer algo como ler. Minha tia trabalha e meu esposo ficou em (...), sei que é uma ousadia minha mas eu gostaria apenas de sua opinião, o senhor acha que estou em pecado? E se estiver deveria me separar para sair dele? Eu sempre fui da linha de pensamento assembleiano mas um dia me surgiu essa dúvida, e eu ja estava casada. Li um pouquinho do capitulo 5 do seu livro porque confesso que devido a essa duvida foi o que pensei ler primeiro. Se o senhor não quiser dar uma opinião respeitarei, mas gostaria de saber se fosse possível, meu pastor disse que não, mas ainda fiquei com medo de ele estar errado, ele é um homem de Deus sim, muito sábio mas como eu disse ele tem uma linha de pensamento diferente. Enfim mesmo assim obrigada, e muito obrigada pelo livro também!

Resposta, em 20/4/2015:

Prezada (...), que a paz do Senhor Jesus seja com toda a sua família.

Como já lhe disse, não sou a pessoa indicada para dar opinião em seu caso. Releia o meu artigo e você perceberá que eu não tratei de recasamentos. Eu até escrevi um livro para tratar detalhadamente sobre casamento e recasamento, mas decidi ter este livro apenas como meu manual de prática na ICC. O fato é que eu precisava estar muito seguro sobre o que aconselhar aos membros da igreja, uma vez que não tenho como me eximir da responsabilidade diante de Deus, caso oriente mal as pessoas.

No seu caso, somente o fato de você ter essa preocupação, já me mostra o quanto você ama ao Senhor e deseja estar alinhada à sua santa vontade. Na sua sinceridade, Deus a estará sempre amparando e provendo-lhe direção segura. Fico feliz em saber que você tem um bom pastor, pois, certamente ele vela por sua alma.

“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.” (Hebreus 13:17 RA)

O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.

Grande abraço,

Pastor Sólon.

Em 20/4/2015, (...) escreveu:

Bem mais uma vez agradeço sua  resposta, desculpe por ter insistido e desculpe se entendi seu artigo errado, mas tirei essa conclusão quando o senhor faz a seguinte afirmação:

“por que algumas igrejas valorizam tanto a cerimônia e não cuidam de instruir seus jovens quanto à pureza, quanto ao jugo desigual (2Co 6:14-15), quanto ao consentimento dos pais, quanto ao ódio que Deus tem do divórcio, quanto à impossibilidade de recasamento e quanto às consequências dos votos inconsequentes?”

Por isso pensei assim. Também estava lendo um pouco do capitulo 5 do seu livro enquanto meu bebê dormiu, e confesso que diante dessa dúvida encontrei a declaração de que Deus queria que israel abandonasse o pecado, mas confesso que não entedi bem se isso diz respeito a deixar as mulheres com quem tinha se casado e voltar as primeira e se apenas era de não fazer mais aquilo ou se deveriam abandona-las  porque era estrangeiras.  Resolvi lhe perguntar porque como ao que me parece o senhor tem um pensamento mais conservador sobre o assunto.

Enfim por enquanto confesso vou seguir minha vida acreditando que estou bem diante de Deus, pois foi assim que meu pastor me orientou!! Obrigada por sua atenção... Deus abençoe o senhor sua família e seu ministério e peço que ore então por mim e minha família pois posso pelo menos dizer que somos uma família feliz.

Obs: Se o senhor tem instruções em um livro a respeito do assunto, se não deseja publicar o livro em si poderia publicar alguns estudos em seu site, acredito que seria de grande ajuda a pessoas como eu que tem algumas dúvidas a respeito do assunto para pelo menos servir de uma visão  diferente para que possamos avaliar os  pensamentos diferentes acerca do assunto e ter  uma melhor  base para se chegar a uma conclusão!

Resposta, em 20/4/2015:

Prezada irmã (...), que a paz do Senhor Jesus seja com toda a sua família.

Você está certa! Eu deixei uma frase mal explicada no meu texto quando disse “quanto à impossibilidade de recasamento”. Sua observação foi perfeita! Já corrigi a frase e ficou assim: “quanto aos casos de impossibilidade de recasamento”. Isso faz muita diferença, pois do modo como estava escrito, nem as viúvas poderiam pretender novo casamento, não é mesmo? Só me resta agradecer sua colaboração.

Também, no que diz respeito a casamento, no Velho Testamento, a meu ver, devemos nos prender aos princípios que Deus estabeleceu ali e verificar o que foi recepcionado por Jesus. Em minhas interpretações, sempre procuro afirmar minha condição de discípulo de Cristo, apesar das construções que faço valendo-me do Velho Testamento e das epístolas do Novo Testamento.

Sua sugestão é bem-vinda. É possível que, futuramente, coloque no site algumas partes do meu livro sobre casamento e recasamento.

No mais, desejo que você seja grandemente abençoada com toda a sua família!

O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.

Grande abraço,

Pastor Sólon

Em, 20/4/2015, (...) escreveu:

Quem bom que ajudei, sei que estou escrevendo demais, mais vou escrever-lhe somente esta, em relação a isso o senhor compartilha da ideia de divórcio e recasamento permitido por Adultério? o senhor não precisa me fornecer um estudo sobre o assunto... rsrs só gostaria de saber se o senhor compartilha da ideia de divórcio permitido em alguns casos!!

Desde já agradeço!

Resposta, em 22/4/2015:

Prezada irmã (...), que a paz do Senhor Jesus seja com toda a sua família.

Eu gostaria muito que nesses casos existissem respostas bem fáceis do tipo: sim ou não. Entretanto, somente casos concretos apresentam as variações necessárias a uma avaliação. Qualquer resposta que eu lhe desse, certamente gerariam novas dúvidas, levariam a novas perguntas e exigiriam outras respostas. Veja apenas alguns exemplos de situações que necessitam ser avaliadas quando a questão é divórcio e novo casamento:

a) casal de crentes?

b) casamento misto? (crente com não crente)

c) divórcio e novo casamento antes da conversão?

d) divórcio e novo casamento depois da conversão?

e) há filhos envolvidos? Do primeiro casamento? De relações fora do casamento?

f) há violência doméstica?

g) houve abandono do lar?

h) houve adultério?

i) há arrependimento?

j) há disposição em se corrigir a situação e perdoar?

k) etc.

Querida, perdoe-me por evitar estender o assunto. Grande é o meu temor de induzir pessoas ao erro. Especialmente nesta questão, eu não quero trazer para mim a responsabilidade dos outros.  Cada cristão e cada pastor deve assumir as suas próprias, conscientes de que um dia estaremos todos diante do soberano Deus.

Neste momento, o que eu posso afirmar, com toda segurança, é o que as escrituras sagradas declaram solenemente que “...  o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio ... portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis.” (Malaquias 2:16 RA). E para um cristão que realmente quer obedecer a Deus, bastaria lembrar: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor;” ao mesmo tempo que “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,” (Efésios 5:22, 25 RA).

Se pelo menos os crentes observassem esses preceitos, não teríamos divórcio na igreja. A impressão que eu tenho é que os crentes modernos não sabem o significado dos seguintes termos bíblicos: “amor e temor”. Parece-me que a maioria pensa que o “amor” é sentimento e que “temor” nada tem a ver com “medo”.

Por isso, segundo penso, as igrejas estão repletas de casos que fogem completamente ao ideal projetado por Deus originalmente. Da minha parte, no que diz respeito ao casamento, insisto em pregar o ideal bíblico, mesmo consciente das dificuldades de atingi-lo em alguns casos. E para não ser com os homens mais exigente que o próprio Deus, olho para Cristo e tento imaginar como o nosso salvador trataria certas questões. Jesus, ao encontrar-se com a samaritana, por exemplo, não a colocou em situação irremediável, apesar da vida dela estar, naquele momento, distante do ideal.

Portanto, amada, eu prego e defendo o ideal, mas vivo a realidade todos os dias, com os olhos postos em Jesus. O fato é que estamos na terra e não no céu. Gostaria que muitas coisas fossem diferentes, mas não podemos mudar algumas situações da vida, infelizmente.

Feliz em saber que você está bem amparada, espero não tê-la decepcionado.

O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.

Grande abraço,

Pastor Sólon.

 

Em 23/4/2015, (...) escreveu:

Muito obrigada por ter respondido minhas questões. É tão difícil encontrar pessoas dispostas a responder com bom grado e atenção. Uma vez falei do assunto com um pastor que tem um site e ele foi muito grosso em sua resposta,se negou a responder por e-mail e quando liguei, pois ele disponibilizava um número para aconselhamento ele foi muito rude. Enfim não tomarei mais seu tempo, mas saiba que fiquei muito feliz em conversar com o senhor, e mesmo o senhor não tendo me dado uma resposta concreta no que diz respeito a meu assunto em particular me sinto aliviada porque em suas palavras encontrei esperança. Pelo menos a esperança que meu caso não é ruim como eu pensava. Sei que minha família pode ser abençoada por Deus. Tudo que mais quero é seguir em frente com minha mente descansada e em paz e passei a acreditar nisso: na paz da minha família do meu lar da minha mente através de suas palavras . Obrigada mais uma vez. Deus o Abençoe grandemente !!!!!

Resposta, em 24/4/2015:

Prezada irmã (...), que a paz do Senhor Jesus seja com toda a sua casa.

Veio-me à mente, neste instante, uma mensagem. Creio que é de Deus para você: 

“18  Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. 19  Ele acode à vontade dos que o temem; atende-lhes o clamor e os salva.” (Salmos 145:18-19 RA)

Foi um prazer conhecê-la! 

O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.

Grande abraço,
Pastor Sólon.

 


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